Pesquisadores estudam o ferro no interior das estrelas e como ele interage com a energia

O Sol, nosso amigo Sol, é a mais fantástica indústria química de nosso sistema. E ele é até pequeno (mas não a menor estrela), em comparação com Betelgeuse. Começando com o simples hidrogênio e acarretando em… nós?… estrelas foram capazes de sintetizar todos os 92 elementos que são encontrados na Natureza. Isso, nós sabemos. O que procuramos entender mais é como as boçais quantidades de energia fluem pelo interior das estrelas. Sempre se teorizou sobre o papel do ferro na inibição da transmissão de energia a partir do núcleo do Sol para perto da borda da sua banda de radiação, a região entre o núcleo do sol e zona de convecção exterior.

Agora, pesquisadores conseguiram recriar experimentalmente o processo, entendendo melhor o que acontece no núcleo das estrelas.

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Os melhores artigos de 2014

Recordar é viver, já diz o ditado. Mas também tem o caso de simplesmente as pessoas não terem lido meus artigos. Foram 412 artigos. Mesmo quando sei que estarei fora, deixo alguns para publicação automática, que é o que aconteceu por estes dias. Dessa forma, quem não leu, terá oportunidade de ver uma amostra do que andei postando. Se você leu, relembre. Não há um critério sobre a escolha. Fui me lembrando, dei uma olhada ou outra e fiz esta relação com o que me chamou a atenção. Vocês podem escolher os melhores artigos. Que tal colocar nos comentários os dez melhores?

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Terra: esse imenso globo natalino

Já caiu a noite do dia 25 de dezembro. Fiquei com vontade de dar um pequeno presentinho de Natal, antes que ele acabe, se bem que eu nunca acho que acaba. Presentear e ser presenteado é algo muito legal, então eu posso fazê-lo a qualquer momento; então, escolhi o vídeo abaixo, um timelapse  mostrando as luzes, naturais e artificiais, de nosso planeta.

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Resultados da Rosetta sugerem que a água não veio de cometas, mas de asteroides

A Sonda Rosetta tem muito pouco a ver com a pedra decifrada por Champollion. É uma sonda que tem como missão estudar o cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, carinhosamente conhecido por 67P. A Rosetta foi lançada em 2 de março de 2004, e como usar combustível o tempo todo só existe em filmes, demos um balão na Natureza e usamos as forças da Natureza contra ela mesma, em especial a Gravidade. Ela ficou sendo chutada através da atração gravitacional de todo mundo por quem passou[1], até ter impulso suficiente para ir em direção ao 67P. Não é feitiçaria! É Matemática que até Isaac Newton entenderia (mesmo porque, foi ele quem inventou a bagaça).

Agora, dados da Rosetta trazem muitas informações. Não só sobre o cometa, mas sobre a própria Terra, e é bem provável que a água daqui tenha vindo de lugares que nunca pensamos antes.

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Resolução de fim-de-ano: O Sol em 4K

O Sol é estupidamente grande. Não, não quero saber de Canis Majoris. O Sol É grande e eu não dou a mínima pras outras estrelas. Só para vocês terem uma ideia, Júpiter é 70 vezes maior que a Terra. TODOS os demais planetas juntos (ok, pode incluir o chato do Plutão. Não fará diferença) não dão o tamanho de Júpiter. Ainda assim, esta fotinha aí que abre o artigo (clique para ampliar) e mostra uma mancha Solar, na região 2192. Gostaram dela? Ela tem mais de 100.000 km de largura. É uma estupidez, e mesmo assim é pequenininha perto do Sol. Abaixo, uma foto tirada pelo Phil Plait:

Só esta manchinha ridícula é MAIOR que o poderoso Planeta-Deus! O Senhor do Sistema Solar ri perante a insignificância de Júpiter. A Terra? Ele nem se ligou, porque daqui a 5 bilhões de anos ela será engolida sem dó nem piedade.

