Como moldamos os cérebros de nossos cães

Eu já escrevi várias vezes sobre cães. Cães são as melhores pessoas! Isso vai desde o garboso collie até o vira-latas caramelo. Não existe cão como o caramelão amigão! Já falei também como eles nos escolheram para sermos amigos deles numa simbiose de amizade em que eles cuidavam de nós em troca de uns petiscos que sobrava.

Durante séculos, os seres humanos criaram cães para aparências ou capacidades específicas. Desde companhia até caça, passando por aqueles camundongos de madame com capacidade de latir. Alguns deles são calmos e tranquilos, enquanto outros têm surtos de ansiedade, destruindo os seus móveis e tudo o que você ama. Pesquisadores resolveram estudar como a pressão seletiva afetou a morfologia dos cérebros caninos, até eles chegarem onde são hoje.

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Quando nossos avós deram adeus pros seus amigos

Nós e nossos cães temos uma relação de dezenas de milhares de anos. Não é apenas sentimentos, ambos aprendemos que convivência é extremamente benéfica para ambos e, com isso, traçamos laços. Sim, interesse. Nosso e deles. Cooperação é sempre mais favorável que competição por recursos. Aprendemos a honrar nossos companheiros em vida e depois da morte. Isso se dá em vários grupos de animais, como macacos e até mesmo elefantes. Humanos aprenderam a fazer rituais de sepultamento mais complexos, e assim evoluiu até a chamada cultura Yamna, uma cultura da Idade do Cobre/Idade do Bronze do final do 3º ao início do 2º milênio AEC. Este grupo de humanos que existia ao longo do rio Dnipro, na região das estepes da Crimeia, perto do estuário do rio Danúbio e nas regiões a leste da Ucrânia até os Urais. Pelo fato dessas culturas usarem fossas profundas para enterrar famílias inteiras, ficou também conhecida como “Pit Culture”, com os mortos sendo cobertos com ocre vermelho e colocados em decúbito dorsal ou nas laterais com as pernas flexionadas.

Não apenas isso, eram colocadas oferendas que acompanhavam os mortos em suas jornadas no pós-vida, como cerâmicas em forma de ovo contendo alimentos, pedras, ossos e instrumentos de cobre, armas e adornos. Nada tão sofisticado quanto os egípcios, mas ainda assim com uma religião bem organizada em termos de rituais fúnebres. Por extensão, aprendemos a honrar aqueles nossos bravos amigos que estiveram com a gente, ainda que não humanos. No caso, os cães.

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Dieta à base de frango cru ligada a paralisia em cães

Boa parte das pessoas gosta de um bichinho de estimação, principalmente cães. Eu me lembro do Erasmo, meu vira-latas nanico vindo de um pequinês (eu tinha uns 8 ou 9 anos). Erasmo era muito legal. Ainda mais com 3 crianças que nem sempre queriam comer. Daí a gente dava pro Erasmo, e ele acabou acostumando a comer comida de casa, mesmo (por sinal, ele era louco por macarronada). Hoje temos mil e uma rações, mas algumas pessoas acham que cão é lata de lixo e dá as sobras cruas dos alimentos que não foram para a panela.

Entretanto, os veterinários estão advertindo que dar frango cru aos cães – particularmente, os pescoços de frango (O Erasmo não comia isso! Ele gostava das partes carnudas do frango.) – pode levar a uma forma de paralisia debilitante e potencialmente fatal em cães.

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Cães trapaceiros fazem carinha fofa quando querem algo de você

Vocês pensam que cães são criaturinhas legais enquanto gatos são um bando de FDP. Eu já escrevi sobre gatos usando o ronronar para manipular humanos. Daí o pessoal dos cães ficou radiante pois, né?, Rex sempre está alegrão ou, então, com carinha tristinha, querendo um abraço.

SURPRESAAAAAA!!! Cães são tão manipuladores quanto gatos, produzindo mais movimentos faciais quando algum humano mané está prestando atenção a eles. Toma, seus humanos idiotas! Continuar lendo “Cães trapaceiros fazem carinha fofa quando querem algo de você”