O ranço contra um carro voador e um Homem das Estrelas

Ontem a SpaceX fez algo maravilindo. Mandou um carro para o Espaço. Quer, dizer, não como Brasil fez com seus profissionais na base de lançamento em Alcântara. Ela realmente mandou um Tesla Roadster para a Fronteira Final no num Falcon Heavy, um foguetão modafóca que só perde para o Saturno V, o foguetão ultramegablastermodafóca que levou o Homem à Lua. Foi a vitória da persistência e sagacidade humana. Finalmente pode-se dizer: Em 1980 achávamos que no século XXI teríamos carros voadores. Hoje, nós temos:

Antes de continuar. Dê o play na música:

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Voyager 1 liga o turbo e vai pra mais longe, mais rápido

A Voyager 1 é uma sonda fantástica. Lançada em 5 de setembro de 1977, está a absurdos 21 bilhões de quilômetros da Terra, ou cerca de 141 vezes a distância entre a Terra e o Sol, viajando a uma velocidade de mais de 60.000 km/h. Alguns dizem que ela já saiu do Sistema Solar e já está no Espaço interestelar, mas isso ainda é discutível. Não se sabe ainda os limites de nossos Sistema. No entanto, ainda podemos comunicar com a Voyager através dessa distância.

Só que os cientistas do projeto fizeram algo um tanto especial (mas muito amado): Eles deram instruções para a Voyager disparar um conjunto de quatro propulsores de trajetória pela primeira vez em 37 anos para determinar sua capacidade de orientação.

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O russo que resolveu ir pra Encelado

Mecenato sempre foi algo legal. Os ricaços pagavam a pintores, escultores e faz-tudos em geral para produzir obras monumentais. Depois, os mecenas viram que Ciência era legal e arte virou muito mainstream. Daí passaram a financiar cientistas. Hoje, os ricaços como Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Branson olham pro Espaço e pulam de contentamento. Sim, o Espaço, a Fronteira Final virou playground de gênios, bilionários, playboys e filantropos. Agora, temos outro na jogada: Um russo, o que estava demorando, afinal, eles conquistaram o espaço primeiro. No caso, a figura atende pelo nome de Yuri Milner e sua ambição é a lua. Não a nossa, mas o satélite saturniano Encelado.

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Calibrando os espelhos do Telescópio James Webb

Ajeitar a lente de um óculos é chatinho. polir o espelho do seu banheiro é fácil ou difícil, dependendo da tranqueira que você tenha comprado. Calibrar um microscópio também dá trabalho. Agora, calibrar e focalizar um monstro gigantesco com a mais linda tecnologia óptica para vasculhar o Espaço como o telescópio espacial James Webb realmente é chato, demorado, trabalhoso e tudo com a precisão de algo que faria um fio do seu cabelo algo enorme.

Que tal saber mais um pouco?

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Uma estilingada num pedregulho

O asteroide 101955 Bennu foi apelidado pelos jornaleiros retardados de “asteroide do fim do mundo”, como se aquela joça fosse cair aqui, quando a probabilidade é de ridículos 0,07%. Ele tem um diâmetro médio de cerca de 492 metros e a NASA está muito interessada em saber do que ele é feito.

A Missão Osiris-Rex ficou encarregada de estudar Bennu. Para economizar combustível, Osiris-Rex pegará uma carona com a gravidade terrestre de forma a ser catapultado até o pedregulhão, alinhando com a trajetória dele, coletando material e voltando à Terra para trazer material de estudo.

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Meteorito fofoqueiro traz segredos da atmosfera marciana

Várias missões de exploração e observações sugeriram que Marte, um dia, já teve um clima quente, capaz de ter oceanos de água líquida em sua superfície. Para manter Marte quente seria preciso uma atmosfera densa com um efeito estufa suficiente; o problema é que sua baixa gravidade tem probleminhas para manter uma atmosfera lá. Seu núcleo morto não é capaz de gerar uma magnetosfera como a da Terra e o açoite por partículas de alta energia provenientes do Sol contribuiu para mandar uma atmosfera que ele tinha e era “mal presa” embora. Pobre Marte. Continuar lendo “Meteorito fofoqueiro traz segredos da atmosfera marciana”

NASA investiga furacões por dentro

O Irma está descontrolado nos EUA. O furacão está tão forte que até sismógrafos estão registrando-o. Com essa catástrofe em andamento, vemos o quanto é necessário estudar furacões, tempestades tropicais e qualquer coisa que pode sair destruindo tudo desarvoradamente.

A NASA tem um programa com naves não tripuladas (drones, para os íntimos) para estudar estes monstros bem de perto. Que tal saber um pouco mais sobre o programa?
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Os Errantes pelo Sistema Solar em português PT-BR

Há 3 anos, em 2014, claro, eu postei um vídeo de um artista digital sueco chamado Erik Wernquist. Ee fez um belíssimo vídeo que não deve nada às melhores produções de ficção científica. Só que ele era legendado. Perguntando a algumas pessoas, me disseram que nem sempre os leitores de tela funcionam direito. Já que eu estou com um canal novo só para postar videos sobre ciência, resolvi fazer algo um pouquinho diferente. Eu sublei o o vídeo em português.

Espero que gostem e que assinem o novo canal, que ainda está cheirando a tinta.

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Não adianta mentir. Computadores já interpretam gestos

Eu me lembro de um antigo livro chamado O Corpo Fala: A linguagem silenciosa da comunicação não-verbal, de Pierre Weil. Neste livro ele aborda situações e como reagimos instintivamente, de forma que pudesse ser interpretado como mensagens. Sacam o seriado Lie To Me? Pois, é. Daí fica o pensamento. E se nós montássemos um banco de dados com situações e gestos, analisando o significado e montando uma espécie de tradutor de linguagem corporal?

Pesquisadores tiveram esta mesma ideia, e desenvolveram um sistema em que um computador fosse capaz de compreender poses, gestos e movimentos do corpo de várias pessoas por meio de um vídeo em tempo real.

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Os Caçadores de Asteroides da NASA

Asteroides são um perigo real, só não se sabe se é imediato. Aqueles pedregulhões do mal lá no Espaço podem muito bem entrar em rota de colisão. Para tanto, nós temos vigias. Gente perscrutando o firmamento, prontos para entrar em ação no caso do pior acontecer, avisando com antecedência.

Paranoia? Pode ser, mas até mesmo paranoicos podem ter o dia estragado por um meteoro caindo na cabeça.

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