Grandes Nomes da Ciência: Agnodice

A mulher em dores excruciantes adentra o hospital… o que poderia se chamar de hospital aquele açougue. Sem suturas, sem instrumentos cortantes decentes, sem esterilização, sem antisséptico. Aquilo era o Inferno na Terra. Não, não estamos falando do Brasil. A mulher em trabalho de parto estava recusando qualquer tentativa de socorro. Ela só queria ser atendida por uma pessoa. Não uma pessoa qualquer, mas uma figura lendária. Tão lendária que nem sabemos com certeza se existiu. Tão lendária que a história acima descrita pode nem ter ocorrido. Mas o nome da pessoa ainda permeia a História.

O nome dessa mulher era Agnodice.

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Hamas está vendendo estátua de Apolo. No mon deles ser mais barato

O filho de Leto estava adormecido, na escuridão. Uma vergonha para quem simboliza o Sol e a luz da Verdade. O irmão de Ártemis estava lá, esquecido, até que o poderoso rei dos Deus ergue-se em toda a sua estatura e ordena. Que o filho de Zeus venha das profundezas e que o Sol brilhe em sua fronte.

E como os deuses são caprichosos, Zeus fez de seu instrumento um simples pescador, que ergueu um dos deuses primordiais do reino de Posseidon e levou-o para casa, sem saber que ali havia 500kg  de cultura e 2000 anos de História.

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Descoberto no Reino Unido o calendário lunar mais antigo do mundo

Tão antigo quanto o próprio Homem é a necessidade de medir o tempo. Enquanto éramos caçadores e coletores, até que não fazia muita diferença, mas saber quando chegava o inverno já fazia diferença. Quando passamos a plantar nossos próprios víveres, conhecer a época certo de plantio e colheita era vital. Pensamos que no foi no Crescente Fértil que todas as grandes invenções começaram, mas não é bem assim. Enquanto Egito, Assíria, Babilônia e Hititas estabeleciam uma guerra fria (não, aqueles povecos semíticos não entram nesta lista), na região que os romanos mais tarde chamariam de "Britânia" os povos já mediam e contavam o tempo, construindo megalitos, calendários e megalitos que eram calendários, como Stonehenge. Mas agora, arqueólogos descobriram o que está sendo considerado o calendário lunar mais antigo do mundo.

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Descoberto em Israel um porto do período Helenístico

Israel é um país que nos remete a muitas imagens mentais assim que é mencionado o seu nome, como nada, deserto, nada, mais nada ainda, deserto, deserto, palestinos querendo mandar tudo pelos ares, o Domo da Rocha ali só faltando ter um relevo trollface, que faz os judeus subirem nas tamancas todos os dias entre outras coisas. Ah, sim, e ainda tem aqueles mitos sobre uns caras que resolveram ficar pregando que nem pastor maltrapilho do Largo da Carioca ou da Praça da Sé.

Por outro lado, Israel tem as suas maravilhosas construções, como o Herodium, o imenso complexo planejado por Herodes, o Grande. Agora, foi descoberto um antigo porto que data do período Helenístico, isto é, entre o 2º e 3º séculos A.E.C., no Acre. Não o estado brasileiro, mas a cidade no extremo norte da Baía de Haifa.

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As ferramentas da Idade da Pedra que fizeram o mundo de hoje

Nem sempre fomos todos idiotas. Nós tínhamos mais habilidades, o conhecimento global era facilmente compreendido por todos e tudo o que podemos entender por Ciência e Tecnologia da época era de fácil assimilação por toda a população. Isso até merece um "U-AU!", mas isso só dura até quando sabemos que a população humana era medida em ordens de milhar e não em bilhões de pessoas.

Há muitos anos, o saber era pouco, assim como poucos eram os seres humanos. É fácil que todos dominassem todo o conhecimento corrente, já que havia pouco, muito pouco, o que se saber. Mas o que se sabia naquela época ajudou a mudar a pré-história, pois iria se tornar História. E quando examinamos ferramentas neolíticas, curiosamente, vemos que algo no passado volta para nos ensinar mais sobre nós mesmos e nossos próprios processos de manufatura.

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Viaje por uma maquete digital da Roma Antiga

Roma pode não ter sido o maior dos impérios, mas foi o mais fantásticos, em minha opinião. Sua sociedade, sua política e até sua religião (e não as da Grécia) são peças que ainda hoje podem ser encontradas na cultura ocidental de hoje. Todo o sistema judiciário brasileiro foi baseado no Direito Romano e não aquela babaquice de não cobiçar a mulher do próximo, como se ela fosse mais um utensílio como gado, terras, casa etc.

Em 1911, um arquiteto francês maravilhou o mundo com uma maquete de gesso de como seria a cidade de Roma na época de Constantino, no início do século IV. Um feito admirável, belo e muito importante. Hoje, podemos preservar isso através de tecnologia digital, mas tudo começou da forma um tanto quanto artesanal.

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Tutancâmon cai na rede

Tutancâmon foi rei egípcio pertencente à XVIII dinastia, nascido em 1341 A.E.C. e bateu as sandálias em 1323 A.E.C. Subiu ao trono aos 10 anos, reinou por nove e morreu aos 19 anos. Há uma séria discussão se ele morreu de “morte morrida” ou de “morte passada o cerol”, mais provavelmente, a última. O Rei Tut ficou mais famoso depois de múmia do que em vida. Sua tumba foi descoberta em novembro de 1922 pelo arqueólogo Howard Carter, patrocinado por Lord Carnarvon.

Hoje, Tut repousa eternamente em seu sarcófago, depois que meio mundo andou revirando sua múmia pra lá e pra cá, metendo a mão em locais que nem mesmo os oficiais da TSA ousariam enfiar (eu acho). Agora, Tutancâmon, apesar de não ser baiano, está alegre e descansado em sua rede, e todos o chamam de “meu rei”.

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