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Caderno dos Professores

Para quem quer ensinar e muitas vezes se pergunta como abordar um tema. Como deixar a aula interessante, como levar conhecimento aos seus alunos por meios que pedagogos lhe odiarão, mas serão amados pelos estudantes. Mais »

 

Hitler era ateu?

Adolf Hitler era ateu?

Adolf Hitler foi batizado em uma Igreja Católica em 1899 e nunca foi excomungado ou condenado oficialmente de qualquer outra forma pela Igreja Católica. Hitler frequentemente se referia a Deus e ao Cristianismo, em suas várias de suas palestras e em seus escritos. Em 1933, em um discurso ele disse que “Para fazer justiça a Deus e à nossa própria consciência, nós temos nos virado cada vez mais para o povo alemão“. Em outro ele disse: “Nós fomos convencidos de que as pessoas precisam e exigem essa fé. Temos, portanto, de empreender a luta contra o movimento ateu, e isso não apenas com algumas declarações teóricas: nós temos carimbado o documento”. (grifo nosso)

Em 1922, ele disse em um discurso:

O meu sentimento como cristão pôs-me diante de meu Senhor e Salvador como um lutador. Recordo-os de que este homem uma vez na solidão, cercado apenas por alguns seguidores, reconheceu estes judeus por aquilo que eram e dos homens convocados para lutar contra ele, e que era um Deus de verdade! E foi maior, não como um doente, mas como um lutador. No seu amor sem limites, eu como um cristão e como um homem, onde eu leio a passagem através do qual o Senhor nos diz como subiu em Suas apreensões e uso do flagelo para fazer sair do Templo aquele bando de víboras. Como foi terrível a sua luta contra o veneno judeu. Hoje, após dois mil anos, com profunda emoção que reconhecemos mais profundamente do que nunca o fato de aquele homem que teve o seu sangue derramado sobre a Cruz. Como um cristão não tenho o direito de permitir-me a ser enganado, mas eu tenho o dever de ser um lutador da verdade e da justiça. E se há algo que poderia demonstrar que estamos a agir corretamente, é que o sofrimento cresce diariamente. Como um cristão, eu tenho também um dever para com o meu próprio povo. E quando eu olho o meu povo e vê-los trabalhar e trabalhar, e no final da semana eles têm apenas para si mesmos um salário miserável e a miséria como companhia. Quando eu saio de manhã e ver estes homens de pé em suas filas e olhar em seus rostos amargurados, então creio que seria eu não cristão, mas um grande demônio se eu não sentir pena deles, como fez o nosso Senhor dois mil anos atrás, por sua vez contra aqueles por quem hoje estas pessoas pobres são pilhadas e exploradas.

E para quem deseja saber mais detalhes sobre as crenças religiosas de Hitler, os leitores podem acessar aqui um artigo em inglês, que discorre de forma um pouco mais extensa.

O que é o Nazismo?

O termo Nazismo (do alemão: National Sozialismus) designa a política da ditadura que governou a Alemanha de 1933 a 1945, o Terceiro Reich. O nazismo é frequentemente associado ao fascismo, embora os nazistas dissessem praticar uma forma nacionalista e totalitária de socialismo (oposta ao socialismo internacional e totalitário marxista). O nazismo também é anticapitalista e antiliberal.

A generalidade da esquerda rejeita que o nazismo tenha sido de fato socialista, apontando para a existência, ainda antes da tomada do poder por Hitler, de uma resistência comunista e socialista ao nazismo, para o caráter internacionalista do socialismo, totalmente oposto à teoria e prática nazista, e a manutenção, pelos nazistas, de toda a estrutura capitalista da economia alemã, limitada apenas pelas condicionantes de uma economia de guerra e pela abordagem àquilo a que os nazistas chamavam o “problema judeu”. Porém esta questão é controversa, com alguns autores a referirem-se ao nazismo como uma forma de socialismo, apontando para a designação do partido, para alguma da retórica nazista e para a estatização da sociedade. Ludwig von Mises argumenta, por exemplo: “O governo diz a estes supostos empreendedores o que e como produzir, a quais preços e de quem comprar, a quais preços e a quem vender (…) A autoridade, não os consumidores, direciona a produção (…) todos os cidadãos não são nada mais que funcionários públicos. Isto é socialismo com a aparência externa de capitalismo.”

