No tosco mundo de Hades, politicamente correto, nada agrada à grande massa da população, criados a leite-com-pêra e ovomaltine. Todo dia alguém reclama de livro, novela, filme, série e do seu Lourival, porque ele varreu a rua com vassoura de cerdas sintéticas e isso ofende o planeta. No mundo governado por pedagogas, as produções televisivas e cinematográficas, obras literárias e peças teatrais não podem mostrar violência. É feio.
A bola da vez é a série Game of Thrones, porque mostrou o estupro de uma das personagens, e a Interwebs está chilicando com isso.
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Existem duas verdades nesse mundo de Hades. 1) A Ciência é sagrada, mas o ser humano só faz besteira. 2) A zoeira nunca acaba.
O problema dos biólogos com o Criacionismo é ele ser defendido por não-biólogos, por algum motivo que ninguém entendeu o motivo. Como já me disseram: "não é porque são leigos no assunto que não opinarão". Nesse momento, você liga o motor do helicóptero e sai fora.
A insânia já instalada no Brasil assume graus galácticos a cada dia. E isso por causa de um motivo simples: Brasileiro ama bandido. Brasileiro corre para pagar fiança de político corrupto, faz moção em desagravo a traficante internacional de drogas, que cismou que levar uma porrada de cocaína para um país com pena de morte para tráfico era uma boa ideia.
Não, não é ela.
Isso mesmo, o Texas, cuja diferença pro Rio de Janeiro é que lá tem menos armas disponíveis. Naquele simpático lugar de cowboys e da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em que eu penso terminar minha carreira ensinando Evolução nos colégios de lá, houve um concurso de caricaturas de Maomé. Afinal, convenhamos, o que pode ser mais ridículo do que um cara barbado tirando onda que é profeta e ouviu uma ordem diretamente de Deus? Cartas para a redação.
Foi o caos quando se instaurou. De repetente, as pessoas no Brasil inteiro ficaram sem Internet. O desespero, a dor e o sentimento de impotência veio como o anjo da morte, silenciosa e implacavelmente. Da noite pro dia o acesso à Internet se resumia a um rodapé da história. As pessoas começaram a pirar. Elas estavam desnorteadas, não sabiam o que fazer. A vida, tão complicada, ficou um verdadeiro inferno.
Ontem, no Paraná, as hostes do Senhor do Escuro enfrentaram os hobbits. Do alto da Torre de Orthanc veio a ordem para o confronto. As trompas soaram e o pau comeu na casa de Noca. A Demo Cracia brasileira ribombou e mais de 200 pessoas saíram feridas quando um grupo de visigodos atacou pobres policiais militares. Armados de réguas, apagadores e bastões de giz, professores maníacos investiram contra os servidores que estavam lá e mal garantiram sua integridade física, tendo unicamente escudos, balas de borracha, cacetetes, sprays de pimenta e totalmente protegidos.
O finado ator Francisco Milani (que tem uma biografia no
A União Europeia é algo tipo vilão de quadrinhos mal-escritos: parece um bando de velhinhos enrugados, esfregando as mãos, pensando em como derrotar o arquiinimigo. A saber, o arquiinimigo da União Europeia é todo mundo. Eles chegaram a pentelhar a Microsoft, porque, olhem só que sacanagem, ele já vem com um navegador para internet. Disseram que não, que as pessoas que tinham que baixar o seu próprio. O fato de se precisar de um browser pra isso passou desapercebido. Então, a Microsoft tinha que enviar um CD junto ou, durante a Instalação, as pessoas escolheriam qual browser teriam em seus computadores. Todo mundo continuou a baixar o Internet Explorer, mostrando como planos brilhantes nem sempre dão certo.