Quando a Apple inventa algo melhor que livros

Eu sou um apaixonado por livros. Olho para a minha direita e vejo livros sobre a história de Roma, Química Orgânica, Mitologia Comparada, manuais de reagentes, os romances de Tom Clancy e Frederick Forsyth, dicionários, teologia do Novo Testamento, algumas apostilas (escritas por mim ou nem tanto), papéis avulsos e outras histórias. Às vezes, quando estou fora de casa, me pego numa questão que não tenho como responder na hora. Seja durante a aula, seja conversando com pessoas ou até mesmo respondendo a um comentário. Posso aprovar os comentários daqui quando estou no almoço, direto do celular. Sempre pensei em ter este acervo em ebook (que eu também possuo aos montes, a ponto de nem saber direito o que tenho no HD). A pesquisa online nem sempre me retorna o que eu quero, acabando por olhar nos meus livros.

Os livros estão ali, quietos, prontos para entrar em ação. Desde algumas obras bem velhas, do século XIX, até edições novinhas em folha (algumas ainda nem receberam a luz dos meus olhos). Eles estão ali, imutáveis e este é um dos grandes problemas dos livros: sua imexibilidade (salve, pai Magri de Ogum!). Eles são estáticos, parados, perfeitos na perfeição em que foram planejadas, mas muitas vezes isso é pouco, como num mundo de grandes mudanças que sempre precisa estar atualizado. Como se faz?

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Maluquices da Bíblia

Qualquer um que tenha o mínimo de bom senso sabe que as histórias bíblicas são, no máximo, uma coletânea de histórias com pouquíssimo fundamento de verdade. Pegar trechos esparsos, como a menção de Nabucodonozor, não garante veracidade alguma quando arqueólogos provam que jamais houve escravidão o Egito, apesar que as tribos semíticas da região realmente foram apanhadas para viver nas fortalezas da Babilônia e Israel e Judá não passaram de um simples traço na história da região. Entretanto, alguns juram de pés juntos que toda a Bíblia é a expressão definitiva da verdade e que a devemos encarar como tal. Sendo assim, devemos ver a Bíblia como um todo, e isso nos dá curiosas passagens dignas dos melhores filmes B.

Não sei se era esta a intenção dos redatores dela, mas os caras conseguiram as maiores proezas em termos de histórias hilárias, insanas e completamente sem sentido, com loucuras escondidas (ou nem tanto assim) nos textos bíblicos. O pior é que isso é levado a sério. BEM a sério. Divirtam-se!

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Análise das fontes externas que mencionam Jesus

Em qualquer debate em que se questione a veracidade do relato bíblico, em especial o Novo Testamento, esbarramos num simples pedido: evidências. Provas que atestem que os escritos evangélicos são verdadeiros, marcas encontradas ao longo do tempo, livros, manuscritos, relatos ou uma simples carta, peça de cerâmica, mapas etc que possam sustentar as histórias bíblicas. No caso de Jesus de Nazaré temos um sério silêncio. Não temos relatos, não temos indicações, a geografia no relato de Lucas está errada, as descrições de eventos não batem, Gerasa (ou Gadara) não fica próxima ao mar, como é dito em Lucas cap. 8, escrito pelo mesmo autor que no capítulo 5 disse que o telhado das casas era de cerâmica (ou barro cozido), quando Marcos diz que eram tetos normais, isto é, tetos de palha, já que cerâmicas eram algo meio caro na época.

Temos, portanto, que o relato bíblico é cheio de erros (o recenseamento proposto por Quirino no ano 6 E.C. não envolvia a Galileia e José não precisava ir até o "local de seus antepassados", pois o recenseamento, se feito, era no próprio local) e Lucas é o pior deles que comete anacronismos e grosseiros erros geográficos. Assim, só nos resta pedir fontes extra-bíblicas que possam corroborar com o relato para analisar a autenticidade do texto bíblico, mas debatedores apologéticos raramente aparecem com algo que sirva. Dizer que o texto menciona Caifás e realmente haver um sumo sacerdote Caifás não garante nada ou, no máximo, incorre no que eu chamo de Falácia do King Kong: "O filme mostra King Kong subindo o Empire State Building. EXISTE um Empire State Building; logo, o King Kong existiu de fato".

Outros debatedores apologéticos da linha de Josh McDowell ou F. F. Bruce aparecem com figuras estranhas, como Flávio Josefo, Suetônio, Tácito, Mara Bar-Serapion entre outros. Volta e meia, em debates, estas figuras um tanto fantasmagóricas aparecem para assombrar pela total falta de sentido e são colocadas sob análise, mas preferi agora estudá-las e ver o porque de elas não poderem ser usadas como prova que o relato bíblico ser verdadeiro. Alguns deles eu já falei a respeito em As mil faces de Jesus: O mau-caratismo religioso, mas o tema era um pouco diferente. Sendo assim, e para fins de organização, eu repetirei alguns daqueles argumentos, para colocar outros argumentos sobre outras fontes.

