Governo dos EUA quer refrear pesquisas tidas como idiotas

O anúncio do governo norte-americano de reprimir as pesquisas consideradas “irrelevantes” deixou preocupado aq nós, entusiastas das maiores pérolas científicas premiadas pelo IgNobel – uma sátira do prêmio Nobel que é dada para as descobertas científicas mais estranhas e bizarras do ano -, oferecido pela revista Anais das Pesquisas Improváveis (Annals of Improbable Research, em inglês).

O jornal Telegraph, que anda competindo com a BBC pelas notícias mais estranhas, relembra os mais esquisitos estudos na lista que vocês poderão ver abaixo. Esta é sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Governo dos EUA quer refrear pesquisas tidas como idiotas”

Descoberto o mais antigo fóssil intermediário entre dinossauros e aves

Adoro boas notícias para o fim-de-semana. Ainda mais quando uma dessas notícias vai deixar um bocado de gente com uma azia atômica! Quem traz esta notícia são nossos amigos de olhinhos puxados, que apresentaram o fóssil mais antigo que de um dinossauro com penas, fazendo com que o Archaeopteryx se torne um menininho, pois o fóssil do Anchiornis huxleyi foi datado como 150 milhões de anos.

Em resumo: SENTEM E CHOREM, CRIAS!

(mas não existem fósseis transitórios, o Anchiornis huxleyi não é pássaro, Jesus é o Senhor, vocês vão pro Inferno… #mimimimi) Continuar lendo “Descoberto o mais antigo fóssil intermediário entre dinossauros e aves”

A conquista do Pólo Norte e os problemas de acreditar sem provas

Li um artigo de John Tierney para o The New York Times em sua coluna Findings sobre a suposta conquista do Pólo Norte por Frederick A. Cook e Robert E. Peary. O artigo era intitulado “A Clash of Polar Frauds and Those Who Believe”, que em uma tradução séria seria vertido para “Um choque de fraudes polares e aqueles que acreditam”, onde o Terra teve a delicadeza de alterar para “Chegada ao Pólo Norte em 1909 foi maior fraude da Ciência“. Claro que não perderei meu tempo com tradutores e suas manchetes bombásticas, já que eles precisam chamar a atenção e, bem, sabemos como brasileiro adora mudar títulos e o cinema é uma prova maravilhosa disso.

O artigo versa sobre como os dois exploradores arrancaram uma grana de alguns patrocinadores – o The New York Times (vamos abreviar para NYT) era patrocinador de Robert Peary, e aposto que ainda deve guardar rancor até hoje – sem que tivessem realizado absolutamente nada. O artigo menciona que isso foi “uma grande fraude na ciência”, mas que a tradução retardada do Terra traduziu como “uma grande fraude da ciência”. Aliás, é um artigo interessante, ainda mais que ele exprime algo que nós, difusores do pensamento científico, tanto adoramos: provas e evidências. E foi justamente isso que os dois pseudo-exploradores não apresentaram. Continuar lendo “A conquista do Pólo Norte e os problemas de acreditar sem provas”

O cimento revela seus segredos

Presente tanto em casas de ricos quanto nas de pobres, em muros de casas e de presídios, em hospitais e quartéis. Não saberíamos, hoje, realizar nenhuma construção sem o auxílio dele, o cimento. Na Grécia e Roma antigas, as construções eram feitas com pedras (em geral mármore, mas que dependia da edificação em questão) unidas por argamassa, consistindo em cal extinta – hidróxido de cálcio, Ca(OH)2 – misturado com areia e água, formando uma massa espessa. Exposta ao ar, essa mistura vai perdendo a água e solidifica-se ao absorver o CO2 da atmosfera formando carbonato de cálcio (CaCO3). Contudo, este processo é muito lento. Só para se ter uma idéia, alguns edifícios romanos de mais de 2000 anos possuem núcleos de cal extinta que não tinha reagido ainda no interior da argamassa. Que coisa, não? Continuar lendo “O cimento revela seus segredos”

Salmonellas podem ajudar no tratamento do câncer

Tenho boas e más notícias. Como? Você quer a má primeiro? Tudo bem! Se você é daqueles que gosta de ovos quase crus, toma gemada, adora carne de frangos não muito cozidas (com Z, se for com S, você estará, no máximo, costurando o frango) e não é asseado o suficiente – ou paranóico – para se certificar da procedência de seus alimentos, você tem grandes tendências de contrair salmonelose, uma doença infecciosa provocada por um grupo de bactérias do gênero Salmonella, que pertencem à família Enterobacteriaceae e, acredite, não é o tipo de coisa que você gostaria de contrair. A boa notícia? Ah, sim! Esta bactéria desgraçada pode ser a chave para a destruição de tumores sólidos. Em suma: elas podem ajudar no combate ao câncer. Viu como até o mais asqueroso dos seres pode ter alguma serventia? Continuar lendo “Salmonellas podem ajudar no tratamento do câncer”