Adolf Hitler chegou ao poder enquanto líder de um partido político, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, ou NSDAP). O termo Nazi é um acrônimo do nome do partido (vem de National Sozialist). A Alemanha deste período é também conhecida como “Alemanha Nazista” (“Alemanha Nazi” PE) e os partidários do nazismo eram (e são) chamados nazistas. O nazismo foi proibido na Alemanha moderna, muito embora pequenos grupos de simpatizantes, chamados neonazistas, continuem a existir na Alemanha e noutros países. Alguns revisionistas históricos disseminam propaganda que nega ou minimiza o Holocausto e outras ações dos nazistas e tenta deitar uma luz positiva sobre as políticas do regime nazista e os acontecimentos que ocorreram sob ele.

Basicamente, é isso ai. Mas para quem quiser saber mais, podemos recomendar a obra “Origens do Totalitarismo” de Hannah Arendt, cujo resumo pode ser encontrado aqui, em formato PDF.

O nazismo era uma ideologia ateísta?

O Programa do Partido Nazista declarou:

“Pedimos a liberdade no seio do Estado para todas as confissões religiosas, na medida em que não ponham em perigo a existência do Estado ou não ofendam o sentimento moral da raça germânica. O Partido, como tal, defende o ponto de vista de um Cristianismo construtivo, sem todavia se ligar a uma confissão precisa. Combate o espírito judaico-materialista no interior e no exterior e está convencido de que a restauração duradoura do nosso povo não pode conseguir-se senão partindo do interior e com base no princípio: o interesse geral sobrepõe-se ao interesse particular.”

O positivismo aderiu ao cristianismo ortodoxo em algumas doutrinas básicas e afirmava que o cristianismo deveria fazer uma diferença positiva na vida das pessoas. É difícil manter a idéia de que a ideologia nazista era ateísta quando se vê que era expressamente apoiado e promovido o cristianismo na plataforma do partido.

O comunismo e o socialismo foram as duas tradicionais ideologias intensamente odiadas pelo partido nazista que alegou que eram ideologias ateístas e judias, ameaçavam o futuro da civilização alemã e a civilização cristã. Naquele tempo, a maioria dos cristãos na Alemanha e em outros países concordaram com essa posição e isso explica muito o apoio popular aos nazistas.

A resposta cristã aos nazistas

A chave para compreender a popularidade do nazismo entre os cristãos é a condenação nazista a tudo que era moderno. A República de Weimar foi considerado como um ente sem Deus, secular e materialista, traindo todos os valores tradicionais da Alemanha e das crenças religiosas. Os cristãos viram o tecido social de sua comunidade se desfazer, e os nazistas prometeram restaurar a ordem, atacando os agnósticos e os ateus, a homossexualidade, aborto, liberalismo, prostituição, pornografia, obscenidade, etc.

No início, muitos líderes católicos criticaram o nazismo. Após 1933, mudaram de lado e passaram a elogiá-lo e evitar as criticas. Os laços em comum entre os católicos e o nazismo eram o anticomunismo, antiateísmo, e antilaicidade. A Igreja Católica ajudou a identificar os judeus para o seu extermínio. Depois da guerra, os líderes católicos ajudaram os antigos nazistas a trazê-los de volta ao poder, e os protestantes foram mais ainda atraídos para nazismo do que católicos. Eles, e não os católicos, produziram um movimento dedicado à mistura da ideologia nazista com a doutrina cristã.

Sacerdotes dando a saudação a Hitler em um comício da juventude católica no estádio de Berlim-Neukölln –agosto, 1933

Sacerdotes dando a saudação a Hitler em um comício da juventude católica no estádio de Berlim-Neukölln –agosto, 1933

A “resistência” cristã foi principalmente contra os esforços nazistas no sentido de exercer maior controle sobre as atividades da Igreja. As igrejas cristãs estavam dispostas a tolerar a violência generalizada contra os judeus, o rearmamento militar, as invasões militares de nações estrangeiras, a proibição dos sindicatos, a prisão de membros do Parlamento, prisão de pessoas que não tinham cometido crimes, etc.. Por quê? Porque Hitler era visto como alguém que iria restaurar os valores cristãos tradicionais e a moralidade da Alemanha.

