Eu tenho uma visão romântica sobre o mundo. Acho-o fantástico pelo paradoxo que é sua simplicidade e complexidade que coexistem. A complexidade são as diferentes forças atuantes no planeta, moldando-o sem parar, onde sua topologia muda, ainda que beeeeeem lentamente. A simplicidade é que se trata de apenas um reles planeta terrestre, jogado num canto irrelevante de uma galáxia irrelevante. Se nosso planeta fosse especial de alguma forma, sua destruição seria uma perda para o universo, só que o universo sequer se daria conta disso. Qual importância tem uma coisa que ninguém sentirá falta? Ainda assim, vemos o amanhecer raiar do dia e o crepúsculo cair da noite. Vemos as fases da Lua, vemos até o eclipse ato da sombra da Terra impedir a luz do sol ser refletida pelo satélite.
Categoria Matemática
Pesquisadores estudam novas interações entre deficientes e máquinas
O Kinect da Microsoft é uma revolução no mundo dos jogos eletrônicos (no Cet.net não usamos anglicismos desnecessários. Se tu usas, és um idiota!). Se antes usávamos teclados, joysticks (este não tem uma tradução à altura e eu sugiro aportuguesá-lo para jóistique), alavancas e outros tipos de controle, hoje usamos a nós mesmos, coisa que nossos pais, avós e bisavós já faziam em termos de diversão. O próximo passo é facilmente imaginável, mas meio difícil de implantar: usar interfaces homem-máquina, onde nossas mentes se fundiriam a computadores e as ordens seriam transmitidas diretamente aos processadores e os softwares fariam o resto.
Arthur Clarke já tinha elaborado isso em seus romances da série 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Mas até que ponto isso fica no terreno da ficção?
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O estranho formato da Terra
Estamos acostumados com várias ideias, normalmente difundidas no Ensino Fundamental, com as “tias” do CA à 4ª série (ou 1º ao 5º ano; dá no mesmo). Cabral estudou na Escola Náutica de Sagres e descobriu o Brasil, Colombo foi quem descobriu a América e “homenageou” Américo Vespúcio, Gagarin disse que a Terra é azul, plantas respiram pelas folhas, o Universo é infinito, Deodoro da Fonseca proclamou a República, orcas são baleias, Mercúrio é o planeta mais quente e a Terra é redonda. Nada disso é verdade, mas o que talvez cause maior estranheza é o fato da Terra não ser redondinha como uma bola de futebol, já que todas as representações a mostram como esférica. Tentando fugir disso, muitas referências mencionam que ela é “geoide”, ou seja, não é esférica e sim um elipsoide ou, melhor ainda, “oval”.
Ainda assim, isso não é bem verdade. Mas, afinal, como é o formato da Terra?
British Library disponibiliza material para seu smartphone
A British Library é a biblioteca nacional do Reino Unido e uma das maiores do mundo (a maior biblioteca do mundo é a Biblioteca do Congresso dos EUA). Seu acervo consiste em cerca de 150 milhões de ítens de todos os idiomas conhecidos (sim, tem de Tuvalu também, mas não reconhece o Acre), recebendo todas as publicações produzidas pelo Reino Unido e das sagradas terras da Irlanda. Desde manuscritos até mapas, jornais diários, revistas, livros, desenhos e músicas,a Biblioteca Britânica tem de tudo, incluindo CD e DVD até rolos fonográficos do século XIX.
Então, você olharia para mim e diria: Tio, eu pudia tá rôbandu, eu pudia tá matandu, mas não! Só peço uma passagem de primeira crasse num voo da British Airways para visitá esta maravilia. Então eu diria: Filho, você precisa, no máximo, de um profeçor, digo, professor de português. Mas não seja por isso, petiz, você poderá ter todo este acervo em seu smartphone por um preço módico. Como? Desembolsando algo menos que um lanche no MacDonalds.
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Professor idiota pode ser preso por causa de um meme
O mundo cada dia se mostra mais e mais esquisito. As coisas são tão absurdas que eu fico imaginando que alguém implantou alguma ideia em meu subconsciente. Temos a impressão que aquilo que circula diariamente em nossos e-mails morrem nas lixeiras, mas não é bem assim. Um certo professor da cidade de Santos é prova disso. Por causa de uma mensagem que circula em blogs e e-mails há uns 4 anos, Lívio pode acabar vendo o Sol nascer quadrado. Sendo professor de matemática, ele conseguirá provar a quadratura do círculo, enquanto isso.
