São 3.986 posts (sem contar este aqui), 169 páginas com matérias especiais, 49.840 comentários e muita informação. uma história de muito, muito tempo, ainda mais em termos de Internet, em que um ano é muita coisa. Fiz amigos, alguns desafetos, gente me xingando, gente me elogiando, gente que buscou a informação que precisava, enfim… Migramos de mídia, participações em alguns podcasts (ok, só um, o SciCast, mas vários episódios), convite para ir no CampusParty (ok, só por causa do SciCast, mesmo), convite para escrever em outros sites (infelizmente, já não existem mais. Serei o culpado?) e hoje estamos no YouTube, no Canal do Ceticismo.net.
No dia 29 de outubro de 2006, foi publicado o primeiro de nossos artigos. Sim, o Ceticismo.net hoje faz dez anos, um dos mais antigos sites de divulgação científica e pensamento crítico da Internet Brasileira, e há muita história, e ela começa antes de 2006.

Dhaka é a maior cidade de Blangladesh, sendo, não por acaso, a capital do país que você sequer sabe localizar num mapa. Também é a maior cidade da Ásia Meridional e entre os países da Organização para a Cooperação Islâmica. Ontem, as ruas de Dhaka amanheceram inundadas por causa de fortes chuvas, mas isso por si só não é tão ruim assim, já que eles meio que estão acostumados. O problema é que foi uma chuva que acarretou uma enchente e uma enchente de sangue.
12 de junho de 2016. Um maluco invadiu uma boate em Orlando e matou 50 pessoas, 53 feridos, o caos reinante. A boate era voltada para o público homossexual. Seria homofobia? Ação de terrorista muçulmano? Foi devido ao porte de armas? O que aconteceu?
Com a imensa massa de refugiados, o medo paira sobre as cidades. Não só o medo do terrorismo ou da vingança de grupos extremistas, mas da onda xenofóbica de outros grupos extremistas, que acham que não deveriam receber aquela massa de pessoas.
Eu tentei não fazer uma manchete do tipo Cidade Alerta (mentira, foi proposital), mas não tem como relatar isso de outra maneira. Um idiota achando “O” terrorista achou que ia ser uma excelente ideia invadir uma delegacia de polícia com um colete de explosivos (que mais tarde descobriu-se ser falso), uma bela duma faca de açougueiro, gritando Allahu Akbar (em árabe “Deus é Grande!”). Os comedores de queijo não se renderam dessa vez e passaram o cerol no espertão, que deve estar muito puto da vida nesse momento ao descobrir que não só não ganhou 72 apsaras como ainda foi parar no Inferno polinésio e arder no infinito (se bem que ele está ao lado de Einstein).
No lar dos bravos e terra dos livres, você tem a oportunidade de ser o que quiser, fazer o que quiser, construir seu brilhante futuro, rumo a um horizonte de oportunidades… mas só se você for da cor certa. Ter o sobrenome adequado também pode, ou ajudar bastante, ou ferrar sua vida de vez. Que o diga Ahmed Mohammed.
Em nome de Allah, o Clemente e Misericordioso, hoje, aos 17 dias do mês de Dhul-Qada, perfazendo 1436 anos desde o dia da Hégira, a fuga de Maomé (salallahu alaihi ua salaam) de Meca para Medina, leio sobre o teste de Carbono-14 em um fragmento de um manuscrito do Sagrado Corão. Curiosamente, a datação revelou que a feitura do mesmo seria de antes de Mohammed ter recebido a Revelação do Arcanjo Gabriel e ter recitado as passagens.
Diz Joseph Campbel, mitologista, que mito é como se define a religião dos outros Muitas histórias são contadas de pais para filhos, ao longo dos anos. Sacis, cucas, boitatás, iaras etc. Será que tem tanta diferença assim de pregadores com poderes mágicos, como andar sobre a água, curar pessoas e multiplicar peixes?