Pesquisadores determinam variabilidade genética entre dois homens

Eu gosto das reportagens sobre ciência da BBC. O Terra e o G1, também (a bem da verdade, o Terra é mestra em sair kibando todo mundo e o G1 kiba o Terra). Mas jornalistas, salvo raríssimas exceções – e o Sabino não é uma delas – jornalistas entendem tanto de ciência quanto meu hamster entende de combustíveis de foguetes (se bem que meu hamster com síndrome de Down consegue entender mais de ciência que criaBURRIcionistas). Tudo bem, eu aceito que traduzir uma linguagem, de cientistas pouco afeitos a falar com o público leigo é uma tarefa hercúlea; daí temos uma ocorrência inusitada: um cientista que não sabe se expressar para com o público leigo, e o jornalista que sabe, mas não entende do que diabos aquele “louco de jaleco” está falando. Nem todos podem ser Carl Sagan e nem todos podem ser Carl Zimmer. C’est la vie.

O Sábio Senhor do Ceticismo.net responsável pelo setor de Ciência e Assuntos Religiosos (eu, prazer) acha que as notícias sobre ciência devem passar por uma averiguação, checar fontes, postar os links das publicações indexadas e tecer maiores explicações sobre o assunto em questão. Assim, evitamos o caso do Peixe Highlander.

De acordo com notícia da BBC, Um estudo sugere que cada ser humano possui pelo menos 100 mutações genéticas no DNA, fazendo de nós mutantes. O problema é que SOMOS mutantes, mas não é de hoje. Se nosso código genético não tivesse mutações ao longo de nossa história evolutiva, ainda seríamos uma ameba (apesar que muitas pessoas pensem como uma ameba). Continuar lendo “Pesquisadores determinam variabilidade genética entre dois homens”

Cientistas estudam anfíbio para tratar regeneração de membros

Os malvados cientistas da Universidad Nacional Autónoma de Mexico (UNAM) – insensíveis, horrendos e capazes de atos hediondos à guiza de ampliar o conhecimento humano e melhorar a vida das pessoas – estão estudando a capacidade regenerativa de um anfíbio chamado Axolotle (Ambystoma mexicanum), que possui 3 pares de brânquias externas e possui uma das maiores capacidades regenerativas no reino animal, podendo regenerar extremidades completas do corpo até pedaços de cérebro. Ele só não possui esqueleto de adamantium (ainda). Continuar lendo “Cientistas estudam anfíbio para tratar regeneração de membros”

Luz cinérea dá pistas sobre habitabilidade de exoplanetas

À medida que a caçada por planetas semelhantes à Terra se intensifica ao redor de outras estrelas, alguns pesquisadores já investigam como verificar a habitabilidade desses planetas quando forem encontrados, ou seja, não basta encontrar um planeta, é precisa de meios para se determinar se eles são habitados ou não. Daí em diante, é necessário saber se são habitados por seres inteligentes.

Um grupo de cientistas americanos e australianos relatou uma forma bem-sucedida para confirmar a presença de água nos chamados planetas extrassolares, também chamados de exoplanetas (exo = fora; isto é, planetas fora de nossos sistema solar). Pesquisadores testaram suas técnicas no único planeta conhecido, semelhante ao nosso: a própria Terra. Continuar lendo “Luz cinérea dá pistas sobre habitabilidade de exoplanetas”

Cérebro adapta-se a novas necessidades na idade adulta

O cérebro humano pode adaptar-se às novas necessidades, mesmo na idade adulta. Neurocientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) já encontraram provas de que mudando com insuspeitada velocidade. As conclusões sugerem que o cérebro dispõe de uma rede de ligações silenciosas que fundamentam a sua, digamos, “plasticidade”.

Uma pessoa com um braço amputado possui “sensações” no membro perdido quando ele(a) é tocado no rosto. Os pesquisadores acreditam que isso acontece porque a parte do cérebro que normalmente recebe a informação do braço começa se referindo a sinais próximos da região do cérebro que recebe a informação da face. Continuar lendo “Cérebro adapta-se a novas necessidades na idade adulta”

Novas descobertas sobre a capacidade visual dos morcegos

A expressão “cego como um morcego” nunca foi cientificamente certa, já que morcegos não são cegos, e sim, eles podem ver muito bem de dia, apesar de seu comportamento noturno. Cientistas do Max Planck Institute for Brain Research, em Frankfurt, e da Universidade de Oldenburg analisaram a sensibilidade das retinas de algumas espécies morcegos e detectaram células cones e pigmentos visuais neles, por meio de análise eletrorretinográfica. A pesquisa foi publicada na PloS ONE. Continuar lendo “Novas descobertas sobre a capacidade visual dos morcegos”