O que é mais rápido que a Internet? Ceticismo.net!

Em tempos de web 2.0, informação a um clique de mouse, em cima do olho, de lança lance certeiro, na velocidade da Internet, além de outros chavões ridículos, para passar propaganda de “mudernu”, esperamos uma notícia, no mínimo, atual.

Obviamente, jornalistas costumam ser um caso perdido. Alguma distrofia neurológica ou replicação de cromossomos a mais ou, de repente, algum alelo defeituoso (embora eu vote em imbecilidade crônica mesmo) faz com que essas criaturinhas – que se consideram mais bem informadas que outras, já que estão em cima da lança, com o olho em riste etc – escrevam um monte de bobagens. Continuar lendo “O que é mais rápido que a Internet? Ceticismo.net!”

O homem moderno é um fracote, diz cientista

Diz a verdade: Depois de correr de manhã, puxar ferro por umas duas horas, fazer step, aeroboxe e ficar rebolando em alguma academia, tentando enganar que está malhando, você acha sinceramente que é o tal, com seu muque inchado, onde você tatua algum bicho malvado, tentando impressionar acéfalas? Você é digno de risos! De longe perderia para um primo seu da Antiguidade. Até mesmo uma mulher neanderthal te surraria tranquilo, amiguinho. Você não passa de um molenga, um molóide, um panaca que só fez encher o rabo de anabolizante e agora nem precisa se preocupar se a cueca tá apertando, pois tudo lá embaixo encolheu… não que você fosse usá-lo para algo além de canal excretor.

O antropólogo australiano Peter McAllister (não, não tem nada a ver com Lee Van Cleef) resolveu desbancar os machões com seu novo livro: Manthropology, com um subtítulo bem provocador: “A ciência secreta do inadequado homem moderno”, onde ele compara dados antropológicos e fisiológicos entre homens da era atual com os que viveram na Antiguidade, ou mesmo da pré-história. E, pelo jeito, estamos em sérias desvantagens… Continuar lendo “O homem moderno é um fracote, diz cientista”

Senhas: O Calcanhar de Aquiles da segurança

A Seleção Natural fez maravilhas com os seres vivos, desde que não passavam de procariontes, com sua zona desgraçada dentro de suas células, onde o material genético estava largadão. Seria como se seu cérebro compartilhasse a vizinhança com seu intestino, o que não é muito diferente de muitas pessoas que eu conheço. Uma das poucas coisas que a Seleção Natural não nos capacitou foi gravar uma série de símbolos aleatórios, que usamos de forma ordenada afim de representar nossos grunhidos e sons que emitimos, pela bnoca ou outros locais, aos quais chamamos de “letras”. Usamos as palavras e as reconhecemos facilmente, pois elas possuem significado. Por exemplo, se eu disser “Júlia Paes”, você criará em seu cérebro um símbolo icônico de conteúdo reprodutivo (ou não); já algo como bru3aJamesasp4t não diz quase nada. “Quase” porque eu aposto a alma da Paula como vocês leram o “James” lá no meio. No entanto, Vasw9t2hux6na3rw parece no máximo o nome de algum polonês exposto num quadro de clínica oftalmológica. É por essas e outras que temos grandes problemas em lidar com senhas, que devem (ou deveriam) ser garantia de segurança aos seus usuários. Continuar lendo “Senhas: O Calcanhar de Aquiles da segurança”

Mutação exposta

Essa notícia é ótima para os defensores do IDiotismo, oqual alegam que somos uma obra perfeita, sem erros, provando que não passamos de uma obra de um projetista inteligente. Não poderiam estar mais errados, como sempre.

Pesquisadores do Instituto Nacional da Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos identificaram uma mutação genética responsável por uma condição que ocorre em pessoas com imunodeficiência herdada. A desordem, chamada de imunodeficiência combinada grave, é caracterizada por uma série de problemas de saúde severos, entre os quais infecções bacterianas e virais persistentes de pele, eczema grave, alergias agudas, asma e câncer. Continuar lendo “Mutação exposta”

Voz dos Alienados 5

Há muita coisa esquisita nesse mundo de Hades. Coisas absurdas e inexplicáveis. Coisas tão bizarras que nem as mentes mais sábias do mundo conseguem compreender. Por exemplo, como pode haver tanta gente tosca no mundo, capaz de escrever tanta idiotice. Aqui estamos com mais uma de suas colunas preferidas, onde alienados têm seu direito à expressão. Continuar lendo “Voz dos Alienados 5”

Comemoração: Artigo nº 1500

Acho que deu pra entender que este é o 1500º artigo postado, não é mesmo? Caso contrário, dê de novo e quem sabe você entenda.

