Valles Marineris, um passeio por uma imensa rachadura

Poucas belezas naturais se comparam ao Grand Canyon, no estado norte-americano do Arizona. Sua beleza e imponência mostram como somos ridículos perante escalas geológicas e só mesmo um imbecil acha que aquilo foi feito para agradar a estúpidas amebas de duas pernas. É chocante saber que seus 446 km de extensão (maior que a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo), sua largura máxima de 29 km e quase 2 km de profundidade nada mais são que o efeito da água. Sim, água, pois o Grand Canyon foi esculpido durante bilhões de anos de erosão, tendo como principal agente erosivo o rio Colorado. Maiores informações poderão ser encontradas no site da UNESCO.

Nada na Terra se compara ao Grand Canyon, mas o universo não é apenas o pálido ponto azul. Há algo similar… não, MAIOR que o Grand Canyon. É o Valles Marineris, localizado no planeta Marte.

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Ideia idiota do dia: WWF lança jogo para brincar na hora do planeta

Se já não bastava sermos induzidos a ficar no meio do escuro (pronto, serei processado por racismo), durante a Hora da Vergonha Alheia, a WWF — que seria uma espécie de Fundação Templeton do meio-ambiente (ou do ambiente todo, como aquele e-mail fake sobre o ENEM) – viu que só mesmo um completo imbecil ficaria sem nada pra fazer durante 60 minutos intermináveis de idiotice, enquanto seu vizinho vê a novela das 8, enquanto ri da sua cara de mané. Assim, a briosa entidade resolveu parte do seu problema lançando um jogo para você brincar com seus familiares, amigos ou com qualquer imbecil igual a você que acha que desligar as lâmpadas por uma hora fará alguma diferença.

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Segundo pesquisa, a religião se extinguirá em 9 países desenvolvidos

Uma pesquisa publicada esta semana sugere que em 9 nações desenvolvidas há uma forte tendência de se abandonar as religiões. Os países apontados como sendo palco de tais previsões seriam a Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça. De acordo com as análises dos dados colhidos pelos censos desde o século XIX, há uma grande tendência em que haja aumento no número de pessoas que afirmam não ter religião. Mas as coisas podem não ser tão simples quando as manchetes sensacionalistas de jornais fazem crer.

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Eu quero ser japonês

Eu nasci no condado de Armagh, no Ulster (o que normalmente chama-se erroneamente de Irlanda do Norte), no ano de Nosso Senhor de… bem, não interessa. Vim para o Brasil ainda bem pequeno e tenho direito a 3 nacionalidades e provavelmente uma quarta (história muito longa que eu não contarei. Morram de curiosidade!). Sou mais brasileiro que muitos de vocês, desculpem. Falo e escrevo corretamente, sei os hinos (Nacional, da Bandeira etc.) e servi nas Forças Armadas. Tive uma boa formação moral, o que é mais importante que todos os diplomas que eu conquistei. Ainda assim, tenho vergonha de morar aqui, de dizer que sou brasileiro e ver a expressão de reprovação, muitas vezes merecida. Eu queria morar no Japão, ser japonês. O Brasil começou errado e continua errado. Quando na carta de Pero Vaz de Caminha, ao relatar o descobrimento (aka tomada de posse), ele pede favores do Rei aos seus familiares. O corporativismo e nepotismo começaram aí.

A Ciência aprendeu muito com o terremoto e suas consequências. Foram lições amargas, mas foram, pois se nada for aprendido, as pessoas morreram em vão. Ainda assim, muito mais se aprendeu com os japoneses, e não foi em termos de tecnologia de ponta.

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O caso do vírus que pegou uma virose

Vírus são criaturas fascinantes. Não existe nenhum outro ser vivo como eles, dada sua extrema simplicidade. A bem da verdade, nem se sabe direito o que é o vírus, apesar de o considerarem ser vivo, enquanto eu o classifico como PFDP. Se existe algum ser vivo que venceu todos os dilemas evolutivos, com certeza esse alguém é o vírus, que existe aos borbotões na Natureza, mas que em larga maioria é absolutamente inofensivo ao Homem. No entanto, eles guardam sua importância, pois ajudaram a modelar os seres vivos, se intrometendo onde não era chamado, mesclando seu ridículo código genético aos demais seres vivos, e estes acabam recebendo adição de informação ao seu genoma. daí em diante, só a Seleção Natural será capaz de dizer quem conseguirá viver e passar adiante sua mutação. Mas, não é só isso. Vírus são criaturinhas tão enxeridas que eles infectam qualquer coisa, desde a imensa baleia azul até a mais ridícula ameba… pelo menos, pensou-se assim até certo tempo, até perceberem que até mesmo vírus podem contrair viroses e aqui vamos nós de novo, em mais surpresas que o mundo natural descortina para nosso deleite (ou não).