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Grandes Nomes da Ciência: Al-Biruni

Um artigo que me deu trabalho e gosto de escrever foi os dos 1001 anos da Ciência Islâmica, onde os entelequituais do Orkut acham que estava errado pois muçulmanos sempre foram terroristas e “sabemos” que a ICAR foi quem construiu universidades na Europa, apesar de eu ter refutado bobagens e embasado todo o texto com fontes. Leitura? Para quê? Mas faltou muita coisa naquele texto, e eu pretendo sanar isso aos poucos (de preferência quando me der vontade). Assim, teremos algo sobre um dos maiores gênios da sabedoria árabe. Seu nome é Al-Biruni e ele simplesmente mostrou o tamanho não só do Império Árabe como de todo o planeta.
Psicólogo afirma ter demonstrado a ocorrência de premonições
Dizia Carl Sagan que afirmações extraordinárias requerem evidências extraordinárias. Isso é, ao que parece, algo que um psicólogo da Universidade de Cornell tenta estabelecer ao afirmar que possui provas demonstráveis que, sim, é possível que algumas pessoas apresentem poderes de Mãe Dinah. Isso seria uma prova que há mais coisas entre o Céu e a Terra do que julga a vã filosofia dos toscos filósofos que não fazem nada na vida do que pensar besteira? Ou será que isso é coisa de pseudocientista (eu já falei que Psicologia é pseudociência, né?) que tenta arduamente criar evidências que não existem? Joguem suas moedas para cima e apostem em qual dos dois estão certos. A moeda do Cet.net sempre cai de lado, posto que algo só é verdadeiro por comprovação independente. E aqui começa a roda da Ciência.
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Living Earth Simulator, o Simulador da Terra Viva
Lembra-se de tudo de melhor em termos de ficção científica? Pois, parece que está para se tornar realidade. Desde os primórdios, escritores de FC introduzem conceitos como Inteligência Artificial e mundo gerados por computador. Sim, eu sei o que você está pensando: Matrix Neuromancer, um ícone do Cyberpunk (quando terminar de ler este artigo, faça algo de bom na sua vida e compre o livro. Não vai se arrepender).
Agora, o que antes estava restrito à imaginação dos autores mais consagrados estará disponível no mundo real (se é que você sabe o que é real). Cientistas pesquisam em modelos computacionais de forma a reproduzir todas as variantes caóticas que constituem os sistemas climáticos e disseminação de doenças. Em outras palavras, eles criarão uma "Terra em Bits", um simulador da vida na Terra. Second Life? Meh!
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Por que estudar Ciências atualmente?
Tomando pelo título do artigo, imagino que os leitores estarão pensando em muitos motivos, mas lamento ter que jogar um balde de água fria, pois, no Brasil, não há motivo nenhum para se estudar ciências nos colégios. Pelo menos, mediante nossa atual visão educacional.
Obviamente, posso imaginar a expressão de incredulidade de quem leu o primeiro parágrafo, mas pensem bem: por que motivo seria necessário estudar ciências, perante nosso atual modelo educacional (dizem que existe um, pelo menos). Vamos analisar segmento a segmento e vocês perceberão aonde quero chegar, mas antes tenho que fazer uma ressalva: quando falo de “ensinar ciências”, estou me referindo à disciplina Ciências, uma forma reduzida de se referir às Ciências Físicas, Químicas e Biológicas. Mesmo porque, matemática é ciência, assim como a geografia também o é. Língua portuguesa é ciência? Não, mas linguística o é. Só que não se ensina linguística nos colégios, pelo menos, não como linguística propriamente dita, mas estou me dispersando. Maiores aprofundamentos acarretaria em alguma tese de mestrado, que seria vista com olhares torcidos por muita gente, posto que não sou de ficar citando pensamentos de outrem para respaldar minhas próprias opiniões. Como nem mesmo concorrerei ao prêmio Nobel por este artigo, melhor seguir em frente.
As Conexões de James Burke
Volta e meia sempre acontece de nos lembrarmos de algo e ficarmos com um gosto amargo de não poder ter este algo novamente. Entretanto, ainda conseguimos resgatar pérolas, nem que seja de ostras bem escondidas. Foi mais ou menos o que aconteceu esta semana. Estava conversando com uma amiga minha e mencionei sobre uma série que assisti lá pro final dos anos 90 (o que para a maioria das pessoas significa a pré-história), que era apresentada às segundas-feira, na TV Educativa do Rio, vulgarmente conhecida como TVE. Era uma série apresentada pelo historiador James Burke. O nome do programa era Conexões (Connections, no título original).
