Sim, você adora um espelho, mesmo que negue. Não pode passar por uma porta espelhada que dá uma "verificada" no visual, nem que seja para ajeitar o cabelo ou olhar com censura para alguns quilinhos a mais que só você vê. Mas espelhos são muito mais importantes que a sua vaidade, apesar de ser meu pecado favorito. Desde que Isaac Newton percebeu que lentes causavam uma aberração cromática, espelhos são os mais indicados como forma de ampliar as imagens em um telescópio, chamado por isso de "telescópio refletor".
Em 24 de agosto último, o terceiro espelho para o Gigante Telescópio Magalhães (Giant Magellan Telescope — GMT) foi lançado num forno rotativo do Laboratório Steward, na Universidade de Arizona. Lá é a única instalação no mundo onde os espelhos desse porte estão sendo feitas e suas medidas vão do "absurdo" para "PQP é grande pra cacete!".
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Sim, eu sei que isso seria m ais o caso de treinar para ir a Vênus, o planeta de TPM, mas não, a notícia é essa mesma. Seis astronautas passaram quatro meses nos cantos isolados próximos ao
A Austrália é um país legal, apesar de tudo lá parecer estar disposto a matar você de forma mais dolorosa possível. Uma espécie de Depois da Terra sem o chato do Will Smith e seu filho mais chato ainda, e nem a fauna da Austrália quis chegar perto de tanta chatice. Mas nem só coisas mortíferas a Austrália tem de sobra. Sua geografia faz com que haja muitos lugares afastados, onde se pode fotografar o céu, e tais fotos podem ser montadas para gerar o filme que você verá a seguir, um time lapse de tirar o fôlego.
Antes, todo mundo queria ir pra Disney, mas isto ficou sem graça. Até pobre vai pra Disney. Se bobear, EU vou pra Disney. Agora, muita gente cansou de ficar viajando pelo mundo afora. O planeta ficou pequeno e, claro, ninguém pensa em visitar a Somália ou Miammar (ainda mais que quem mora nesses lugares quer ralar peito assim que puder). Depois do chromakey, é fácil "visitar" estes lugares e pagar de bom moço. Não, não. A moda agora é os ricaços fazerem turismo espacial e, dentro em "breve", o turismo já terá destino fixo: Marte, o planeta-motherfucker-guerreiro.
Vincent van Gogh era um gênio, apesar das pessoas se lembrarem mais dele em seus períodos de surto, cortando nacos de sua orelha por causa de uma discussão com o neurastênico do Gauguin. Como aconteceu com a maioria dos grandes gênios, ele só foi reconhecido depois de morto. Seu irmão Théo foi quem, por pena, comprava as obras do holandês maníaco-depressivo. Van Gogh, entretanto, via o mundo à sua volta e um dos maiores nomes do impressionismo deixou sua marca através de longínquas fornalhas nucleares, cujo brilho frio chegava até aqui após de milhares de anos viajando pela frio espaço interestelar.
Cometas sempre impressionam. Eles não são como planetas, ali, redondinhos (sim, eu sei) e parados (também sei). Aquelas maravilhas caminhantes pelo frio éter interplanetário sempre cativaram as pessoas, apesar de serem bolas de neve sujas, formados por gases, água e poeira, tendo sua cauda formada quando se aproximam do Sol e tudo começa a derreter e ser iluminado.
Desde que o mundo é mundo (literalmente), ele age sobre tudo à sua volta. Seja pequenos corpos, seja corpos maiores, seja corpúsculos bem pequenos. Quando nossa aventura espacial começou (no momento que o pessoal resolveu olhar pra cima e tentar entender o que via) não se imaginava até onde podemos ir. Ainda hoje não sabemos para onde podemos ir, mas temos boa noção do que está acontecendo ao nosso redor, e isso começou a ser elucidado com as primeiras sondas não tripuladas que foram ao Espaço.
A espaçonave está muito longe de casa. Talvez fosse uma boa ideia, lá pelas bandas de Saturno, fazer ela dar uma última olhada para casa. A minha casa, a sua casa, a casa da espaçonave e de quem a projetou. Ninguém esperaria ver grandes detalhes, nem era este o objetivo. Era uma forma de reconhecer a grandiosidade de um humilde pálido pixel azul. Um pixel que conhecemos desde os tempos de Carl Sagan, quem escreveu a primeira versão das linhas que você leu até agora, neste texto.
A Terra não tem nada de especial em relação aos outros planetas. Eles simplesmente deram um azar danado. Marte tomou tanto no quengo que acabou perdendo sua atmosfera, já que sua baixa gravidade não conseguiu segurar o ar lá. Vênus, por outro lado, acabou com um efeito estufa tão sinistro que nenhuma sonda dura lá mais que alguns minutos, dada a altíssima temperatura em sua atmosfera densa e corrosiva (a saber, Vênus é o planeta mais quente do sistema solar, mesmo não sendo o que está mais próximo do Sol). Algum planeta teria (mas não obrigatoriamente) que estar numa zona de conforto. No caso, é este planetinha aqui, por mais que tenha passado por percalços, seguidos de inúmeras extinções em massa. Estamos aqui por pura sorte, entretanto.
Existe uma verdade em termos de Divulgação Científica. A verdade que dividiu todos os documentários em AC/DC: Antes de Cosmos e Depois de Cosmos. Carl Sagan foi, é e ainda será por muito tempo inigualável, mas tão certo como acontece com todas as estrelas, o brilho de Carl não mais nos acompanha em tempo real. Temos apenas o vislumbre graças aos efeitos da Relatividade e Mecânica Quântica que propiciaram o vide tape e os computadores, onde hoje podemos vê-lo e revê-lo quantas vezes quisermos. Mas se isso ainda é pouco, ainda temos seus herdeiros, como Neil deGrasse Tyson.