Cientistas pesquisam a origem dos nematódeos

Cientistas da Universidade de Wageningen publicaram a maior árvore filogenética de nematóides, em cooperação com o Dutch Plant Protection Service e da Universidade da Califórnia na edição de novembro da revista Nematology. Ele contém mais de 1.200 espécies e é inteiramente baseado na análise de dados da seqüência do DNA.

As diferenças na apreciação dos nematóides têm resultado em inúmeras classificações e isso confunde muito a comunicação científica. Uma vantagem da utilização de dados moleculares é que ela permite uma enorme expansão do número de caracteres. Os autores apresentaram então, uma árvore filogenética baseada em 1215 pequenas subunidades de sequências de DNA ribossomial, abrangendo uma vasta gama de táxons de nematóides. Continuar lendo “Cientistas pesquisam a origem dos nematódeos”

Extinções em massa vs Genética

Os sinais geológicos de extinções em massa são muito distintos: a foto ao lado mostra a marcação geológica que ilustra o período onde ocorreu a famosa extinção Cretáceo-Terciária, também chamada Extinção KT, onde a letra “K” é a inicial da palavra alemã “Kreide” que significa “giz”, e descreve a camada sedimentária de calcário proveniente daquela época, enquanto que a letra “T” representa “terciário”, o período geológico seguinte.

A Extinção K-T ocorreu há aproximadamente 65 milhões de anos e aniquilou cerca de 70% das espécies na Terra, incluindo nossos amigos dinossauros. Esta foi a última extinção em massa, e seus efeitos sobre a vida da Terra é muito clara e dramática. Mamíferos têm evoluído e se propagado (“irradiado” é o termo usado em biologia evolutiva), ocupando muitos dos nichos ecológicos que outrora pertenceram aos dinos. Os dinossauros que restaram evoluíram até se tornarem nossas aves (O que não faltam são artigos sobre isso aqui), enquanto um grupo mamíferos – mais especificamente os primatas – evoluíram e desenvolveram inteligência, a qual foi responsável pela criação de telefones celulares, computadores e o Ceticismo.net. As marcas da Extinção KT são, portanto, encontradas em toda parte: em fósseis, em registros geológicos e de vida existente (não só animais, como vegetais também). Continuar lendo “Extinções em massa vs Genética”

Cianobactérias: a origem do oxigênio na Terra

As principais formas de vida no planeta Terra – não necessariamente na cidade de Tóquio – necessitam de oxigênio livre para respirar, exceto alguns fungos e bactérias, que respiram e se alimentam através de fermentação. Erroneamente se pensa que as plantas respiram gas carbônico. O CO2, o vilão do momento, é usado unicamente para fotossíntese. Logo, em presença de luz, as plantas sintetizam seu alimento E respiram. Na ausência de luz (mais acertadamente, de emissões ultravioleta), as plantas somente respiram. Assim, esqueça aquela bobagem que plantas respiram CO2 de dia e O2 e noite.

Há cerca de 3,8 bilhões de anos, no período Arqueano, ainda não haviam plantas. Nessa época, no entanto, surgiram as primeiras estruturas fotossintetizantes: os ancestrais das algas azuis, também chamadas cianofíceas ou cianobactérias. Ainda hoje, estes seres são os responsáveis pela produção de oxigênio no planeta. Logo, esqueça também aquela bobagem que a Floresta Amazônica é o “pulmão do mundo”. Nunca foi e duvido muito que algum dia o seja. Continuar lendo “Cianobactérias: a origem do oxigênio na Terra”

Pesquisa afirma que dinossauros tinham sangue quente

Dinossauros sempre atraíram a atenção das pessoas. Se formos parar para pensar, realmente deveriam ser algo ímpar de se ver, tirando o fato que um T-Rex com fome não seria algo tão legal de se ter por perto. Ainda assim, foram criaturas maravilhosas, quase saída de um livro de contos-de-fadas, que nem unicórnios, dragões voadores, monstros marinhos, áspides e baleias capazes de engolir gente.

O biólogo inglês Richard Owen trabalhou com anatomia comparada e paleontologia, e foi ganhador de várias medalhas e comendas por seus trabalhos. Foi ele quem cunhou o termo “dinossauro”, para indicar os repteis de ossos gigantes que encontrara no sul da Inglaterra. Tal termo significa “lagarto terrível”; mas, infelizmente, Owen cometeu um pequeno erro aqui, posto que os dinossauros não tinham muito a ver com lagartos e sim com aves e mamíferos, como pôde comprovar uma pesquisa recente, demonstrando que dinos tinham sangue quente, ou seja, eram endotérmicos e não ectotérmicos. Continuar lendo “Pesquisa afirma que dinossauros tinham sangue quente”

Religião e medicina: Pode haver entrosamento entre elas?

Uma pesquisa da psicóloga Wendy Cadge, da Universidade Brandeis, estudou a relação entre a medicina e a religião em casos de crianças cancerosas. Muitos acham que a religião é um empecilho ao tratamento, enquanto outros acham que é necessária para que a família possa lidar com a dor causada, mediante a fatalidade de um diagnóstico de morte iminente. Alguns médicos veem isso de forma pragmática, analisando que a religiosidade da família não ajudará muito na cura da doença, enquanto outros observam como necessário no suporte e consolo para a família. Continuar lendo “Religião e medicina: Pode haver entrosamento entre elas?”

