Professor idiota pode ser preso por causa de um meme

O mundo cada dia se mostra mais e mais esquisito. As coisas são tão absurdas que eu fico imaginando que alguém implantou alguma ideia em meu subconsciente. Temos a impressão que aquilo que circula diariamente em nossos e-mails morrem nas lixeiras, mas não é bem assim. Um certo professor da cidade de Santos é prova disso. Por causa de uma mensagem que circula em blogs e e-mails há uns 4 anos, Lívio pode acabar vendo o Sol nascer quadrado. Sendo professor de matemática, ele conseguirá provar a quadratura do círculo, enquanto isso.

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Grandes Nomes da Ciência: Al-Biruni

Um artigo que me deu trabalho e gosto de escrever foi os dos 1001 anos da Ciência Islâmica, onde os entelequituais do Orkut acham que estava errado pois muçulmanos sempre foram terroristas e “sabemos” que a ICAR foi quem construiu universidades na Europa, apesar de eu ter refutado bobagens e embasado todo o texto com fontes. Leitura? Para quê? Mas faltou muita coisa naquele texto, e eu pretendo sanar isso aos poucos (de preferência quando me der vontade). Assim, teremos algo sobre um dos maiores gênios da sabedoria árabe. Seu nome é Al-Biruni e ele simplesmente mostrou o tamanho não só do Império Árabe como de todo o planeta.

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Psicólogo afirma ter demonstrado a ocorrência de premonições

Dizia Carl Sagan que afirmações extraordinárias requerem evidências extraordinárias. Isso é, ao que parece, algo que um psicólogo da Universidade de Cornell tenta estabelecer ao afirmar que possui provas demonstráveis que, sim, é possível que algumas pessoas apresentem poderes de Mãe Dinah. Isso seria uma prova que há mais coisas entre o Céu e  a Terra do que julga a vã filosofia dos toscos filósofos que não fazem nada na vida do que pensar besteira? Ou será que isso é coisa de pseudocientista (eu já falei que Psicologia é pseudociência, né?) que tenta arduamente criar evidências que não existem? Joguem suas moedas para cima e apostem em qual dos dois estão certos. A moeda do Cet.net sempre cai de lado, posto que algo só é verdadeiro por comprovação independente. E aqui começa a roda da Ciência.

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Living Earth Simulator, o Simulador da Terra Viva

Lembra-se de tudo de melhor em termos de ficção científica? Pois, parece que está para se tornar realidade. Desde os primórdios, escritores de FC introduzem conceitos como Inteligência Artificial e mundo gerados por computador. Sim, eu sei o que você está pensando: Matrix Neuromancer, um ícone do Cyberpunk (quando terminar de ler este artigo, faça algo de bom na sua vida e compre o livro. Não vai se arrepender).

Agora, o que antes estava restrito à imaginação dos autores mais consagrados estará disponível no mundo real (se é que você sabe o que é real). Cientistas pesquisam em modelos computacionais de forma a reproduzir todas as variantes caóticas que constituem os sistemas climáticos e disseminação de doenças. Em outras palavras, eles criarão uma "Terra em Bits", um simulador da vida na Terra. Second Life? Meh!

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Por que estudar Ciências atualmente?

Tomando pelo título do artigo, imagino que os leitores estarão pensando em muitos motivos, mas lamento ter que jogar um balde de água fria, pois, no Brasil, não há motivo nenhum para se estudar ciências nos colégios. Pelo menos, mediante nossa atual visão educacional.

Obviamente, posso imaginar a expressão de incredulidade de quem leu o primeiro parágrafo, mas pensem bem: por que motivo seria necessário estudar ciências, perante nosso atual modelo educacional (dizem que existe um, pelo menos). Vamos analisar segmento a segmento e vocês perceberão aonde quero chegar, mas antes tenho que fazer uma ressalva: quando falo de “ensinar ciências”, estou me referindo à disciplina Ciências, uma forma reduzida de se referir às Ciências Físicas, Químicas e Biológicas. Mesmo porque, matemática é ciência, assim como a geografia também o é. Língua portuguesa é ciência? Não, mas linguística o é. Só que não se ensina linguística nos colégios, pelo menos, não como linguística propriamente dita, mas estou me dispersando. Maiores aprofundamentos acarretaria em alguma tese de mestrado, que seria vista com olhares torcidos por muita gente, posto que não sou de ficar citando pensamentos de outrem para respaldar minhas próprias opiniões. Como nem mesmo concorrerei ao prêmio Nobel por este artigo, melhor seguir em frente.