Cristianismo em privado e público

Não há nenhuma evidência de que Hitler e a elite nazista utilizaram o cristianismo para o consumo do público alemão, ou como um truque político – pelo menos, não mais do que partidos políticos de hoje, que enfatizam o seu apoio aos valores religiosos e tradicionais, do qual dependem fortemente do apoio de cidadãos religiosos (isso não lhes lembra o Partido Republicano dos EUA nas eleições de 2008 ?). Observações particulares sobre a religião e o cristianismo eram as mesmas que as observações públicas, o que indica que eles acreditavam que eles eram destinados a agir de acordo com o que lhes era reivindicado. Os poucos nazistas que professavam o paganismo o fizeram publicamente, e sem o apoio oficial.

Os nazistas cristãos não abandonaram as bases das doutrinas cristãs, como a divindade de Jesus, por exemplo. As ações de Hitler e os nazistas como “cristãos”, eram como os das pessoas durante as Cruzadas ou a Santa Inquisição. A Alemanha, de modo fundamental, viu-se como uma nação crista, e milhões de cristãos apoiaram entusiasticamente Hitler e o Partido Nazista, vendo nelees como as incorporações dos ideiais cristãos e alemães.

Bispos fazendo a saudação nazista em homenagem a Hitler. Notem a href=

Bispos fazendo a saudação nazista em homenagem a Hitler. Notem Joseph Goebbels (extrema-direita) e Wilhelm Frick (segundo à direita).

Se quiserem saber mais sobre o assunto, em profundidade, recomendamos que acessem estes sites abaixo:

Adolf Hitler & Christian Nationalism: Nazis’ Program of Positive C…

Weren’t the Nazis Pagans? The Holy Reich: Nazi Conceptions of Christia…

Adolf Hitler Quotations: Adolf Hitler on Religion, God, and Christianity – …

Pictures of Hitler – Hitler and Goebbels Pose With Local Nazi Party Officia…

Pictures of Hitler – Adolf Hitler Speaks to the Widow of a Nazi Party Membe…

Como mencionamos acima, precisamos antes de tudo, esclarecer sobre o que significa exatamente o Cristianismo Positivista.

O Cristianismo positivo (em alemão Positives Christentum) foi uma expressão adotada pelos líderes nazistas para se referir a um modelo de cristianismo coerente com o nazismo. Adeptos do Cristianismo Positivo argumentavam que o cristianismo tradicional enfatizava os aspectos passivos em vez dos ativos na vida de Jesus Cristo, acentuando seu sacrifício na cruz e a redenção sobrenatural. Eles pretendiam substituir isso por uma ênfase “positiva” do Cristo como um pregador ativo, organizador e combatente que se opôs ao judaísmo institucionalizado de sua época. Em várias ocasiões durante o regime nazista, foram feitas tentativas de substituir o cristianismo ortodoxo por sua alternativa “positiva”.

O Cristianismo Positivo surgiu da Alta Crítica do século XIX, com sua ênfase na distinção entre o Jesus histórico, e o Jesus divino da teologia. De acordo com algumas escolas de pensamento, a figura do salvador do cristianismo ortodoxo era muito diferente do pregador histórico galileu. Enquanto muitos de tais eruditos buscavam colocar Jesus no contexto do antigo judaísmo, alguns escritores reconstruíram um Jesus histórico que correspondia à ideologia antissemita. Nos escritos de antissemitas tais como Emile Burnouf, Houston Stewart Chamberlain e Paul de Lagarde, Jesus foi redefinido como um herói “ariano” que lutou contra o judaísmo. Consistente com suas origens na Alta Crítica, tais escritores frequentemente ou rejeitavam ou minimizavam os aspectos milagrosos das narrativas do Evangelho, reduzindo a crucificação a uma cota trágica da vida de Jesus, em vez de sua culminação prefigurada. Tanto Burnouf quanto Chamberlain argumentaram que a população da Galiléia era racialmente distinta daquela da Judéia. Lagarde insistia que o cristianismo alemão devia tornar-se de caráter “nacional”.

