DARPA mostra seu guepardo-robô. Natureza ri

DARPA é acrônimo de Defense Advanced Research Projects Agency (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa). Quando os soviéticos saíram na frente lançando o Sputnik, colocando a língua pra fora, os polegares na orelha e balançando os demais dedos fazendo "bléééééé", Eisenhower montou na macaca, fulo da vida, achando que os EUA tinham que ter um centro de pesquisa melhor que os garotos de Nikita Khrushchov. Como contrariar presidentes nunca foi uma ideia sensata, a DARPA foi fundada e dela sai maravilhas tecnológicas para o campo de batalha (ou não).

Eles apresentaram recentemente um robô quadrúpede bem ligeirinho, uma espécie de guepardo-robô (em inglês, chamam Cheetah e é daí que vem o nome daquele salgadinho Cheetos). Pelo menos, ligeirinho para um robô.

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Alienígenas ameaçam a Antártida

Não estou falando, claro, de extraterrestres que vivem pendurados no telefone. A palavra "alienígena" não diz que o referido ser vivo tem que vir do Espaço, podem dar uma olhada em seus dicionários. Se bem que a classe dos alienígenas pode se sentir ofendida com isso e o Ministério Público Federal pode dar ordem para a supressão deste vocábulo.

O problema diz respeito a espécies invasoras, e elas podem influenciar (e normalmente no mau sentido) o ambiente para onde foram parar. No caso da Antártida, turistas e até mesmo pesquisadores estão contribuindo para um desequilíbrio ecológico, e isso pode ser feito com uma simples sementinha.

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Lua de Saturno apresenta vestígios de oxigênio em sua atmosfera

Li uma coisa que me fez lembrar de Percival Lowell. A NASA publicou uma pesquisa onde foram detectados traços de oxigênio numa das luas (mais corretamente, "satélite natural") de Saturno. De início, poderíamos pensar "Uhuuuuuuuuu, nóis pode arrespirar lá!" ou que, pelo menos, o satélite Dione seria capaz de abrigar alguma espécie de vida. Entretanto, as coisas não são tão simples, pois a quantidade de oxigênio não é tanta assim. Por que deveríamos nos importar, então?

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O açoite turbulento do Sol sobre Vênus

Muitas coisas podem sair erradas com qualquer coisa. Vênus é o perfeito exemplo de como tudo pode ir para as cucuias. Mesmo tendo quase o tamanho da Terra (o que lhe conferiria, em princípio, uma força gravitacional equivalente), Vênus tornou-se o próprio exemplo de planeta em eterna TPM. Com suas temperaturas abrasadoras, chegando a mais de 500 °C, Vênus é o planeta mais quente do sistema solar, mesmo sabendo-se que Mercúrio é mais próximo do Sol.

Se já não basta o efeito estufa estando mais próximo de um "efeito siderúrgica", com uma atmosfera muito densa — com ácidos em suspensão capazes de corroer qualquer sonda que ouse permanecer nela por mais que alguns segundos, até ser completamente destruída em, no máximo, 2 horas — e tempestades violentíssimas, com altos índices de eletricidade estática, temos que levar em conta o adágio: "Nada é tão ruim que não possa piorar". E é exatamente isso que acontece em Vênus. Além de algo já bem ruim, tempestades solares bombardeiam sem dó nem piedade, pois nada na Natureza é bonzinho.

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O estranho mundo da melanina e seus efeitos

As pessoas dão tanta ênfase à cor da pele como se isso as fizesse especiais de alguma forma. Acho estranho as pessoas se dizerem orgulhosas por uma mutação genética que lhes deu um trecho do código genético capaz de produzir em maior ou menor quantidade de melanina, um acontecimento fortuito e que pouco tem a ver com questões sociais. Deixando isso de lado, vemos a melanina fazer-se presente em diversos seres vivos, fazendo-os adquirir tons superficiais que poderão determinar quem estará mais apto  para sobreviver em determinada região. Entretanto, também há o caso em que ela não está presente ou sua dispersão se faz de forma estranha. Costumamos nos referenciar a pessoas "normais" (notem as malditas aspas!) e as pessoas com albinismo; mas há outros estados e o mundo não é só preto-e-branco, se me permitem o trocadilho.

Acompanhe-nos em mais um capítulo do Livro dos Porquês e saberemos que aquela mecha que você julga sexy nada mais é que um desvio genético, uma anomalia.

