Descoberto fóssil de baleia gigantesca

leviathan-melvillei.jpgVocê ainda tem alguma ilusão como o mundo antigamente era tranquilo de se viver e o bicho-homem é o único a colocar medo em todo mundo, recentemente? Com certeza você não viveu no tempo de Leviatã, que longe de ser um ser mitológico, era bem real. E malvado. E ruim, e perverso e comedor de baleias! Leviatã era uma cachalote tão bad ass que faria Moby Dick sair correndo ao berros (sim, eu sei que baleia não berra. Sim, eu sei que baleia não corre). Mas, imagino que o maluco do Ahab seria doido suficiente para ir atrás dela, que arrancaria dele algo mais do que apenas uma perna sem graça.

Pesquisadores descobriram o fóssil de um verdadeiro monstro! Uma baleia antiga com enormes e assustadores dentes, que teria vivido há cerca de 12 milhões de anos. Como cientistas adoram usar nomes usuais para o povão demonstrar interesse, resolveram chamar aquela coisa monstruosa de uns 17 metros de Leviatã, um monstro imaginário que era temido pelos navegantes no início da época das Grandes Navegações. E eu já imagino um monte de gente pulando e berrando “Eu te disse! Eu te disse!”. Bem, calem esta buzina e continuem lendo.

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DNA da maior ave já encontrada foi sequeciado através das cascas dos ovos

aepyornis.jpgAlgumas pessoas acreditam em milagres. Feitos ditos como impossíveis e atribuídos a entidades mágicas. Mas a Ciência é a arte de fazer o impossível tornar-se possível. Se antes não sabíamos o que era responsável por cada uma das características dos seres vivos, hoje sabemos que é o DNA. Se antes não sabíamos como ordenar este DNA, hoje sabemos. Se antes não tínhamos como extrair o DNA de criaturas mortas há séculos ou mesmo milênios, hoje já podemos.

Não só isso, mas cientistas executam coisas que é impossível mesmo no ramo do impossível: a extração do DNA do pássaro pertencente ao gênero Aepyornis da família Aepyornithidae, família de aves extintas conhecidas por pássaros-elefante, aves-elefante ou vorompatras. Onde está o impossível? Os pesquisadores extraíram a informação genética de cascas de ovos do referido pássaro!

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Avestruzes pararam de voar quando os dinossauros desapareceram

avestruz.jpgDinossauros foram os dominantes supremos da Terra, há alguns milhões de anos. Sua presença afetou o processo evolutivo de outras espécies, já que aqueles seres que não estavam adaptados para fugir dos grandões, acabavam virando banquete. Em contraposição, com o sumiço dos dinos, quase todas as espécies de animais tiveram uma nova linha evolutiva que pudessem seguir. Dessa forma, aves como a ema e o avestruz dispunham de maior quantidade de alimento, acabaram tornando-se mais gordos e não tinham mais necessidade de voar, segundo pesquisadores australianos.

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Pegadas de milhões de anos questionam atual processo evolutivo dos tetrápodes

pegadas_varsovia.jpgDando um giro pelo mundo e encontramos direto da Polônia, com sugestão do nosso espião, o Sabino: Algumas pegadas fossilizadas de 395 milhões de anos foram descobertas na Polônia, pertencentes a um animal vertebrado com membros em vez de aletas emparelhadas (o chamado tetrápode). 00-à-esquerda sabe que muitos criaBURRIcionistas usarão isso para desmentir a Evolução, coitados. Por isso, ele insistiu que eu explicasse o que diabos significam aquelas pegadas.

Ao contrário do que possam pensar, a descoberta coloca mais uma informação no cenário da Evolução, já que questiona a origem dos vertebrados terrestres, onde os fósseis encontrados até agora são de 18 milhões de anos. Isso significa dizer que temos não uma falha da Evolução (lamento, ela está mais do que provada em campo, in vitro e in silico), mas algo que a comprova como fato de MUITOS milhões de anos ANTES do que supunhamos. Assim, se você é mais um que acredita na Terra Nova (aquela bobagem da Terra possuir só 6000 anos), lamento, mas não muito. Mais foi mais uma pá de cal em seus sonhos. ;) Continuar lendo “Pegadas de milhões de anos questionam atual processo evolutivo dos tetrápodes”

Extinções em massa vs Genética

Os sinais geológicos de extinções em massa são muito distintos: a foto ao lado mostra a marcação geológica que ilustra o período onde ocorreu a famosa extinção Cretáceo-Terciária, também chamada Extinção KT, onde a letra “K” é a inicial da palavra alemã “Kreide” que significa “giz”, e descreve a camada sedimentária de calcário proveniente daquela época, enquanto que a letra “T” representa “terciário”, o período geológico seguinte.