O que a História nos conta

Os problemas políticos e sociais de um país devem ser resolvidos utilizando trabalho árduo e bom planejamento, e não com a fé. Face aos problemas e resolve-los, um governo à base de fé, em vez de enfrentar a raiz do problema com o uso da cabeça com soluções razoáveis, em vez de deixar tudo para a fé irracional. Os dirigentes rezam para o problema para que ele vá embora. Religião para eles, como Karl Marx escreveu uma vez, é ópio. Em vez de resolver o problema no presente, eles querem para escapar à realidade, e criar uma fantasia de vida após a morte. Isso não os leva a pensar profundamente e com conformidade – um país onde o trabalho é punido e a mediocridade uniforme é recompensada.

Um governo à base da fé também leva a cidadãos profundamente egoístas. Encorajados por esse ambiente, a população irá ignorar os problemas do país em completa apatia. Muitos vão deixá-los até com o deus deles que supostamente esta nas nuvens. A nação vira a cabeça quando se defronta com um mendigo. E buscará assistir à distância uma mãe esquálida transportando dois bebês desnutridos para uma barraca miserável. Há apenas o desejo de que o país so irá trabalhar duro o suficiente, para que baste comprar apenas bens comerciais, do que simplesmente impedir o pensamento de seus cidadãos, que este é “não é o meu problema ” que por si só não irá desaparecer. Um governo baseado na fe nubla a consciência social por convencer as pessoas de deixar a simpatia de lado e somente ajudar a si próprios quando é necessário. Esta tendência política e egoísta do uso da fé com base em regras, foi o que ocorreu com a Alemanha de Hitler.

“Um homem de comportamento ético deve ser baseado efetivamente na simpatia, educação, laços sociais e necessidades. Nenhuma base religiosa é necessária para tal. Seria de fato uma péssima maneira de controlar os homens, se forem contidos por medo de uma punição e também, por uma esperança de recompensa após a morte.”

– Albert Einstein, New York Times Magazine, 9 de novembro de 1930

Quando a Alemanha chegou perto de um colapso econômico, Hitler recorreu ao apelo para a conformidade egoísta do país. Para os desempregados e famintos, ele prometeu empregos – e eles se tornaram o seu exército privado. Para a classe média, ele prometeu a proteção de grandes empresas. Para os industriais e políticos, prometeu a prosperidade. A verdade é que ele nunca manteve sua promessa.

Houve uma controvérsia na Alemanha quanto aos motivos pelo qual ele subiu ao poder. Hitler não era por muitos considerado alguém que poderia ser eleito para ser um Führer, por causa de suas raízes políticas que eram da maior parte dos estados do sul. Quando um edifício pegou fogo, ele proclamou-o como um ato terrorista, e também como um sinal de Deus. Ele começou a pregar uma guerra contra o “terror”, culpando os judeus.

“Existe um mal que ameaça cada homem, mulher e criança desta grande nação. Temos de tomar medidas para garantir a nossa segurança interna e de proteger a nossa Pátria.”

– Adolf Hitler

Tal como a ficção do Deus autoritário de punir Adão e Eva por sua inocência (que não sabiam nada sobre o bem do mal quando eles comeram o fruto proibido), Hitler se tornou um ditador absoluto. Ele aboliu o governo, fez as grandes empresas aos seus amigos, baniu a liberdade de imprensa, estabeleceu o julgamento secreto nos tribunais, proibiu todos os partidos políticos, sindicatos dissolvidos, e assassinaram vários comunistas. Os desempregados pobres que se tornaram as suas tropas privadas e oficiais foram massacrados às suas ordens, por causa do seu receio paranóico de insurreição.

Que boa sorte para os detentores do poder, pois as pessoas não pensam!”