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“Pesquisadores” ainda enchem o saco com túmulo que dizem provar que Jesus ressuscitou

A falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc ocorre quando algo é admitido como causa de um evento meramente porque o antecedeu. Essa é outra versão da Falácia da Causalidade Fictícia. É a falácia que toda superstição usa. Por exemplo: "Eu vi um cachorro cagando na rua, em seguida um carro atropelou uma velhinha. O atropelamento foi causado pelo cachorro porcalhão". Esta falácia é uma maravilha e eu posso ilustrar qualquer coisa com ela. Foi isso que o dublê de arqueólogo Simcha Jacobovici usou, abusou e lambuzou nos seus pseudodocumentários. Na verdade, Jacobovici não é arqueólogo e sim jornalista. Repeat after me: Jornalista falando de Ciência é a mesma coisa que tartaruga tentando costurar".

Para a segunda edição da SEXTA INSANA, pseudo pesquisadores ainda ficam enchendo o saco com um túmulo vazio que, se3gundo eles, prova que Jesus viveu, morreu e ressuscitou. Qual a prova? O túmulo tava vazio, logo é ÓBVIO que Jesus não estava lá. Duh!

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MPF quer retirar dicionário de circulação por “ofender” ciganos

Se tem duas coisas que realmente infinitas é a ignorância boçal das pessoas e a estúpida ideia que querer aparecer. O Universo, sabe-se, não é infinito. Quando alguns desses idiotas usam terninhos lindinhos e enchem a boca (não nesse sentido) para dizer que são advogados, temos o vislumbre do desastre.

Já não bastava as loucuras do dia-a-dia. Temos que aturar um acicate a qualquer meio, veículo e/ou instrumento de educação, ensino e aprendizagem. A bola da vez é o dicionário Houaiss, o qual deve ser rasgado, queimado e destruído a uma temperatura de 451 ºF. E o Ministério Público é quem será o carrasco, se deixarem (e provavelmente irão deixar). Esta é a sua SEXTA INSANA!

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Grandes Nomes da Ciência: Ötzi

O homem exausto dá seus passos cambaleantes. Ele só tem minutos de vida. A dor e a exaustão cobrarão caro e sua vida estará acabada dali a instantes. Ele senta-se em frente ao monte Similaun, inala o ar enregelante e dorme, para nunca mais acordar. Muito, muito tempo depois seu corpo é descoberto e para espanto de todos, era o cadáver de um homem muito, muito velho. Mais velho que a Grande Muralha da China, mais velho que os mais fabulosos anfiteatros romanos, mais velho até que as grandes pirâmides do Egito. O homem batizado como Ötzi viveu quando grandes mamíferos ainda pisavam sobre a terra e dadas as condições em que fora encontrado, ele ficou cognominado O Homem do Gelo.

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A história da hóstia da lata era pegadinha, e até nós caímos!

O bom de ser inteligente é saber que volta e meia estamos sujeito a falar bobagens. Ninguém está livre disso, assim como idiotas podem falar algo sensato de vez em quando (poder, podem. Se falam…). Notícias divulgadas na net sofrem do mal da rapidez da própria Internet. Tudo vira notícia rápido, é espalhado que nem doença. Sites informativos carecem de notícia a cada segundo para chapar na página da frente, não importa de onde vem a notícia. Veículos menores como o blog que você está lendo agora não deveria (em tese) sofrer disso, já que não ninguém é funcionário de ninguém, nem vivemos das notícias.

Este preâmbulo é para retratar-nos sobre uma notícia veiculada como fato, mas que era uma espécie de experimento comportamental. Me senti um pombo dançarino numa caixa de Skinner…

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Salém revisitado: Hóstia da lata faz senhoras surtarem e atacarem padre

Se algo ainda coloca moral nesse mundo é ele: o único e verdadeiro deus (Hades). Infelizmente, Hades saiu para desfilar na Unidos do Cabuçu (vai, pergunta) e deixou o carnaval sob o controle de Momo. Passado a festança, Momo embolsou a chave da cidade do Rio (que poderá ser readquirida na rua Uruguaiana, a preços módicos) e picou a mula; nisso, o Universo ficou a cargo de algum estagiário e estamos vendo o resultado agora.

Um grupo de velhinhas resolveu "comer deus" (no bom sentido, se é que há algo de bom nisso). A farinha estava batizada com algo du-bão e as tias surtaram bonito, querendo inclusive passar o rodo no padre. Divertimento maior não se via desde que Torquemada era carnavalesco.

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