MAVEN estuda os ventos marcianos

Apesar de Marte ter uma atmosfera bem fina, tem alguma coisa lá e se tem ar, tem vento. Como são esses ventos hoje? Como eram os ventos antigamente, quando a atmosfera era bem mais densa? São perguntas que a missão MAVEN procura responder, analisando os padrões de ventos das camadas mais altas da atmosfera marciana.

Padrões que são alterados pela topografia de Marte são levados em conta e todas essas informações são registradas para elucidar a história antiga do Planeta Guerreiro.
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Júpiter, o imanzão

A Terra tem um campo magnético que nos ajuda a ficar imunes (ou quase) aos desmandos do Sol, quando partículas de alta energia são cuspidos fora. A maior parte é defletida por este campo de força, por assim dizer, e quando passa pelas latitudes mais superiores e inferiores há a formação das auroras.

Claro, você vai achar que isso é característica nossa, certo? Errou, otário! A sonda Juno descobriu que Júpiter, não só tem um campo magnético também, como é surpreendentemente complexo. Tão complexo que Júpiter não possui polo norte e sul magnéticos como aqui. Então, nem pense de ir pra lá levando sua bússola.

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Katherine Johnson alcança a imortalidade aos 101 anos

Hoje é segunda-feira de carnaval, mas apesar de toda festa e folia, alguns olhos ficaram marejados. Levantados de suas tábuas e réguas de cálculos, algumas pessoas fecharam os olhos e fizeram um minuto de silêncio, pois sua musa inspiradora. Entendam, eu sou do tempo que “musa” não era uma dona seminua siliconada, mas alguém que inspira ações e produções nas artes e ciências. Um exemplo deste tipo de pessoa é Katherine Johnson, aquela que ajudou a mandar o Homem à Lua e voltar em segurança.

Infelizmente, mrs. Johnson resolveu misturar-se com os éons numéricos do Espaço-Tempo, falecendo aos 101 anos de uma vida bem vivida e plena de realizações.

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NASA busca ideias para as próximas missões espaciais

A NASA selecionou quatro investigações do Programa Discovery para desenvolver estudos conceituais para novas missões. Ela estimula que as universidades contribuam co ideias, e, em troca, promete um dinheirinho de verba, pois é isso o que a NASA é: uma entidade que tem projetos próprios, mas também administra como a verba que ganha será usada para projetos que enfoquem aeronáutica e Espaço. Claro, isso vai depender muito do quanto de verba acabarão recebendo, mesmo assim temos um vislumbre do que a nossa aventura no Espaço nos reserva.

O Programa Discovery convida cientistas e engenheiros de várias universidades a montar uma equipe para projetar missões científicas de exploração, e a seguir você verá 4 dessas missões, e elas receberão US$ 3 milhões para desenvolver e amadurecer conceitos. Se com 100 mil, 100 mil dólares já se podia fazer um monte de projetos para a vida, que dirá três milhões (ok, é pouco, mas é melhor que nenhum). Vamos dar uma olhadinha:

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Bruce McCandless. O Homem que Caminhou pelo Espaço

Algumas pessoas esperam anos para passar por um momento mágico em suas vidas. Nem todas conseguem, mas outras são agraciadas e vivem cada segundo ao sabor de seu desejo desde a infância. Dizem que a solidão é ruim, mas quando é uma solidão acompanhada por milhões, bilhões de pessoas, você não se sente sozinho. É um momento só seu, é um momento incrível. Você fecha os olhos e curte este momento, mesmo sabendo que poderá nunca se repetir. Não importa, aquele é o SEU momento!

Se teve uma pessoa que pôde dizer que viveu isso em plenitude foi o astronauta Bruce McCandless II. O que ele fez de memorável? Ele voou, voou; subiu, subiu. Largou o que o mantinha preso e caiu com estilo, em órbita, livre de amarras. Se teve um homem verdadeiramente livre, foi o Bruce!

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O mesmerizante mosaico na superfície do Sol

Se você é algum tipo de fixista, achando que o universo é paradinho e só com um pouco de sorte os planetas viajam pelo céu, tenho tristes notícias. Não, nada é paradinho e mesmo o Sol se move. Mais do que isso, a própria superfície do Sol se move; nada no universo é estático, ao contrário do que Cláudio Ptolomeu possa ter achado, mas nem era culpa dele. Ele viveu na Idade do Bronze, e só um imbecil ainda continuaria com aquele mesmo conhecimento arcaico, no qual faltam uns planetas, planetas-anões etc.

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Como um deserto pode nos ajudar a entender Marte

Como saber o que procurar em Marte? Como buscar sinais de vida lá? A resposta é simples e complicada ao mesmo tempo. Deve-se partir de algum parâmetro de comparação. Sendo assim, vamos tirar como exemplo aqui mesmo. Onde estão as mais antigas evidências de vida?

Pesquisadores foram para a Austrália buscar no seu deserto os primeiros sinais de vida na Terra. De repente, isso nos ajuda a identificar o que estamos procurando em Marte.

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Ciência vê e escuta aquilo que ninguém mais é capaz

Ciência é mais que conhecimento organizado. Eu diria que é pura poesia. Aquela palhaçada do filme Contrato “ain, tinha que levar um poeta”. PORRA NENHUMA! Ciência é mais do que isso até. Ela é capaz de ver o invisível e ouvir o inaudível (lembrei daquele conto chato do príncipe que ficou um ano na floresta.)

Imagine você ser capaz de ver um átomo e ouvir o sussurro do Sol. Um poeta apenas solta palavras, mas jamais descreverá isso com exatidão. Já a Ciência…

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O futuro da exploração do Sistema Solar

Como se dá a exploração do Espaço? O que podemos esperar para daqui por diante? Estamos há muito numa nova aventura. Antes, singramos os mares, hoje, avançamos por entre planetas, satélites, cometas e asteroides. Quando chegaremos pessoalmente nesses lugares e colocaremos os nossos pés?

Essas são perguntas que cientistas, pessoal técnico, astronautas e especialistas de várias áreas estão ansiosos em responder.

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WFIRST estudará a Energia Escura

O Wide Field Infrared Survey Telescope (WFIRST) é um observatório espacial que opera no espectro do infravermelho próximo, com uma câmera absurda de 288 megapixels, e se você falar que seu Xiaomi tem uma resolução maior, vai levar uma porrada!

O WFIRST é a nova aposta para a observação do Universo, e se propõe a resopnder perguntas cabulosas como “Do que é feito o Universo?”. Muitas pesquisas foram e estão sendo feitas ainda, mas elas apontam que existe algo elusivo, ainda não detectado. Algo que não se sabe direito o que é e que deram o nome de “matéria escura”. Como saber que essa matéria escura existe? Como saber qual é a sua natureza? Bem, é pra isso que servirá, entre outras coisas, o WFIRST, que estará olhando pro frio vácuo do Espaço para investigar o que tem lá e do que o que tem lá é feito.

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