ÍNDICE

  • Flávio Josefo
  • Cornélio Tácito
  • Thallus (Talo)
  • Flégon ou Flegão (Phlegon)
  • Mara Bar-Serapion
  • Justino Mártir
  • Tertuliano, Orígenes e Cia. Ltda.
  • Públio Lêntulo (Pvblivs Lentvlvs)
  • O Talmude
  • Outros autores

Sim, é um texto grande, mas leitura não mata ninguém. Continue lendo aqui >>

15 de outubro… Ah, você já sabe

Em algum momento da história da Humanidade, resolveram que as pessoas tinham que aprender alguma coisa. Não só que sementes dificilmente brotarão se não forem enterradas em terra úmida, como fazer uma pirâmide com o lado maior para cima não era uma boa ideia. As pessoas precisavam daqueles com os quais podiam sempre contar. Construíram locais de aprendizado e, é claro, havia crianças por pertos. Local de aprendizado + Crianças deu origem a uma das profissões mais amadas de todas: o pipoqueiro!

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Lingodroids: A Era dos Robôs Fofoqueiros

Uma das melhores sequências do Exterminador do Futuro 2 é quando um John Connor meio grandinho para quem tem 10 anos tem um, digamos, debate ético com o Schwarza sobre não matar pessoas, em que a máquina dos infernos fica com aquela expressão inexpressiva (mas hein?) perguntando "Why?". Acima dos problemas filosóficos envolvidos, há o problema da linguagem, em que a máquina possui problemas na compreensão da linguagem humana. Isso, não obstante, não é só um problema da relação homem-máquina, mas no modo que máquinas se comunicam entre si.

Você deve estar imaginando porque a sua TV deveria  conversar com seu reprodutor de Blu-Ray (apesar que o meu não se reproduz. Devem tê-lo castrado na loja. Raios!), mas a questão seria em termos de máquinas robóticas, que atualmente nada mais são que meros "paus-mandados" que fazem (ou deveriam fazer) o que se programara previamente. Assim, quando você chega perto daqueles robozinhos meigos que sussurram de noite "morte aos humanos, morte aos humanos", pode ter certeza que ele não está planejando um levante com outros robozinhos assassinos.

Pelo menos, não era assim antes da chegada dos lingodroids…

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Pais analfabetos têm medo de bruxaria na escola

Todo mundo sabe que bruxaria, mandinga, despacho, sessão de descarrego, velas e rezar para um deus que não-é-deus-de-verdade é coisa do Diabo. Pergunte a qualquer crente fanático. Pelo visto, trabalhos escolares devem entrar neste rol, como foi o caso de um colégio municipal em Campinas, onde inteligentíssimos pais acham que aquilo é Hogwarts e a bruxaria come solta. Tudo por causa de quê? Por causa daquele maldito Harry Potter e seus poderes demoníacos, visando libertar Lúcifer para a Batalha do Armagedon.

Lutando contra a ignorância, em prol dos sagrados laços cristãos da sanidade mental, declaro que esta é sua SEXTA INSANA!

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Justissa Federau jugarão frequicibilizassaum gramaticau

Os cazo do livru adotados pelu Méque aimda vai dá muinto panu pra mamga. Ce por un lado umonte di jenti reclamô ke iço acaba com nóço indioma, oltros axam superválido num çer muinto ríjido na língoa cuando naum for nesseçarío. Nóços komemtaristaz estam divididos, como pudemus ver no artigo adonde é dito ke muintos políticos rezouveram comprar a briga e entraram com reprezentassoes contra a distribuissão do livro. Como nada é muinto çimples neste país, agora temos uma Assão Sívil Coletiva (que naum tem nada haver con o çaites de conpra tipo Peiche Urbano). Cenhora Dona Eloíza Ramus deve tá beim aborressida com iço.

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Decifra-me ou te devoro: A Mensagem de Arecibo

A comunicação é uma arte. Foi através dela que formamos famílias, tribos, cidades e impérios, mas pouco usada em comentários de blogs. Fazer-se entender não é tarefa simples. Se fosse, teríamos algo decente nos escritos religiosos e não coisas toscas "abertas à interpretação".

Quando pensamos em milhões de quilômetros (ou, quiçá, anos-luz) de distância, perdemos a noção de como alguém conseguirá nos entender aqui, pobres macacos pelados. Quer saber como mandar uma mensagem para as estrelas? Perguntem ao pessoal de Arecibo. Eles sabem.

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Abelhas ajudam a entender a evolução da inteligência humana

Não é novidade para ninguém minha admiração pelas abelhas. São incríveis, organizadas e muito burras ao perder metade da bunda (eu sei!) ao te ferrar… literalmente. No entanto, para pesquisadores da Universidade do Colorado (que não fica no Rio de Janeiro, pois este está debaixo d’água de novo) veem nos perclaros insetos uma chave para o entendimento da evolução da inteligência humana. Obviamente, ele nunca olhou comentários em sites de jornais nem a fauna à solta no Orkut.

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A origem cósmica do Carnaval

A vida humana está associada a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais, tais como o ano e o dia que permitiram a elaboração dos calendários civis e religiosos, onde as grandes festas universais, como a Páscoa, o Natal etc., constituem lembranças astronômicas de grande importância histórica e econômica para a época em que foram instituídas. Muitas dessas tradições de origem pagã foram absorvidas pelas religiões atuais do mundo ocidental. A grande maioria dos foliões do nosso carnaval, ao se divertir, não sabe que estará inconscientemente fazendo apelo a uma reminiscência astronômica de origem solar.

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