O que são rios voadores? Como ensinar sobre isso?

Se você é morador de São Paulo está felicíssimo com rodízio de água e a multa por gastar demais, enquanto a SABESP jogar quilolitros de água literalmente pelo esgoto. Fica difícil para nós, professores, explicarmos sobre ciclo da água para as crianças e, em seguida, dizer que falta água. Como assim falta água? A resposta é que se desperdiça muito mais e você que se dane. Ainda assim, ficamos pensando “de onde vem esta água?”. Isso somado à pergunta: “Por que as chuvas estão diminuindo?”. Se estamos tão perto do oceano, as chuvas ainda deveriam estar tranquilamente inundando nossas vidas, certo? Tipo: como ensinar aos meus alunos se eles fizerem perguntas desse tipo? Ignoro e mando ficar recortando florzinha?

Todo Caderno dos Professores é um Livro dos Porquês. Peguem seus materiais, aprenderemos Geografia, Biologia, Climatogia e Física.

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El Niño pode ter sido mais forte do que sonha seus vãos computadores

Se você não está em nenhum buraco na Ucrânia, contando todos os soldados russos que efetivamente não estão lá (ou é isso que me contaram, ao menos), você já deve ter ouvido falar do El Niño, o fenômeno atmosférico-oceânico que é caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical. Esse aquecimento, que não é suficiente para fazer café ou cozinha rum ovo, afeta não apenas o clima local e sim do planeta todo, pois a Natureza dá um "que se dane" se você gosta ou não do que acontece.

Cientistas criaram vários modelos computacionais que procuram retratar e prever o que acontece durante o El Niño. Mas será que os modelos estão certos? É ora de usar uma tecnologia um pouco ais antiga: observação. E para isso se usa como ferramentas… conchas!

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A supercelula de Satã formando um ciclone

Mãe Natureza é daquelas desnaturadas. Mamãe Natureza é uma bela duma sem-vergonha, pior que a Madrasta da Branca de Neve, só que mais eficiente. Se por um lado temos terremotos, vulcões, maremotos e, claro, não podemos deixar de lado os ciclones.

Uma supercélula é uma tempestade Chuck Norris. É algo feio, horroroso e se você for esperto vai fugir pra primeira montanha; o que não garantirá nada e você encontrara com Satã, de braços abertos, perguntando por que demorou tanto. Neste tipo de tempestade, temos uma corrente ascendente de ar, chamada de mesociclone, e o que ele faz é isso aqui:

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O lago da Groenlândia que nos ensina sobre o clima

Quando eu era garoto, eu lia sobre a Groenlândia e imaginava um imenso monte de nada. Não conseguia imaginar qual a importância daquele lugar esquecido, rodeado de gelo por todos os lados, que se tivesse esquimó, estava com sorte (sim, eu sei. Na época eu não sabia). Glaciologistas, entretanto, sabem muito bem o que encontrar na Groenlândia: pistas sobre o que aconteceu, está acontecendo e ajuda a prever o que irá acontecer com o clima do planeta.

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O aquecimento global pode ser contido?

Pesquisadores andam preocupados com o aquecimento global, apesar que outros cientistas não acham nada de tão alarmante. Como não pode deixar de ser, cria-se muito oba-oba sobre isso, mas também existem dados que mostram uma subida na temperatura de todo o planeta. Não se sabe até onde é por causa do próprio sistema climático da Terra, ou se a ação do homem tem uma parcela de culpa nisso.

Pesquisadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, publicaram um artigo onde mostram que o aquecimento global deve deixar o planeta seis graus mais quente até o fim do século, e procura alertar sobre a necessidade de se buscar soluções com caráter de urgência. Continuar lendo “O aquecimento global pode ser contido?”

Sonda Cassini estuda a atividade das nuvens da lua Titã

A monitoração contínua da atmosfera de Titã pela missão Cassini, que vem explorando o sistema saturniano desde Julho de 2004, está começando a revelar alterações sazonais na circulação atmosférica e desprendimento nova luz sobre a climatologia globais da maior lua de Saturno e a segunda maior de todo o sistema solar, depois de Ganimedes.

Em um estudo publicado na Nature, cientistas planetários examinaram mais de 10.000 imagens capturadas pelo espectrômetro de mapeamaneto de luz visível e infra-vermelho, a bordo da Cassini, realizadas entre julho de 2004 e dezembro de 2007. O estudo foi conduzido por uma equipe internacional liderada por Sebastien Rodriguez, da Universidade de Nantes, na França. Alguns eventos individuais, incluindo a chuva, tem sido relatados anteriormente, mas o novo relatório é a primeira vez em que a climatologia global de Titã foi examinada com o objetivo de identificar mudanças de estações na atmosfera de Titã. É o tipo de estudo, que é ativado pela vasta quantidade de dados observacionais que a nave espacial tem acumulado ao longo dos anos. Continuar lendo “Sonda Cassini estuda a atividade das nuvens da lua Titã”