A Extinção K-T ocorreu há aproximadamente 65 milhões de anos e aniquilou cerca de 70% das espécies na Terra, incluindo nossos amigos dinossauros. Esta foi a última extinção em massa, e seus efeitos sobre a vida da Terra é muito clara e dramática. Mamíferos têm evoluído e se propagado (“irradiado” é o termo usado em biologia evolutiva), ocupando muitos dos nichos ecológicos que outrora pertenceram aos dinos. Os dinossauros que restaram evoluíram até se tornarem nossas aves (O que não faltam são artigos sobre isso aqui), enquanto um grupo mamíferos – mais especificamente os primatas – evoluíram e desenvolveram inteligência, a qual foi responsável pela criação de telefones celulares, computadores e o Ceticismo.net. As marcas da Extinção KT são, portanto, encontradas em toda parte: em fósseis, em registros geológicos e de vida existente (não só animais, como vegetais também). Continuar lendo “Extinções em massa vs Genética”

Pesquisa afirma que dinossauros tinham sangue quente

Dinossauros sempre atraíram a atenção das pessoas. Se formos parar para pensar, realmente deveriam ser algo ímpar de se ver, tirando o fato que um T-Rex com fome não seria algo tão legal de se ter por perto. Ainda assim, foram criaturas maravilhosas, quase saída de um livro de contos-de-fadas, que nem unicórnios, dragões voadores, monstros marinhos, áspides e baleias capazes de engolir gente.

O biólogo inglês Richard Owen trabalhou com anatomia comparada e paleontologia, e foi ganhador de várias medalhas e comendas por seus trabalhos. Foi ele quem cunhou o termo “dinossauro”, para indicar os repteis de ossos gigantes que encontrara no sul da Inglaterra. Tal termo significa “lagarto terrível”; mas, infelizmente, Owen cometeu um pequeno erro aqui, posto que os dinossauros não tinham muito a ver com lagartos e sim com aves e mamíferos, como pôde comprovar uma pesquisa recente, demonstrando que dinos tinham sangue quente, ou seja, eram endotérmicos e não ectotérmicos. Continuar lendo “Pesquisa afirma que dinossauros tinham sangue quente”

Novos estudos desvendam os segredos do archaeopteryx

O archaeopteryx sempre foi uma pedra no sapato dos pobres coitados que acham que o mundo veio do nada, onde as plantas apareceram antes do Sol e das estrelas. Ele foi até taxado como sendo uma fraude, mas como sempre, estavam errados. Ele é real, ele existe e foi um marco na história biológica, pois foi um dos primeiros fósseis intermediários encontrados, logo após a publicação da Origem das Espécies, de tio Darwin. Talvez, por isso, tenha havido um certo ceticismo sobre sua veracidade, mas exames e análises determinaram sua autenticidade.

Nosso amiguinho, classificado como sendo uma ave, semelhante a um corvo – escavado no sul da Alemanha, em 1860 – tinha penas, e um osso bifurcado (o chamado “osso da sorte”) como os pássaros atuais. Até aí, nada de novo, diriam alguns. Pássaro é pássaro. O problema é que ele possuía dentes e uma cauda longa e óssea, como os répteis. Ops! No entanto, modernas pesquisas, empregando tecnologia de ponta, está a ponto de mudar a denominação do archeopterix; de espécie de ave intermediária entre dinossauros e aves, para espécie de dinossauro intermediário entre dinos e aves. Continuar lendo “Novos estudos desvendam os segredos do archaeopteryx”

Fóssil encontrado nos traz mais informações sobre os antepassados dos seres humanos

Bem-vindos a mais um capítulo da história da humanidade. Há muito tempo, há cerca de 4,4 milhões, numa galáxia que trata-se da nossa mesma, um hominídeo caminhava pela Terra, mas não na cidade de Tóquio. Este indivíduo recebeu o nome de Ardipithecus ramidus (retratado artisticamente na ilustração ao lado: clique para ampliar), o qual vivia nas florestas na Etiópia pré-histórica. Quinze anos atrás, o Dr. Tim White, da Universidade de Berkeley, chefiando uma equipe de cientistas etíopes e norte-americanos, publicou o primeiro relato do Ardipithecus, que acabara de descobrir. Mas era apenas um relatório preliminar, e White prometeu mais detalhes mais tarde, uma vez que ele e seus colegas tinham cuidadosamente preparado e analisado todos os fósseis que haviam descoberto. Esse “mais tarde” foram esses 15 anos, mas a Ciência não tem pressa. Continuar lendo “Fóssil encontrado nos traz mais informações sobre os antepassados dos seres humanos”

De onde vieram todas as flores?

Ao longo de sua vida, Charles Darwin se cercou de flores. Aos 10 anos, ele anotou todas as vezes que uma peônia nasceu no jardim de seu pai. Quando comprou uma casa para criar sua própria família, transformou o quintal numa estação de campo botânica, onde realizou experimentos com flores até sua morte. Porém, apesar de sua íntima familiaridade com as flores, o cientista certa vez escreveu que a evolução delas era um “abominável mistério”. Continuar lendo “De onde vieram todas as flores?”

Descoberto o mais antigo fóssil intermediário entre dinossauros e aves

Adoro boas notícias para o fim-de-semana. Ainda mais quando uma dessas notícias vai deixar um bocado de gente com uma azia atômica! Quem traz esta notícia são nossos amigos de olhinhos puxados, que apresentaram o fóssil mais antigo que de um dinossauro com penas, fazendo com que o Archaeopteryx se torne um menininho, pois o fóssil do Anchiornis huxleyi foi datado como 150 milhões de anos.

Em resumo: SENTEM E CHOREM, CRIAS!

(mas não existem fósseis transitórios, o Anchiornis huxleyi não é pássaro, Jesus é o Senhor, vocês vão pro Inferno… #mimimimi) Continuar lendo “Descoberto o mais antigo fóssil intermediário entre dinossauros e aves”