– Adolf Hitler

Livros democráticos e pacifistas foram queimados. E a História foi reescrita para caber o nazismo. E nas escolas, os livros de ciência foram revistos e reescritos com o fim de que “a raça ariana superior de pele branca” iria aparecer como um fato científico. E a propaganda de Hitler foi toda controlada em seus meios de comunicação (rádio, jornais, revistas, filmes, livros, artes) para um projeto de uma próspera Alemanha. Não é muito diferente do que os movimentos criacionistas tentam fazer, dando “de presente” livros onde subvertem todo o conhecimento científico, só para que consigam fazer sua doutrinação, baseada numa pseudoaula de ciências, mas que não passa de religião disfarçada.

“As escolas seculares não podem ser toleradas porque essas elas não têm instrução religiosa e moral. E uma instrução geral sem uma fundação religiosa é construída no ar e, por conseguinte, todos os caracteres de formação e de religião devem ser obtido a partir da fé.”

– Adolf Hitler, a partir de um discurso feito durante as negociações que conduziram à concordata entre o Vaticano e o Nazismo.

Hitler, batizado e criado como um católico, cresceu conhecendo o poder da religião como qualquer cidadão médio.Quando ele estava no poder, ele procurou definir uma meta para fazer da Alemanha uma pura nação crista. Ele, como Napoleão que afirmou acreditar que “a religião é excelente para manter as pessoas comuns calmas” procurou unir cada seita cristã no país junto com os católicos e os protestantes também.

Influenciado por Martinho Lutero, um anti-judeu que foi líder da Reforma Protestante, Hitler desejava que a Alemanha fosse uma nação cristã. Mas alguns cristãos protestantes se opuseram a ele em publico, porem, junto com os judeus, homossexuais, ateus, comunistas, ciganos e não-brancos, foram todos presos e enviados para os campos de concentração.

Medalha comemorativa do Dia de Martinho Lutero na Alemanha - 10 de novembro de 1933.

Medalha comemorativa do Dia de Martinho Lutero na Alemanha - 10 de novembro de 1933.

“Até agora, as seitas e as confissões das igrejas protestantes, estão preocupadas com a nossa determinação e nossas formas de organização para por fim às divisões existentes e, com isso criar uma única Igreja Protestante para o Reich.”

– Adolf Hitler, em sua Proclamação ao Parlamento em Nuremberg, em 5 Setembro de1934.

O dinheiro e os bens da classe média dos judeus, homossexuais, comunistas, ateus, ciganos, e de não-brancos eram confiscados, saqueados ou destruídos. Milhares deles foram enviados para lugares imundos, superlotados, e para campos insalubres onde foram forçados a trabalhar duro, com pouca ou nenhuma comida. Malnutridos e com práticas cruéis que se tornaram prevalentes nos campos – muitos morreram de fome e de doenças contagiosas em massa.

“Tratam-se de não-cristãos e ateus internacionais que agora se postam à frente da Alemanha. Eu não vou apenas falar do cristianismo, mas também vou professar que eu nunca me aliarei com partidos que destroem o cristianismo.”

– Adolf Hitler, num discurso emitido em Sttugard, 15 de fevereiro de 1933.

A política da eliminação em massa de pessoas, adotada pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial, foi um fenômeno até então único na história da humanidade. Esse crime porém foi inspirado em várias doutrinas que passavam então por ciência, como o racismo e a eugenia, que tiveram larga difusão e apoio nos países mais adiantados dos anos vinte e trinta.

“Seu negrume não surgiu no deserto de Gobi ou na floresta tropical da Amazônia. Originou-se no interior e no cerne da civilização europeia. Os gritos dos assassinados ecoaram a pouca distância das universidades; o sadismo aconteceu a uma quadra dos teatros e dos museus (…) Em nossa época, as altas esferas da instrução, da filosofia e da expressão artística converteram-se no cenário para Belsen.”

– George Steiner – Linguagem e Silêncio, 1958

O massacre de grande parte da população judaica da Europa perpetrado pelos nazistas entre 1941-45 ocultou o fato de que a política de extermínio adotada por aquele regime não circunscreveu-se à perseguição antissemita. Foi muito mais ampla de que se supõe. Tratava-se de um vastíssimo plano de eugenia que englobava outros setores sociais, cujas vidas os nazistas consideravam “indignas de serem vividas” (Lebensuntwertes Leben). Mas a política nazista da eugenia tinha as suas ambigüidades. Ao mesmo tempo em que se praticava a esterilização, a eutanásia e o genocídio, por outro estimulava-se a proliferação da “raça superior”, concedendo aos homens selecionados o direito de acasalar-se com várias mulheres, desde que elas fossem de origem ariana.

