Surdos e pessoas que escutam interpretam sinais de forma diferente

Pessoas com deficiência auditiva e as que não possuem têm algumas diferenças. Além da óbvia, é claro. O modo como nossos cérebros interpretam linguagens de sinais é diferente, a começar pelo comportamento dos olhos, principalmente quando esperamos pela próxima palavra, tanto para idiomas que dominamos para novos idiomas.

Uma pesquisa estudou esse comportamento dos olhos para “observação de sinais”, bem como eles são afetados pelo conhecimento do idioma do usuário e pela inteligibilidade da entrada de sinal.

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Ser surdo de apenas um ouvido afeta a sua fala

Ser surdo é um sério problema, e isso mesmo quando é apenas um ouvido só. Não, não é uma questão de “ah, vira a cabeça e usa a outra zoreia”. Uma pesquisa recém-saída do forno mostra que a perda auditiva condutiva crônica está associada a déficits no reconhecimento de fala, e que o tratamento inadequado de infecções ou outras condições que afetam cronicamente a orelha média pode levar a déficits neurais e a dificuldades de audição em ambientes barulhentos. Sim, isso mesmo. Condições que afetam a audição afeta a audição, eu sei que você leu e riu. Não me culpe. Mas isso piora quando começa a afetar a pessoa a ponto de causar demência. Está rindo agora? Pois, é, né?

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Quer que acreditem em você? Melhore o som e não o conteúdo

Como determinar o que é verdade e boato? Como as pessoas parecem preferir tanto os boatos do que as informações verdadeiras? Bem, o marketing aprendeu há muito, muito tempo que não basta ter um bom produto. É preciso saber apresentá-lo. O hábito faz o monge? Sim, faz. E por “hábito” o dito está se referindo ao traje. Assim, a forma como você apresenta um material terá impacto na aceitação deste material, e isso serve até para divulgação científica, conforme um trabalho publicado demonstra.

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Idade acaba com a gente e faz nos confundir com gente falando

Vamos ser honestos: não éramos para, naturalmente, vivermos tanto assim. Graças à Ciência, conseguimos uma bela longevidade, mesmo entre camadas mais pobres. O problema é que morrendo cedo não percebíamos o declínio da qualidade de vida e saúde., viver mais tempo é correr mais riscos de demência e Alzheimer, por exemplo.

Com o tempo, nosso cérebro já não é mais o mesmo. Nossa capacidade de acompanhar e entender a fala em ambientes ruidosos vai se deteriorando, com o mesencéfalo dando tilt e…

Mas que diabos é um mesencéfalo?

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Cientistas pesquisam ecolocalização em humanos

Em tempos de série do Demolidor, você assiste, se diverte e diz "meh, isso porque é herói de quadrinhos". Bem, é mais ou menos isso mesmo, mas tem fundamentos. Há pessoas que não só conseguem ouvir frequências mais altas, como usam ecolocalização.

Assim, você bem pode ter o poder de um morcego ou golfinho. A questão era saber como isso funcionava. É o que pesquisadores da Inglaterra procuram responder. Mas antes, claro, é preciso entender como nós ouvimos

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Como os morcegos “enxergam” o que está em seu caminho?

Se você não fugiu correndo de um colégio e aos berros (ainda mais se foi meu aluno), você sabe que morcegos possuem um sonar nato que o ajuda a se guiar durante o voo. Não que morcegos sejam cegos, mas que de noite é realmente bem difícil poder enxergar. Seu sistema de ecolocalização é o responsável por isso, coisa que toda criança de Ensino Fundamental sabe. O que não se sabia até agora é como é feita esta ecolocalização, isto é, se a intensidade do som emitido pelo filhote do Batman tem alguma influência no modo de voar, desviando dos obstáculos.

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