O que você sabe: Seth MacFarlane é roteirista, diretor e criador do Family Guy. O que você também sabe: Carl Sagan (Hosanas nas Alturas) foi, é e continuará sendo o maior divulgador da Ciência de toda a história. O que você quase sabe é que MacFarlane é admirador de Carl Sagan, já que tio Carl até apareceu em um de seus desenhos. O que você NÃO SABE: A Biblioteca do Congresso dos EUA – Library of Congress, LOC – adquiriu documentos pessoais de astrônomo amigo de todos com a ajuda de Seth, o qual cobriu parte dos custos, cujo valor não foi revelado. O que você também não sabe: Eu sacrificaria a alma imunda de todos vocês, bactérias de duas pernas, ao Senhor das Moscas para ter esses papéis!
Categoria Arqueologia
Grandes Nomes da Ciência: Menu
A série Grandes Nomes da Ciência traz relatos de cientistas esquecidos, ou de "cientistas" que trazem conhecimento mediante seus próprios meios. Desde meninas curiosas até múmias, desde escritores a macacos, desde meninos pobres, mas curiosos, até programas televisivos, pessoas trazendo o saber e desenvolvendo o mundo, fazendo-o ter um pouco mais de sentido sempre foram importantes na humanidade, apesar dessa mesma humanidade sequer saber disso. Aqui temos a relação de cada um dos grandes nomes da ciência que fizeram a diferença no mundo… ou nem tanto assim.
Edileide, cancela o Apocalipse que descobriram outro calendário Maia!
Entre as maluquices dos últimos 2 anos está a besteira inenarrável (mas que todo mundo narra) sobre aquela bosta de apocalipse maia, onde os mortos se erguerão da Terra, o véu do templo se rasgará e… ops, desculpem. Mito errado. O mito inventado pelos loucos de plantão é que em 21 de dezembro desse ano, a Terra não virará o Inferno, porque esta vai direto pro saco, mesmo.
Infelizmente, para esse pessoal, a realidade é menos absurda, como alguns arqueólogos podem comprovar, ao terem desencavado mais um calendário maia. E ele não acaba em 2012.
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Amonitas, os imortais vencidos
Muito provavelmente, você nunca ouviu falar de amonitas. No máximo, vai fazer alguma referência obscura com os "filhos de Amom", uma tribo semítica que teria, segundo o relato bíblico, descendido de Amom (óbvio), filho da relação incestuosa de Ló e uma de suas filhas travessas (a outra gerou Moab). Só que o presente artigo não tem nada a ver com um povo incerto rolando que nem folhas ao sabor do deserto palestino. Os amonitas que estou falando aqui são o grupo de animais marinhos invertebrados, que pululava os mares há cerca de 300 milhões de anos e podem ser os ancestrais de invertebrados como o nautilus, animais da família Nautilidae, conhecido pelas espirais de sua concha (e que não tem nada a ver com números mágicos, como fi, mas isso fica pra outro dia).
Cientistas, a cada dia, desvendam mais segredos no nosso amiguinho conchudo, pois ele é o que pode ser chamado de vencedor, já que conseguiu sobreviver a 3 extinções em massa, coisa que não teremos problemas também, pois estamos em vias de nos matar primeiro. Afinal, o que sabemos sobre os amonitas?
Preparativos de invasão mostram resquícios da Arca de Noé. De novo?
Obviamente, você não é desinformado. Desinformado seria se não acessasse Ceticismo.net. como podem bem saber, aquele maluco do Kony, um bandoleirozinho de meia-pataca que pretende fazer uma teocracia tão sem propósito quanto a própria existência, acabou atraindo a atenção para Uganda, um país tão sem expressão que eu duvido que você me diga a capital dele (a saber, Sri Lanka).
Os EUA mandaram fazer uma varredura no local com seus aviões-espião e acabou achando mais uma vez o que estão chamando de verdadeira Arca de Noé. Já vi este filme antes e antes e antes.