Por 1500 vezes trouxemos informação relevante (às vezes, nem tanto). Por 1500 vezes mostramos o lado que as religiões não mostram, apesar de G-zuis dizer pra sempre dar a outra face, mesmo quando manda executar quem não concordava com ele. Por 1500 vezes compartilhamos nosso conhecimento, e nem incluo todos os comentários que nos xingaram, ameaçaram, azucrinaram, encheram o saco, pregaram, falaram besteira etc. Continuar lendo “Comemoração: Artigo nº 1500”

Fóssil encontrado nos traz mais informações sobre os antepassados dos seres humanos

Bem-vindos a mais um capítulo da história da humanidade. Há muito tempo, há cerca de 4,4 milhões, numa galáxia que trata-se da nossa mesma, um hominídeo caminhava pela Terra, mas não na cidade de Tóquio. Este indivíduo recebeu o nome de Ardipithecus ramidus (retratado artisticamente na ilustração ao lado: clique para ampliar), o qual vivia nas florestas na Etiópia pré-histórica. Quinze anos atrás, o Dr. Tim White, da Universidade de Berkeley, chefiando uma equipe de cientistas etíopes e norte-americanos, publicou o primeiro relato do Ardipithecus, que acabara de descobrir. Mas era apenas um relatório preliminar, e White prometeu mais detalhes mais tarde, uma vez que ele e seus colegas tinham cuidadosamente preparado e analisado todos os fósseis que haviam descoberto. Esse “mais tarde” foram esses 15 anos, mas a Ciência não tem pressa. Continuar lendo “Fóssil encontrado nos traz mais informações sobre os antepassados dos seres humanos”

Governo dos EUA quer refrear pesquisas tidas como idiotas

O anúncio do governo norte-americano de reprimir as pesquisas consideradas “irrelevantes” deixou preocupado aq nós, entusiastas das maiores pérolas científicas premiadas pelo IgNobel – uma sátira do prêmio Nobel que é dada para as descobertas científicas mais estranhas e bizarras do ano -, oferecido pela revista Anais das Pesquisas Improváveis (Annals of Improbable Research, em inglês).

O jornal Telegraph, que anda competindo com a BBC pelas notícias mais estranhas, relembra os mais esquisitos estudos na lista que vocês poderão ver abaixo. Esta é sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Governo dos EUA quer refrear pesquisas tidas como idiotas”

De onde vieram todas as flores?

Ao longo de sua vida, Charles Darwin se cercou de flores. Aos 10 anos, ele anotou todas as vezes que uma peônia nasceu no jardim de seu pai. Quando comprou uma casa para criar sua própria família, transformou o quintal numa estação de campo botânica, onde realizou experimentos com flores até sua morte. Porém, apesar de sua íntima familiaridade com as flores, o cientista certa vez escreveu que a evolução delas era um “abominável mistério”. Continuar lendo “De onde vieram todas as flores?”

A canção de Carl Sagan

Indiscutivelmente, Carl Sagan foi um dos maiores– senão o mais famoso – divulgador científico da Era Contemporânea. Sua inesquecível série Cosmos (disponível na sua rede P2P favorita) foi responsável por muitos jovens quererem seguir a carreira científica, como este que vos escreve. Sua frase mais emblemática talvez tenha sido “Para se fazer uma torta de maçã, é necessário que se crie o Universo”, seguido de “Estamos na praia do Oceano Cósmico(…) e a água parece convidativa”.

Stephen Hawking é uma das maiores mentes em termos de Física Teórica da atualidade. Nem mesmo a doença degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica) foi capaz de parar sua mente, desvendando mistérios do início do Universo.

Estes dois juntos formam a síntese do moderno cientista, que não se esconde mais em porões de castelos, mas que quer que toda a humanidade descubra as maravilhas da Natureza. Agora, podemos transformar dois dos maiores astros (trocadilho mais que adequado) da Ciência em música? Sim, podemos e foi isso que foi feito. Continuar lendo “A canção de Carl Sagan”