Biólogos amam microscópios. Dar um microscópio novo para um biólogo garantirá que ele não irá toda hora no laboratório de química encher o saco do pobre estagiário lá, tentando atacar uma amostra de sílex com água régia quando a capela estava com problemas no exaustor. Graças a Hades, certa vez chegou um "novo" microscópio pro pessoal da entomologia, o que garantiu minha paz e tranquilidade por quase duas semanas, sem pedidos idiotas quando eu era estagiário no Museu Nacional. Mas não basta ser novo (o que o pessoal da ento recebeu tinha uns 5 anos, o que era muito melhor que o treco que eles tinham lá, de lente rachada), tem que ser potente, muito potente, queremos alta resolução, queremos aumento (da imagem e de salário!), queremos ver coisas bem grandonas.
Como biólogo só faz reclamar e choramingar que não conseguem ver nada, coube aos engenheiros resolverem o problema, arrumando um jeito de converter um microscópio convencional em um sistema de imagem de um bilhão de pixels por módicas 200 doletas.

Todo mundo tem amigo de tudo que é jeito, e sempre os evocamos para alguma coisa, nem que seja postagem de blog. No caso são diabéticos, daqueles bem hardcore que precisam suplemento externo de insulina, graças a injeções, afinal a Natureza é perfeita, e sempre mostra isso quando o DNA faz merda. Adultos já nem acham nada demais injetar insulina, mas isso não é algo que você queira pro seu filho, aliás, você pode ter se conformado, mas bem que gostaria de uma maneira mais simples de não ter que tomar espetadela todos os dias.
A Terra não tem nada de especial em relação aos outros planetas. Eles simplesmente deram um azar danado. Marte tomou tanto no quengo que acabou perdendo sua atmosfera, já que sua baixa gravidade não conseguiu segurar o ar lá. Vênus, por outro lado, acabou com um efeito estufa tão sinistro que nenhuma sonda dura lá mais que alguns minutos, dada a altíssima temperatura em sua atmosfera densa e corrosiva (a saber, Vênus é o planeta mais quente do sistema solar, mesmo não sendo o que está mais próximo do Sol). Algum planeta teria (mas não obrigatoriamente) que estar numa zona de conforto. No caso, é este planetinha aqui, por mais que tenha passado por percalços, seguidos de inúmeras extinções em massa. Estamos aqui por pura sorte, entretanto.
Nossa ciência médica avança a cada dia. Conseguimos coisas maravilhosas nos últimos anos e a cada dia novas pesquisas surgem com promessas e ideias para prolongar nossas vidas, ou fazer-nos sofrer cada vez menos. Eu não tenho nenhum pudor com procedimentos extremos, mas isso não significa que não devemos questionar certas coisas. Uma delas é a proposta de um neurocientista que defende pesquisas para transplantes de cabeças. Deveríamos ver isso bem de perto, não?
Este país é tão vergonhoso que pesquisa científica agora é feita literalmente com o pires na mão. Pessoas com brios e um tanto de vergonha jamais pedem dinheiro às pessoas para resolver seus problemas. Cientista quer porque quer saber das coisas e aí, amiguinho, o brio que se dane, dá essa grana aqui para que possamos trabalhar; como foi o caso de uma pesquisadora que pediu dinheiro pra galera para poder fazer sua pesquisa. O pior, digo, MELHOR é que conseguiu!
Além de água, o que se procura em exoplanetas é a presença de oxigênio. Sua quantidade dirá se o lugar pode abrigar seres vivos ou não. De um modo geral, grande maioria dos seres vivos depende do oxigênio, mas em quantidades mais elevadas, o gás, fortemente oxidante (e oxidação não é necessariamente reação com o oxigênio), pode mandar todos os seres vivos irem pra vala.
Estamos acostumados a pensar nos seres vivos de uma forma geral como animais e plantas. Quando muito, pensamos em vírus, bactérias e fungos, mas de uma maneira isolada, como se fôssemos entidades biológicas únicas, mas não é isso que acontece. Cada um de nós, seres vivos, é um verdadeiro viveiro abrigando toda sorte de "coisa".
Memória é diferente de aprendizado. Não adianta você aprender alguma coisa agora se não conseguirá se lembrar dela daqui a dez minutos. Diferente que o "inteligentíssimo" sábio de Estagira disse, os pensamentos não ficam no coração (e, apesar de casado duas vezes, ele não sabia que mulheres têm o mesmo numero de dentes que os homens). Agora, pesquisadores do Instituto Gladstone determinaram que uma proteína está envolvida na regulação da atividade neuronal, influenciando no processo neurológico para a formação de memória de longo prazo.
O pessoalzinho tosco que defende os ‘direitos dos animais" (mas usam inseticida em casa), acha um absurdo experimentação animal, alegando que isso é tortura. Curiosamente, nunca falam quando cientistas fazem pesquisas nas quais curam pequenas cobaias. Agora, cientistas dão mais um passo em termos de ciência médica: eles conseguiram reconstruir medulas espinhais de ratos. Ok, foram cotadas, mas voltaram a ser remendadas e mesmo o mais fanático dos vegans toma remedinho. E, claro, isso ajudará muita gente com problemas de lesões no sistema nervoso.
Não, a Mãe Natureza não tem nada de mãe e sim de madrasta malvada (se bem que eu já vi muita madrasta ser mais mãe do que mãe biológica, mas isso é secundário). São doenças de todos os tipos, má-formações e até mau-hálito. A Natureza está sempre pronta a te sacanear, até parar em algum beco sem saída evolutivo. Um exemplo é o caso do menino chinês que nasceu com uma má-formação que, digamos, se tivesse acontecido há uns 100 anos, ele iria ser preso e se fosse há 200 anos, ele seria queimado na fogueira. Deus é muito bom, né?