Quando os soldados alemães ocuparam os países vizinhos, essa prática foi estimulada para que novos seres arianos viessem ao mundo para poder substituir as baixas de guerra que a Alemanha estava sofrendo. As crianças nascidas nessas circunstâncias seriam criadas em orfanatos especiais (Lebensborn), sob orientação e supervisão do Estado nazista. Nenhum regime político até então havia se inspirado tão fortemente no darwinismo social e numa concepção tão radicalmente biológica – quase zoológica – como os nazistas o fizeram entre 1933-1945. Assim, a eugenia era tanto o pretexto para a eliminação dos indesejados como para a seleção dos escolhidos. Mais detalhes podem ser obtidos clicando-se aqui.

Os cristãos da Alemanha abandonaram a sua força política, rezaram para o homem nas nuvens e resolveram seguir a Hitler e fizeram vista grossa às atrocidades. Hitler, com o seu método de pseudociência da eugenia, propõe que qualquer pessoa que não se encaixe em sua perspectiva (ou seja, pessoas de raça branca) e qualquer outra pessoa que não seja cristã deveriam ser mortos.

Crianças foram tomadas de seus pais nos campos de concentração. O que esses pais não sabiam, é que os nazistas cristãos de Hitler jogavam os seus bebes em fornos, onde eram queimados. E aqueles que eram de uma idade avançada, deficientes, e de mães que não queriam ceder os seus bebes, foram mandados a um chuveiro em uma sala que ficava lotada. Posteriormente, foram envenenados com gás. Eles tentavam escapar de todos os jeitos, mas em vão. Depois de muitos minutos, seus corpos foram encontrados, quimicamente envenenados e empilhados uns sobre os outros, com os seus dedos quebrados de tanto que arranhavam a parede, os idosos com as pernas torcidas, os braços rasgados das mães, e os crânios dos bebês esmagados pelo peso dos outros.

Os que foram envenenados, eram jogados ao forno para alimentar as chamas. As áreas próximas à fábrica de fornos, parecia um inverno negro de cinzas vulcânicas, onde flocos negros de neve caiam a partir do céu. Muitos cristãos nazistas, impacientes ao saber que a taxa de mortalidade não era suficientemente rápida para diminuir os milhares de prisioneiros, ordenaram aos prisioneiros desses acampamentos a cavar grandes buracos ao lado das fábricas de morte, e fizeram saltar os recém-chegados para dentro da fossa. Eles então disseram aos prisioneiros a derramar gasolina em seus companheiros. Os corpos de mães, pais, filhos, filhas foram todos queimados vivos – com muitos gritos angustiantes – e tinham os cabelos, a pele, os olhos, e os dentes derretidos pelo calor. O cheiro pungente de carne humana queimada empestava os campos de concentração. E os prisioneiros, para que queimassem melhor e mais rapidamente, tinham os seus órgãos e rostos perfurados pelos guardas nazistas, para que a gordura servisse de combustível.

O judaísmo europeu, rico em cultura e milenar em tradição, fora dizimado e convertido em uma pilha de ossos humanos na mais horrenda máquina de extermínio jamais criada chamada de Holocausto, apesar de nenhuma palavra inventada pelo homem ser adequada. Como descrever tamanha crueldade? O programa cumprido pelo governo alemão contra os judeus foi tão sinistro e horripilante em seus detalhes que palavras são insuficientes para descrevê-lo. Talvez sintamos um pouco das atrocidades nazistas ao lermos o resumo oficial apresentado perante o Tribunal Internacional que julgou os criminosos de guerra na cidade de Nüremberg, em outubro de 1945:

“Os assassinatos em massa e tortura foram efetuados por diversos meios que incluíam fuzilamento, forca, asfixia por gases, inanição, incineração em massa, desnutrição sistemática, imposição de trabalho calculada para superar as forças físicas dos que recebiam ordens para executá-lo, completa insuficiência de serviços médicos e cirúrgicos, pontapés, espancamentos, brutalidades e torturas de toda espécie (…) Os nazistas matavam impiedosamente inclusive crianças junto com adultos, filhos com seus pais, em grupos ou sozinhos. Matavam em asilos e hospitais infantis, enterrando os vivos em túmulos, lançando-os aos montes, usando-os para experiências, extraindo seu sangue para o exército alemão, prendendo-os em prisões e câmaras de tortura da Gestapo e em campos de concentração, onde crianças morriam de fome ou como conseqüência de torturas ou epidemia”.

