Grandes Nomes da Ciência: Clever Hans

Os olhos castanhos acompanhavam o homem à sua frente. Pés duros estavam plantados no chão. Uma leve tremida nas costas de Hans passou desapercebida, assim como um gesto imperceptível do homem à sua frente. O homem faz uma pergunta a Hans e ele não titubeia: responde corretamente. As pessoas acham aquilo fantástico, mas também não sabiam que aquilo seria o início de uma pesquisa que demoraria muito tempo e ainda é levada nos dias de hoje. Hans não era bem um cientista, mas ele foi a base para se analisar como as pessoas podem dar respostas mediante requisições devidas. Em outras palavras, por causa de Hans, psicólogos estudaram como “dicas” e linguagem corporal poderiam influenciar na decisão das pessoas e como elas respondiam a determinadas ações, mesmo que inconscientemente. Hans não era médico, cientista ou psicólogo. Hans era apenas um cavalo, mas não um cavalo qualquer. Hans, o Esperto sabia contar… Ou pelo menos é isso que se supunha na época.

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Os segredos da visão estereoscópica

Uma das maravilhas em nossos olhos é perceber o que chamamos de "3 dimensões". O mundo é muito diferente ao se olhar pela janela do que o que vemos na tela de um computador. Até mesmo o cinema em 3D não se compara ao nosso dia-a-dia.

Cientistas procuram entender como acontece (e onde) a chamada "visão em 3D", mais corretamente chamada de visão estereoscópica. Estudando regiões do cérebro de macacos rhesus, os pesquisadores tentam desvendar o que se passa dentro do cérebro de forma que ele consiga perceber o mundo que nós vemos.

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Como os morcegos “enxergam” o que está em seu caminho?

Se você não fugiu correndo de um colégio e aos berros (ainda mais se foi meu aluno), você sabe que morcegos possuem um sonar nato que o ajuda a se guiar durante o voo. Não que morcegos sejam cegos, mas que de noite é realmente bem difícil poder enxergar. Seu sistema de ecolocalização é o responsável por isso, coisa que toda criança de Ensino Fundamental sabe. O que não se sabia até agora é como é feita esta ecolocalização, isto é, se a intensidade do som emitido pelo filhote do Batman tem alguma influência no modo de voar, desviando dos obstáculos.

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Carinho materno controla ansiedade dos filhotes, mas já se sabia disso

Harry Harlow é chamado pelo pessoalzinho da religião da Nossa Senhora da Alface e os seguidores do Brócolis Sagrado de maníaco, torturador e sádico[1] [2] [3]. Um dos melhores argumentos desse pessoal é dizer que Harlow teria afirmado que não gostava de ratos, macacos e animais em geral. Eu quero saber se aparecesse uma ratazana na casa desse pessoal, se eles chamam para jantar. De qualquer forma, Harlow estava décadas à frente e determinou a importância do cuidado materno no desenvolvimento cognitivo e emocional de suas crias. Hoje, uma pesquisa esmiuça a bioquímica cerebral deste processo.

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Mecânico desenvolve aparelho que ajuda seu filho a aprender a andar

Conformismo é, talvez, a pior das situações. As pessoas sentam e lamentam as vicissitudes, sem fazer nada para tentar corrigir ou mesmo minimizar um problema. Sorte da humanidade que muitos não se dispõem a aceitar as coisas e lamentar-se nos cantos com frases vazias como "coisa do destino", "Deus quis assim", "não posso fazer nada" etc. Muitas vezes, realmente, não se pode fazer nada, mas isso não implica que devamos parar de lutar. Quando podemos, aí é que devemos encarar o problema e tentar solucioná-lo da melhor forma possível.

Foi isso que um mecânico argentino fez quando viu que seu filho tinha problemas para andar e desenvolveu uma máquina que pudesse ajudar ao menino.

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O que o cérebro vê quando os olhos pararam de ver?

Até mesmo o cérebro dos normais é meio louco (ou será que o cérebro dos loucos é que são normais?). Uma coisa das mais interessantes são as chamadas "Ilusões de Óptica". Eu, volta e meia, sempre posto algumas aqui. Nossos olhos se desenvolveram meio que de qualquer jeito, onde temos, inclusive, um ponto cego, fruto de ser onde o nervo óptico se conecta com a retina. Como neste lugar não há células fotorreceptoras, não há como ser identificada nenhuma imagem lá. Cientistas agora estudam as ilusões como as que vemos uma imagem por algum tempo e, quando olhamos para uma folha em branco, vemos outras cores. E isso não acontece apenas com cores, mas com formatos também. Afinal, o que estamos vendo?

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Como o comportamento materno é influenciado por alterações no cérebro

Mexer com coisas fundamentais de nossa psique pode ser sinal de problemas à vista. Lidar com nossas emoções é sempre complicado e quando temos a mais profunda dessas emoções analisadas pelas lentes frias da pesquisa científica, acabamos sendo acusados de desumanizar nossos comportamentos. O amor materno é, como todos os nossos sentimentos, reflexo de bilhões de anos de evolução biológica. De uma maneira seca, nos limitamos a dizer que não passam de descargas elétricas causadas por reações químicas no cérebro. Uma recente pesquisa estabelece, contudo, novas variáveis no jogo: o odor.

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Macacos, robôs e a Copa do Mundo

Em Aliens, o Resgate, Sigourney Weaver entra em campo para sair na porrada com o bicho-feio-babão. Como "na mão" ela não seria idiota de fazer, ela vem com um exoesqueleto imenso. Isso é recorrente em várias obras de ficção científica e nem é mais tão ficção assim, já que engenheiros japoneses mostraram em 2009 que apetrechos assim são plenamente viáveis (vídeo AQUI).

Isso, por si só, já é algo e tanto, mas sempre queremos coisas melhores. É o natural em termos de evolução do conhecimento. Um exoesqueleto assim é muito útil, mas tem problemas por ser grande e desajeitado. Muito bom para serviço pesado, mas deficiente em termos de sensibilidade. Não seria legal se pudéssemos mover máquinas e sentir o mundo através delas, através do mais importante dos sentidos? Sim, seria e é no que o pesquisador Miguel Nicolelis está avançando, conseguindo que macacos tivessem uma real sensação tátil ao manipular objetos que em fato não existem. Mas hein?

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Como nossos cérebros reagem aos erros

Assimilar a informação que você fez besteiras não é agradável. Ninguém gosta de estar errado. Eu mesmo não gostaria caso algum dia alguém finalmente conseguisse demonstrar que eu errei algum dia da minha vida. De qualquer forma, os antigos já diziam que é errando que a gente aprende, o tipo de coisa que pensamos quando um médico corta a sua perna direita fora quando deveria cortar a esquerda. O importante é saber como o cérebro reage frente ao erro e como se prepara para lidar com a situação.

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Carência de vitamina B12 faz cérebro encolher

Obviamente, esta notícia é patrocinada pela indústria da morte, onde criaturinhas éticas são dilapidadas em prol da sanha onívora que quer aniquilar os pobres coelhinhos (se fosse como vós, tirava a mão do bolso…). Estudos recentes demonstram que uma dieta com baixa concentração de vitamina B12 acarreta em problemas cognitivos, devido à diminuição do volume ocupado pelo cérebro. Obviamente, os éticos vegans dirão que isso é mentira, e não passa de um ardil dos onívoros de forma que você coma defunto (ou alguma metáfora retardada criada pelos seus cérebros atrofiados).

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