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As Conexões de James Burke

Volta e meia sempre acontece de nos lembrarmos de algo e ficarmos com um gosto amargo de não poder ter este algo novamente. Entretanto, ainda conseguimos resgatar pérolas, nem que seja de ostras bem escondidas. Foi mais ou menos o que aconteceu esta semana. Estava conversando com uma amiga minha e mencionei sobre uma série que assisti lá pro final dos anos 90 (o que para a maioria das pessoas significa a pré-história), que era apresentada às segundas-feira, na TV Educativa do Rio, vulgarmente conhecida como TVE. Era uma série apresentada pelo historiador James Burke. O nome do programa era Conexões (Connections, no título original).

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Os 1001 anos da esplendorosa ciência islâmica

Antes de nossos pais, avós, bisavós e do seu antepassado mais antigo do qual você se lembra, a ciência islâmica já dominava o mundo, da Ásia Central à Europa ocidental. Aqui contaremos um pouco sobre como os desbravadores do pensamento científico moldaram nosso mundo e como sua influência não é apenas a pedra basilar de tudo o que sabemos hoje. É simplesmente MUITO MAIS!

Este artigo conta um pouco da Ciência Islâmica, e como ela influenciou nosso mundo de hoje, a começar pela Renascença.

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15 de Outubro: Dia do Professor

professor.jpgE assim, depois de mais 365 dias, chegamos a mais um 15 de outubro, Dia dos Professores. Eu não ficarei falando a mesma coisa, dizendo como somos uma classe aguerrida, lutadora, oprimida e totalmente ojerizada. Isso, todos sabem e não se precisa reforçar, já que quem sabe ou se importa ou não dá a menor bola. Em um caso como em outro, repetir que nem papagaio é totalmente desnecessário.

Talvez eu devesse escrever um poema, uma mensagem, uma citação. Mas não há nada na língua dos homens, dos elfos e dos ents que possam traduzir melhor o sentimento de enfado por tudo isso. Somos o que somos, fazemos o que fazemos. Gostaria de ter algo para escrever, mas não há muito a ser dito. Dizer que professores são um bem comum, que a sociedade precisa de nós é mentira. Não precisam. A humanidade passou milênios vivendo na ignorância e é na ignorância que milhões, bilhões, ainda vivem. Ninguém morreu por viver sem um professor, sem colégio, sem aprendizado. Somos inúteis.

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IgNobel de 2010 premia pesquisa relacionada com palavrões

A essa atura do campeonato, você já sabe o que é o IgNobel, principalmente se você for alguém antenado e que acessa o Cet.net, demonstrando seu bom gosto. É um prêmio concedido anualmente para as pesquisas mais esquisitas, bizarras, doidas e totalmente hilárias. Ainda assim são científicas, e passam por revisão de pares. Nem pra isso o CriaBURRIcionismo prestou. A pesquisa desse ano tem mais contemplados, inclusive um deles foi agraciado por ter estudado o efeito pacifista de xingar com palavrões cabeludérrimos (não necessariamente “nu tuíter”).

O discurso que abriu o Ig Nobel, com a saudação “Senhoras, senhores e distintas bactérias”, deu o tom da noite. Antes do início da cerimônia, as pessoas eram convidadas a limpar as mãos utilizando álcool-gel distribuído por atores no palco. Além disso, uma mini ópera, executada em quatro atos, contava a história de um grupo de bactérias que vivia na superfície do dente de uma mulher e tencionava dominar o mundo. Grupos de estudantes passavam na frente da plateia com cartazes pedindo o fim do “germicídio”, como bem preza a cultura vegan. Como é de praxe no IgNobel, o evento sempre é apresentado por um cientista que ganhou o prêmio Nobel (o verdadeiro). Este ano contou-se com a participação do dr. Sheldon Cooper, digo, dr. Sheldon Glashow, ganhador do Nobel de Física, em 1979, entre outros ganhadores do Nobel. Confiramos os premiados, irmãos. Envelope, por favor. And the IgNobel goes to…

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Grandes Nomes da Ciência: Malba Tahan

homemquecalculava.jpgPara quem tem mais de 40 anos, seu nome foi um paradigma no ensino. Para quem tem 30 anos, seu nome é conhecido. Para quem tem menos de 15… bem, só deve conhecer o Justin Bieber, mesmo. Suas histórias (não estou falando do Justin Bieber) maravilharam gerações, muito anos antes que o lixo editorial como a saga do Crepúsculo pulasse de alguma fossa e invadisse livrarias. Malba Tahan nos deu a fantasia de um mundo e época distantes, tão alienígena a nós como estas bandas emos de agora.

Devo lembrar que isso é de uma geração pré-internet e nossas viagens pelo conhecimento se davam pelos livros. Hoje, muito mal pegam o bondinho do emeesseene e do orcúte. Os únicos bondinhos seguidos por burros.

Para homenagear o fabuloso autor e mestre, peço uma licença poética para escrever no mesmo estilo (ou me contentando a uma cópia bem grosseira) de escrita que tanto nos maravilhou.

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