Paleoecologistas estudam como alterações climáticas afetarão organismos no futuro

Um artigo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, em setembro dete ano, escrito por uma equipe de ecologistas, incluindo Robert Booth, professor adjunto de Ciências Ambientais na Universidade de Lehigh, examina alguns dos possíveis problemas com os métodos de previsão atual, e solicita a utilização de uma vasta gama de abordagens para predizer o impacto da mudança climática sobre os organismos.

Segundo Booth e seus colegas, um dos maiores desafios que os ecologistas possuem hoje é tentar prever como a mudança climática terá impacto sobre a distribuição dos organismos no futuro. Continuar lendo “Paleoecologistas estudam como alterações climáticas afetarão organismos no futuro”

Pesquisa mostra conflito de biólogos evangélicos

Fé e Ciência. Duas proposições que muitos alegam ser excludentes mutuamente. Pessoas com baixa capacidade cognitiva (aka idiotas) acham que a crença numa religião faz com que tudo o que aprendemos até hoje não passa de mentiras, ainda mais se isso vai de encontro à sua religião. Alguns religiosos, quando ingressam numa faculdade, são apresentados a um mundo novo. Obviamente, estou me referindo a cursos universitários de verdade e não tosqueiras como Teatro, Dança ou Filosofia. assim, quando um religioso presta vestibular pro curso de Biologia, ele vai de encontro ao que sua crença diz. O que acontece então?

Um pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostra os conflitos vividos por estudantes evangélicos que querem se tornar professores de ciências. A maioria deles duvida da veracidade da teoria da evolução, de Charles Darwin, mas garante que não vai ensinar nas escolas que Deus criou o homem e o mundo. Sinceramente, eu considero isso como hipocrisia. Vejamos: o cara vai ensinar uma coisa que foi provada milhares de vezes, mas ele não acredita. Torna-se professor de algo que ele duvida, mas não consegue (nem nunca conseguirá) provar que é falso, mediante a simples dogmas que ele crê que sejam verdadeiros, mas que a Ciência provou serem falsos). Seria mais honesto alguém assim seguir profissão de pastor, o que é muito mais rentável. Continuar lendo “Pesquisa mostra conflito de biólogos evangélicos”

Homens gays preferem parceiros com aparência bem masculina

Olha, ao ver esta notícia, eu me lembrei que o governo americano quer dar uma refreada em pesquisas com pouca importância (aka idiotas). Eu acho que deveria ser incluído as pesquisas preparadas pelo Cap. Óbvio. Porque, pelo amor de Ártemis, o que esperavam? Que homens homossexuais preferissem alguém com a cara da Juliana Paes? O estudo comandado por Aaron Glassenberg, pesquisador da Universidade de Harvard ainda complementou a pérola afirmando que homens heterossexuais preferem parceiras com rosto mais feminino .

CHEGA! Pelos poderes a mim conferidos, eu declaro que esta notícia pertence à SEXTA INSANA! Continuar lendo “Homens gays preferem parceiros com aparência bem masculina”

Mona Lisa e o segredo enigmático de seu sorriso

Por séculos, ela tem sido a obra de arte mais famosa do mundo. É incrível como um quadro relativamente pequeno possa causar tanto assombro e admiração. La Gioconda, também conhecida como Mona Lisa, é uma das mais famosas (senão A mais famosa) obras do emblemático Leonardo Da Vinci; e é uma das peças-chave no ramo da arte durante a época do Renascimento. Creio que nenhuma obra foi tão copiada, conhecida ou usada como inspiração de outras cópias, usando personagens diversos, na história.

Mas sempre houve um certo quê de mistério em seu sorriso. Pessoas do mundo inteiro, ao longo dos séculos, se perguntam sobre o que ela está rindo. Mas a questão é: Ela está rindo mesmo? Pelo menos, é isso o que as pessoas pensam, mas elas podem estar erradas. Continuar lendo “Mona Lisa e o segredo enigmático de seu sorriso”

Novos estudos desvendam os segredos do archaeopteryx

O archaeopteryx sempre foi uma pedra no sapato dos pobres coitados que acham que o mundo veio do nada, onde as plantas apareceram antes do Sol e das estrelas. Ele foi até taxado como sendo uma fraude, mas como sempre, estavam errados. Ele é real, ele existe e foi um marco na história biológica, pois foi um dos primeiros fósseis intermediários encontrados, logo após a publicação da Origem das Espécies, de tio Darwin. Talvez, por isso, tenha havido um certo ceticismo sobre sua veracidade, mas exames e análises determinaram sua autenticidade.

Nosso amiguinho, classificado como sendo uma ave, semelhante a um corvo – escavado no sul da Alemanha, em 1860 – tinha penas, e um osso bifurcado (o chamado “osso da sorte”) como os pássaros atuais. Até aí, nada de novo, diriam alguns. Pássaro é pássaro. O problema é que ele possuía dentes e uma cauda longa e óssea, como os répteis. Ops! No entanto, modernas pesquisas, empregando tecnologia de ponta, está a ponto de mudar a denominação do archeopterix; de espécie de ave intermediária entre dinossauros e aves, para espécie de dinossauro intermediário entre dinos e aves. Continuar lendo “Novos estudos desvendam os segredos do archaeopteryx”