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Voz dos Alienados 33

Sim, faz muito tempo que não posto nada na sua coluna favorita. Mas isso não significa que os retardados imbeciloides estavam quietos. Ah, não senhor! O pessoalzinho não se furta a escrever bobagens, eu que estava meio que com preguiça. Mas, não se preocupem. VdA volta para seu entretenimento e o desprazer de ter a certeza de como existe gente burra, tosca, idiota e completamentE ignorante. Sendo assim, esta é a sua, só sua, sempre sua… VOZ DOS ALIENADOS!

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Terremoto no Japão: Um tsunami de desinformações

Nada pode ser mais poderoso que desastres naturais. Entre eles, movendo imensa quantidade de energia, causando uma destruição sem limites, temos: a avalanche de desinformação, um dilúvio de péssimas matérias, um cataclísmico soterramento internético de sandices extremas. Nada, eu disse NADA, pode ser mais violentamente perigoso que um bando de jornalistas querendo vender seu peixe e empurrar para você uma cobertura de acontecimentos onde a acurácia é comprometida e o terror é a ordem do dia. Nada pode ser mais danoso ao cérebro do que acompanhar a imprensa brasileira na cobertura de qualquer evento, desde briga de galo até missões espaciais, e o terremoto que aconteceu esta madrugada perto do Japão é mais um exemplo, onde a Terra mudou seu eixo, cientistas temem a chegada de ondas gigantes no Brasil e sismógrafos explodem numa pirotecnia informativa que faria P. T. Barnum roer os cotovelos de inveja.

Vamos começar com informação de verdade. Se você não está pendurado na Internet desde a madrugada e está sem saco ou não sabe procurar, vamos pelo início. Que merda está acontecendo?

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O vírus do pânico: como o medo influencia a saúde das pessoas

Infelizmente, ainda vivemos sob o espectro de desinformação no tocante a notícias científicas, além de boatos maldosos largados aos quatro ventos. Um desses boatos diz respeito a casos de autismo que apareceram em crianças vacinadas contra a poliomielite. Esta besteira ainda circula até hoje, a ponto do pseudomédico Andrew Wakefield perder sua licença de clinicar, além de praticamente ter sido chamado de criminoso pelo próprio Bill Gates.

Seth Mnookin é um jornalista e escritor americano. Diferente do lixo brasileiro que damos o nome de "jornalismo científico", Mnookin aborda de forma clara e precisa sobre a matéria que pretende escrever. Ele já escreveu para o Washington Post, Newsweek e Vanuity Fair. Em seu recente livro, de nome The Panic Virus: A True Story of Medicine, Science, and Fear (O Vírus do Pânico: A Verdadeira História da Medicina, Ciência e Medo, em tradução livre, que pode ser comprado na Amazon), aborda o tema do pânico causado pela fofocada de uma falsa relação entre vacinas e o autismo.

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Besteiras a respeito da clorofila

Por algum motivo que escapa à minha compreensão, as pessoas têm alguma espécie de "tara" por causa da clorofila. Eu não sei por que, tudo tem que enfiar clorofila no meio ao se falar de dietas, alimentação etc. Normalmente, este erro idiota é propagado por sites de anoréxicas bulímicas fofoqueiras ou então por jornalistas, sempre eles, querendo agradar seu público-alvo: idiotas em geral. Dessa forma, acabam consultando "especialistas" que se especializam em falar qualquer tio de besteirol, de forma a arranjar leitores, muitas vezes citando gente deforma errônea. Isso quando eles não citam pessoas realmente idiotas que não sabem nada, como é o caso de uma "nutricionista" (tradução: cozinheira metida a besta) que soltou uma bela porção de besteiras, salpicada de idiotice e servida com molho de desinformação.

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A origem cósmica do Carnaval

A vida humana está associada a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais, tais como o ano e o dia que permitiram a elaboração dos calendários civis e religiosos, onde as grandes festas universais, como a Páscoa, o Natal etc., constituem lembranças astronômicas de grande importância histórica e econômica para a época em que foram instituídas. Muitas dessas tradições de origem pagã foram absorvidas pelas religiões atuais do mundo ocidental. A grande maioria dos foliões do nosso carnaval, ao se divertir, não sabe que estará inconscientemente fazendo apelo a uma reminiscência astronômica de origem solar.

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