Seis milhões de homens, mulheres, idosos e crianças. Não eram soldados ou representavam qualquer perigo. Segundo o professor Shalom Rosemberg, “a capacidade humana fica impossibilitada de contá-los um a um. Cada qual com sua família, seu trabalho, sua fé, suas esperanças e seus temores. Como encarar o horror? O horror do indivíduo em sua última caminhada pela estrada sem volta; o horror dos pais impedidos de defender seus filhos; o horror das crianças arrancadas de seus pais; o horror do grupo às portas da morte coletiva; a morte de cada um em separado e de todos juntos no pesadelo comum. Uma só destas experiências é suficiente para perturbar a sanidade mental e quem quiser conhece-las, uma pós outra, uma a uma, individual ou coletivamente, está se condenando a viver por toda sua vida além dos limites do mundo lúcido”.

Na próxima página, saberemos sobre como a Igreja via as ações dos nazistas.

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • “Na verdade… na verdade… na verdade… Tem um livro que não sei o nome…”

    Que trabalhinho porco, hein!? Sem uma única fonte, sua arrogante “arguição” não passa de perda de tempo!

  • Pelo tanto de citações que teriam sido ditas por Einstein, o gajo deve ter vivido uns 268 anos apenas dizendo essas frases.

  • É esse “muito esforço para pouco benefício” e essa “mediocridade” que fará com que o que você diga seja levado a sério e que você seja conhecida e reconhecida como uma pesquisadora séria e não uma idiota retardada de Internet que tem como referências o YouTube e o facebosta.

    Filhota. :o)

  • As evidências historicas mostram o contrário.

  • Ainda não quis fazer aquela “mediocridade e muito esforço para pouco benefício” chamada apresentação de monografia para uma banca de professores universitários, filhota?

  • NestorBendo
  • Stefano Barbosa
  • José

    Me fala a parte que Jesus manda alguém matar em nome dEle? Se eu matar alguém que vc não gosta, daí eu vou preso e falo que foi vc quem mandou eu cometer o crime, vc iria gostar?

    Pryderi respondeu:

    Me fala a parte que Jesus manda alguém matar em nome dEle?

    ,b>Na parte que ele diz que NÃO VEIO ABOLIR NENHUMA LEI.

    Se eu matar alguém que vc não gosta, daí eu vou preso e falo que foi vc quem mandou eu cometer o crime, vc iria gostar?

    Se eu tivesse publicado palavras de ódio, dizendo que gays são uma abominação e deveriam ser mortos, que quem não concordasse comigo deveria ser executado, que deveriam esmagar crianças em rochedos e vc fizesse isso em meu nome, claro, eu seria co-responsável. Se eu lesse todas as atrocidades anteriores e dissesse “olha, eu não tenho nada a ver com isso, não me oponho em nada”, também seria co-responsável

  • As fotos desmentem, [email protected]

    Você não tem nem coragem para escrever seu próprio nome

  • [email protected]

    Manda sim, Christian. Mandou aniquilar cidades e escravizar mulheres virgens, mandando matar as que não eram.

  • que sádico

    Estou esperando a resposta, [email protected] .

    te faço a mesma pergunta só que sobre a minha crença,

    Sua crença não é na Bíblia, Christian? Bem, tá tudo na sua Bíblia e seu jesus disse que NÃO VEIO ABOLIR. Você tem a parte que Jesus condena publicamente? Ele não disse que apedrejar adulteras era errado. Ele disse que quem não tivesse pecado que atirasse a pedra, numa clara fanfic.
    Porque o pessoal ia continuar certo, ia atirar as pedras e ele continuaria na dele