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“Pesquisadores” ainda enchem o saco com túmulo que dizem provar que Jesus ressuscitou
A falácia Post Hoc Ergo Propter Hoc ocorre quando algo é admitido como causa de um evento meramente porque o antecedeu. Essa é outra versão da Falácia da Causalidade Fictícia. É a falácia que toda superstição usa. Por exemplo: "Eu vi um cachorro cagando na rua, em seguida um carro atropelou uma velhinha. O atropelamento foi causado pelo cachorro porcalhão". Esta falácia é uma maravilha e eu posso ilustrar qualquer coisa com ela. Foi isso que o dublê de arqueólogo Simcha Jacobovici usou, abusou e lambuzou nos seus pseudodocumentários. Na verdade, Jacobovici não é arqueólogo e sim jornalista. Repeat after me: Jornalista falando de Ciência é a mesma coisa que tartaruga tentando costurar".
Para a segunda edição da SEXTA INSANA, pseudo pesquisadores ainda ficam enchendo o saco com um túmulo vazio que, se3gundo eles, prova que Jesus viveu, morreu e ressuscitou. Qual a prova? O túmulo tava vazio, logo é ÓBVIO que Jesus não estava lá. Duh! ![]()
Grandes Nomes da Ciência: Ötzi
O homem exausto dá seus passos cambaleantes. Ele só tem minutos de vida. A dor e a exaustão cobrarão caro e sua vida estará acabada dali a instantes. Ele senta-se em frente ao monte Similaun, inala o ar enregelante e dorme, para nunca mais acordar. Muito, muito tempo depois seu corpo é descoberto e para espanto de todos, era o cadáver de um homem muito, muito velho. Mais velho que a Grande Muralha da China, mais velho que os mais fabulosos anfiteatros romanos, mais velho até que as grandes pirâmides do Egito. O homem batizado como Ötzi viveu quando grandes mamíferos ainda pisavam sobre a terra e dadas as condições em que fora encontrado, ele ficou cognominado O Homem do Gelo.
Olha o passo do elefantinho e veja como ele é antiguinho
Um dos conceitos mais difundido de forma errada é o de fósseis. As pessoas pensam em fósseis como um bando de ossos encontrados em algum buraco numa terra inóspita, esquecido por todos os seres vivos que pisam lá todos os dias. Se isso fosse verdade, teríamos perdido bilhões (sim, bilhões) de anos de evidências. Não teríamos nem mesmo registros de insetos (grande revelação: insetos não possuem ossos. OHHHHH). Registros fósseis de ossos são minoria, e se você quiser "fazer" seu próprio fóssil junto com crianças, pegue massinha de modelar, e "imprima" nelas algumas conchas, pés de galinha ou peixes de plástico. Ao tirar as peças, teremos uma evidência que ali tinha um ser "vivo"; pois fósseis são evidências que um ser vivo deixou para trás.
Até mesmo pegadas são consideradas como registros fósseis, e várias delas foram achadas no deserto árabe, registrando uma trilha de antigos elefantes que viviam na região.
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Behold my country house, mortals!
O bom de viver no futuro de um antigo presente (ou presente do que foi futuro um dia) é poder ver coisas fantásticas. Claro que ainda há gente vivendo hoje num passado que há muito tempo já passou. Não é para eles o que tenho para mostrar. SENHORES! Contemplem 40 séculos de História que pouco se importa com sua ridícula existência e frugal tempo de vida. Eu vos dou… as Pirâmides!
O misterioso sacrifício em massa peruano
Matírio. Um sofrimento sem propósito, na maioria das vezes (pra não dizer quase sempre). Grupos religiosos clamam para si que mártires jamais fariam a burrada de se submeter a sofrimentos por livre e espontânea vontade se não houvesse um propósito maior. Isso até tem um certo grau de fundamento, EXCETO se não prestarmos atenção aos detalhes. Não é uma questão de "fulano se matou em honra ao seu deus, logo seu deus existe". Fulaninho se matou (ou se deixou matar) por dois motivos: 1) É idiota; 2) Ele acreditava que estava honrando seu deus. Há vários exemplos na história da humanidade e um dos que mais gosto são os kamikases, que montavam no avião cheio de explosivos e se atiravam nos navios americanos, crentes que eram o vento sagrado (a tradução de "kamikase"), honrando o deus-vivo: o Imperador.
Pessoas matando e morrendo em nome de seus(s) deus(es) não é novidade e não começou com os seguidores do Jim Jones ou o tosco do Justino Mártir. Isso foi evidenciado em muitas culturas, como os arqueólogos que descobriram um sítio arqueológico com restos do que seria um ritual de sacrifício que data da época pré-inca. E o que se vê lá é aterrador.
