
Nenhum grupo está livre da hipocrisia. Pelo contrário, ela abunda em todos os grupos sociais. Isso acontece no dia-a-dia, mas nem sempre é visível; é preciso algum evento que intensifique este fenômeno inerentemente humano. Nos próximos dias, teremos um perfeito exemplo disso. Aliás, já estamos: é a Semana Santa. Uma data que eu nunca entendi direito, pois é feriado o dia que Jesus entrou na porrada, Papai do Céu ficou puto da vida com isso, sendo que era preciso isso ou jamais haveria Cristianismo. Jesus volta do reino dos pés juntos, disse “Rá! Pegadinha de Jesus” e andou dando umas perambuladas (mas só os apóstolos o viram. Curioso, não?)
Mas a hipocrisia não é essa. É do pessoal revoltz que chilica por qualquer coisinha. Se veem uma decoração de Natal ficam putinhos, se olham para uma igreja xingam muito no twitter e reclamam até de entrevista de padre. Fica a pergunta: eles não reconhecem a folga desta semana, não é? E a da semana que vem?
Como assim “semana que vem”?

O SciCast, um podcast sobre Ciência. É um projeto legal que se propõe a levar a Ciência, discutindo temas que vão desde fabricação de cerveja até viagens interestelares. Eles convidaram grandes luminares para participar (ah, sim! Também chamaram um cara que está começando na Internet agora: o Gilmar do
Eu adoro a língua alemã. Eles, praticamente, têm uma palavra para qualquer coisa. Se não têm, criam uma, nem que seja gigantesca. A palavra de hoje é maravilhosa "Schadenfreude" (pronúncia: "chadenfroide"). A tradução seria "sentir prazer quando o outro se ferra lindamente". Foi exatamente isso que eu senti quando eu li sobre um professor de Jiu-Jitsu malvadão, fortão e o caramba a quatro, que faz e acontece. O crime dele? Pouca coisa: meteu a porrada e violentou sexualmente uma criança de quase dois anos de idade.
A comunidade científica anda alarmada com os novos casos de Ebola que andam assolando a República da Guiné, aquele paraíso maravilhoso na África Ocidental que mais parece São João do Meriti, no Rio de Janeiro. Mais pessoas foram descobertas com o vírus motherfucker no domingo dia 30/03 e equipes médicas locais e internacionais que estão tentando conter a doença e impedir que aquela tristeza se alastre e cause uma epidemia, ainda mais que aquela porquêra já acumulou 78 mortes desde janeiro.
Eu não sei de onde tiram tanta maluquice. A besteirada de agora é que no próximo dia 4 de abril será o dia de Gravidade Zero (ou Zero G Day). Neste dia, por causa de um alinhamento planetário que nunca aconteceu antes (<— sarcasmo), as forças gravitacionais estarão em equilíbrio, anulando-se mutuamente, fazendo co que tudo comece a flutuar.
Se podemos contar com duas classes prontas para ferrar com a vida dos outros são políticos e religiosos doidos. Nos EUA os dois têm de sobra, mas ainda há o 3º tipo: os maníacos que não podem ficar sem ter uma arma em casa, portar uma arma ou dar uns tirinhos por aí.
Todo mundo ama a Wikipédia. Foi uma das melhores ideias surgidas e, com isso, atraiu uma miríade de pessoas de diferentes tipos. O problema é que atraiu um monte de gente idiota e se formos para a Wikipédia Lusófona, então temos guerras de ego mais intensa que os 300 saindo na porrada nas Termópilas (detalhe totalmente avesso ao texto:? não havia apenas 300 lá. Só os espartanos somavam este número.Pode ignorar este parênteses).
Eu não tenho nada contra religiosos. Eu não sou como um monte de babacas, ateus-de-fins-de-semana que acham que todo religioso é retardado, FDP e merece entrar na porrada. Conheço muito sitezinho "ateu" (nhé… vocês sabem de quem estou falando) formado por um bando de imbecis. O problema está no idiota fanatismo de ambos os lados.
O mundo tem que ser azulzinho (ou rosinha, para não ofender a brigada dos direitos iguais). As pessoas andam tão paranoicas que tudo é motivo para não dar motivo ao pessoal mimizento de reclamar, como coisa que eles pararão de reclamar.
Karl Marx dizia que a religião é o ópio do povo. Muitas das vezes, pessoal acha fraco demais, então, partem pra outras coisas. Pelo menos foi isso que aconteceu com uma dona de casa cristã que fuma (ou fumava) cigarrinho do Capeta (o ser humano e suas contradições…).