Eu fico pensando no ponto que o mundo chegou. Pensamos que os séculos e mais séculos de civilização fizeram as pessoas melhores. Tenho sérias dúvidas quanto a isso. A única coisa que ficou patente é a liberdade que não temos. Chegamos no pior pesadelo de qualquer autor de ficção científica ou que verse sobre aspectos sociais. 1984 já não é mais um futuro distópico. Não é nem uma coisa nem outra. É passado já, já está em nossas vidas, não temos como voltar atrás, só que é muito mais aterrador que qualquer coisa que Orwell ou Huxley pudessem imaginar. O Grande Irmão é exatamente seu irmão, aquele que está ao seu lado, lhe vigiando.
A introdução acima serve de preâmbulo para um acontecimento que chegou até meus detectores da loucura alheia. Onde uma enfermeira ganha "fama" por ter espancado seu cão, e muitos justiceiros do mundo 2.0 clamam por vingança, só faltando acenderem archotes virtuais, apesar que petições online não são diferentes. Vejo barbárie dos dois lados: da dona que em vias de fato matou seu cão yorkshire como dos maníacos que pedem (literalmente) pela cabeça dela.
Esta é sua SEXTA INSANA!
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Eu sempre quis ter uma coisa, mas nunca tive quando pequeno: um kit de pequeno cientista. Era uma coisa tão mágica para mim que devia ser a verdade suprema trazida por Moisés (na época que acreditava em Moisés, Noé e outros contos de fada). Não ganhei um kit daqueles, mas ganhei um Falcon. Eu matei muitos exércitos inimigos com meu Falcon, antes que psicopedarretardadas decidirem que isso poderia me transformar num psicopata. Não transformou. Virei um psicopata por outros motivos. Tempo passou e acabei me esquecendo daquilo. A gente entra naquele período em que alcança a Sabedoria Suprema e acha que sabe tudo – período que chamam de "adolescência". Na faculdade eu vi como a Química ensinada no Ensino Médio era a coisa mais ridiculamente inútil, chata, incômoda e totalmente sem o menor sentido. Não tinha percebido que a Química poderia ser muito mais, já que eu não tinha brincado com kits de Química (meus kits eram improvisados com xampus, cremes, detergente, óleo etc, tendo meu cachorro como cobaia. Me divertia um bocado antes de ganhar minha merecida surra).
Dois arregalados olhos castanhos circulam pelo ambiente, aterrorizados. O medo chega até a garganta, mas nenhum som sai dela. Uma cabeça gira e vasculha todos os pontos do ambiente, até que uma porta desliza suavemente para cima. Silêncio. O ser monstruoso do outro lado da porta começa a se agitar; o movimento de suas garras e ruído horrível aterroriza o dono dos doces olhos castanhos, e este correrá em busca da única coisa que sua mente acha que garantirá a segurança: sua mãe. O macaquinho corre e se agarra a uma boneca feita de arame e com "pele" felpuda e é tudo isso que o coitado precisa para se sentir seguro.
De boas intenções, o Inferno tá cheio… ou as igrejas (se bem que uma coisa não se distingue de outra). Um grupo de missionários batistas foi preso e julgado pela justiça do Haiti (sim, alguma coisa está funcionando lá). A acusação é que eles tentaram levar 33 crianças sem documentos para a vizinha República Dominicana. O grupo, de cinco homens e cinco mulheres, é ligado a uma igreja batista e levava as crianças, com idades variando entre 2 meses e 12 anos. Eu custo a ver algum ato de bondade, ainda mais sabendo que eles estavam fazendo na surdina. Segundo a porta-voz do grupo, os missionários não pagaram pelas crianças, que foram entregues pelo pastor Jean Sanbil, com a desculpa que isso seria para coibir o tráfico de crianças.
Nós, seres humanos, como muitos animais, damos o máximo de valor aos membros de nosso convívio social. Nós os abraçamos, os protegemos e estamos sempre pronto a defender quem achamos que é “um dos nossos”. Infelizmente, existe um processo contrário, quando muitos de nós quem não é de nosso meio, a ponto de hostilizarem verbal, social e até mesmo fisicamente. O nome disso é um termo em inglês, chamado de Bullying.