Os monstros de nossa visão periférica

Todos nós sabemos que o cérebro é uma imensa gambiarra evolutiva. Os bilhões de anos de evolução biológica acrescentaram camadas pós camadas, até que todo o nosso sistema nervoso chegasse a ser o que é: uma mixórdia que mal entende o que vê em volta e cria coisas que não existem. O que vemos, ouvimos, provamos, sentimos e cheiramos vem numa algarávia de sensações e o cérebro toscão monta isso udo como mecânico de bicicletas montaria um fusca. O resultado é o mesmo: algo que até atende as suas necessidades, mas dará pau em algum momento.

Um vídeo que rola pelos InterTubos mostra fotos de celeridades em pares (cada qual e um canto da tela), separados por uma tarja preta. Ao rodar o vídeo, você deve ficar prestando atenção ca cruzinha bem no meio da tarja preta, enquanto sua visão periférica detecta os rostos. Dentro de instantes, estes rostos tão conhecidos e amigáveis se enfurecem, tornando-se monstros incontroláveis. Satã Goss? Não, seu cérebro fazendo besteira! Veja a seguir e morra de medo:
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A sincera aurora sueca

Eu gosto de duas coisas: auroras boreais e austrais e vídeos feitos com técnica de time lapse. Enquanto nosso planeta luta contra emanações de alta energia enviadas pelo Sol, doido para fritar a todos nós, o campo magnético da Terra deflete estas partículas, criando o efeito majestoso das auroras. Em 2 de outubro, o Sol estava meio emputecido e mandou ver uma grande explosão de massa coronal. Ela veio mais rápida que meu irmão quando sabe que eu recebi o salário. O resultado? Isso aqui:

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Tenha um bichinho de estimação: salamandras gigantes japonesas

Todo mundo quer um bichinho de estimação. Quando eu era criança, pedi pro meu pai um animalzinho para eu brincar e fazer companhia. Ele me perguntou se eu queria um cachorro, um gato ou um periquito (aquário eu tinha e ainda tenho até hoje). Eu disse que não, que queria um escorpião daqueles pretões do deserto. Bem, meu pai não me deu meu bichinho querido, perguntou se eu era maluco e fiquei traumatizado pelo resto da vida.

Japoneses acham que isso é meio Meh! Em um tanque de exposição japonês, um casal feliz está com sua mais recente cria. Não é bem um escorpião modafóca. É um anfíbio: uma salamandra gigante mais feia que a necessidade, mas cheia de amor pra dar.

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Grandes Nomes da Ciência: As computadoras esquecidas de Pickering

Ser mulher no ramo científico e tecnológico sempre foi complicado. Aliás, qualquer atividade profissional sempre foi relacionada com outras profissões (algumas consideradas como a mais antiga delas). Em 1873, o médico senhor doutor Edward Clarke publicou o que seria uma verdadeira cartilha do lar: o livro “Sex in Education; or A Fair Chance for Girls”. Longe de ser um livro de ser educação sexual ou livro de contos pornô (o nome disso é Cântico dos Cânticos).

Nos escritórios do Observatório de Harvard, uma pesquisa lançaria mais luz sobre a Ciência. Ela mudaria como olhar para os céus e ajudaria  a um boxeador escrever seu nome sob a forma de um telescópio espacial.

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Marvel procura por garotas cientistas desesperadamente

O que separa um país de verdade do Brasil é a preocupação que se tem com a formação científica dos jovens. No Brasil, Pai Paulo Freire de Ogum acha que Ciência não discute problematizadamente os vieses sociais nem discute os problemas das massas trabalhadoras, enquanto comunistas de carteirinha estão confortavelmente em suas coberturas, bebendo whisky escocês e discutindo a miséria alguns andares abaixo deles. Para a Marvel e outras empresas, Ciência é coisa séria e é por causa disso que estão com um projeto que visa reunir meninas com tendências a ser mais que uma bunda rebolando num show de Funk ou aparecer em algum reality show retardado (desculpem o pleonasmo).

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Mãe, quando crescer eu quero ser cientista

A Evolução Humana segue a chamada curva de Gauss. Ela começa quando você é idiota e a única coisa que sabe fazer é merda (aka, bebês). chega na infância, seu ápice, e começa a decair para adolescência, onde a única coisa que sabe fazer é merda. Somos frutos daquilo que nos ensinam. Aprendemos algo que nos é ensinado e quando tudo que vemos são conceitos errados, achamos que aquilo é a pura expressão da verdade por simplesmente não termos tido nenhum outro parâmetro de comparação.

Somos bombardeados com uma torrente de besteiras e nossas visões de mundo ficam mais limitadas quando ninguém abre as fronteiras. Então, quando pedimos para crianças descreverem cientistas, elas o fazem pelo a única forma que nos conhecem.

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Mãe, quando crescer quero ser divulgador de Ciência

Vi uma discussão (eu tenho que dizer que é "no bom sentido", pois para o brasileiro médio, "discussão" significa sair na porrada) sobre o papel de blogueiros de divulgação de Ciência, seu alcance e como fica em frente ao que chamamos lix… digo, sessões de ciência dos sites de notícias.

Particularmente, eu não sei como surgiu esta discussão e nem acho que isso seja relevante, enquanto discutamos (vem cá! vem pra porrada, anda!) a discussão discutida.

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Lagos, múmias e pedras. O que acontece na Tanzânia?

Começou a espalhar uma notícia sobre um lago com poderes mágicos de transformar qualquer animal que toque nele em pedra. Isso me fez dar uma risadinha em imaginar como um corpo vivo vira pedra, mas isso durou até eu ler as explicações. Aí eu passei da risadinha para a gargalhada, por ver que o ensino realmente anda uma bosta e as pessoas fazem jus quando dizem que odeiam química, já que se tivessem estudado, veriam a insanidade daquilo.

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Artigo científico fajuto passa a perna em 157 periódicos no mundo

Uma das minhas preocupações em escrever um artigo é checar as referências, pesquisando o nome do cientista e a instituição onde ele trabalha. Passei a sempre colocar o link para a página pessoal do pesquisador e até já troquei twits com uma arqueóloga e e-mails com pesquisadores brasileiros, como Marcela Uliano, que ficou de ver se dava o meu nome para uma proteína.

Um jornalista preparou um artigo falso e mandou para a Science, como parte de uma investigação. O resultado? 157 manés replicaram o artigo, para depois serem vistos como um bando de otários (o que não está longe da realidade).

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Voz dos Alienados 64

O mundo continua a dar suas voltinhas por aí. Os malucos de plantão parecem que desistiram de vir encher o saco; mas por sorte ainda tem aqueles que resistem bravamente e colaboram com o melhor que a insânia consegue proporcionar. Assim, vemos mais uma edição do que o Planeta Bíblia pode trazer. Esta é a sua VOZ DOS ALIENADOS!

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