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Errantes: Navegando por mares proibidos e adorando

Estou agora de pé, olhando para fora, pela janela de minha sala. Eu vejo um bonito céu azul, algumas nuvens e o vento balançando as folhas das árvores. Eu sei que está calor lá fora, mas estou com ar-condicionado ligado. Por causa das Leis da Física, a camada de ar que envolve a Terra refrata a luz do Sol. O ângulo de inclinação dos raios e absorção de energia faz com que o céu azul seja visto agora, ao invés do escuro firmamento, salpicado de estrelas. A luz do Sol, tão forte, me impede de ver essas mesmas estrelas. O Sol é um astro muito ciumento.

Fecho meus olhos e viajo pelos mundos, através de minha imaginação. Mas chega um ponto que imaginação não basta. Imaginação nunca foi melhor que o conhecimento. O conhecimento de viajarmos, de sermos criaturas errantes por todo o Universo.

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Sites legais de Ciência

Volta e meia me pedem sites de divulgação científica. Eu vi algumas dificuldades em alguns temas (já vi que terei que abordar vários temas no ano que vem). Encontrei muito lixo, mas encontrei coisas legais. Selecionei alguns, podendo listar outros, mas aí vai depender do meu humor.

Sites brasileiros, só blogs, mesmo. Um dia entenderemos que não precisamos odiar a ciência. Podemos nem mesmo amá-la de paixão, mas um respeitozinho é bom e nós gostamos.

Bem, vamos lá?

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Físico americano diz que bombas nucleares mandaram civilização marciana pro saco

Eu adoro o History Channel… pelos motivos errados. Quando eles viraram uma Superinteressante televisiva, meu interesse por ele caiu bruscamente. Hoje são raros os programas deles que prestam, viram apenas mais um "comedy channel" sem graça. Aí, quando o site deles pega notícia do Daily Fail, piorou a bagaça toda.

Em fantástica notícia, fiquei sabendo que um físico norte-americano afirmou categoricamente que testes com armas nucleares aniquilaram uma civilização que morava em Marte. Como não levar isso com seriedade?

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LIBERDADE! Nature abre seus arquivos para qualquer um poder acessar gratuitamente

Eu tinha escrito, há algum tempo, sobre o paywall de artigos científicos. Acho uma vergonha o conhecimento científico ficar restrito a quem pode pagar. As pessoas querem ler as coisas, divulgadores de Ciência querem ler, para traduzir muito daqueles jargão para o público leigo. Nem sempre fica viável pagar por eles, quando muitos de nós sequer temos um bom retorno financeiro, seja por doações ou publicidade. Acabamos contando com a liberação de press releases das Universidades e centros de pesquisa, sendo muitas vezes mal escritos, pois não foram redigidos pelos pesquisadores e sim por algum estagiário.

Um dos mais conceituados periódicos científicos é a Nature, e sua assinatura não era nada baratinha. Só que agora eles desbundaram, viram Buda dançar na porta do editor-chefe, Jesus apareceu em pessoa, Achmed disse que ia matar todo mundo e eles resolveram liberar todo o seu acervo digrátis.

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O estupendo mundo de Arthur Clarke

Arthur Clarke foi um dos marcos da literatura de Ficção Científica. Seu mundo de computadores, alienígenas, foguetes, flutuações quânticas era apenas uma pequena casca do que ele realmente foi. Engenheiro, especialista em radares e o cara que sentou e fez todos os cálculos provando a viabilidade do satélite geoestacionário.

Sua obra literária é vasta e bem conhecida. Graças ao seu argumento, tivemos o primeiro filme de ficção científica bem produzido: o pouso na Lua em 1969, digo, 2001, Uma Odisseia no Espaço, de 1968.

Neste episódio do SciCast, eu e grande elenco conversamos sobre a pessoa, o profissional, o soldado, o técnico, o autor.

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