Li um artigo de John Tierney para o The New York Times em sua coluna Findings sobre a suposta conquista do Pólo Norte por Frederick A. Cook e Robert E. Peary. O artigo era intitulado “A Clash of Polar Frauds and Those Who Believe”, que em uma tradução séria seria vertido para “Um choque de fraudes polares e aqueles que acreditam”, onde o Terra teve a delicadeza de alterar para “Chegada ao Pólo Norte em 1909 foi maior fraude da Ciência“. Claro que não perderei meu tempo com tradutores e suas manchetes bombásticas, já que eles precisam chamar a atenção e, bem, sabemos como brasileiro adora mudar títulos e o cinema é uma prova maravilhosa disso.
O artigo versa sobre como os dois exploradores arrancaram uma grana de alguns patrocinadores – o The New York Times (vamos abreviar para NYT) era patrocinador de Robert Peary, e aposto que ainda deve guardar rancor até hoje – sem que tivessem realizado absolutamente nada. O artigo menciona que isso foi “uma grande fraude na ciência”, mas que a tradução retardada do Terra traduziu como “uma grande fraude da ciência”. Aliás, é um artigo interessante, ainda mais que ele exprime algo que nós, difusores do pensamento científico, tanto adoramos: provas e evidências. E foi justamente isso que os dois pseudo-exploradores não apresentaram. Continuar lendo “A conquista do Pólo Norte e os problemas de acreditar sem provas”

Presente tanto em casas de ricos quanto nas de pobres, em muros de casas e de presídios, em hospitais e quartéis. Não saberíamos, hoje, realizar nenhuma construção sem o auxílio dele, o cimento. Na Grécia e Roma antigas, as construções eram feitas com pedras (em geral mármore, mas que dependia da edificação em questão) unidas por argamassa, consistindo em cal extinta – hidróxido de cálcio, Ca(OH)2 – misturado com areia e água, formando uma massa espessa. Exposta ao ar, essa mistura vai perdendo a água e solidifica-se ao absorver o CO2 da atmosfera formando carbonato de cálcio (CaCO3). Contudo, este processo é muito lento. Só para se ter uma idéia, alguns edifícios romanos de mais de 2000 anos possuem núcleos de cal extinta que não tinha reagido ainda no interior da argamassa. Que coisa, não?
Neurônios são uma das famosas “células nervosas”, mas não são chamados assim porque vivem de TPM. Eles, assim como as células gliais, são responsáveis por todo o nosso sistema nervoso, responsável por detectar estímulos externos e internos, tanto físicos quanto químicos, desencadeando as respostas musculares e glandulares. Assim, é responsável pela integração do organismo com o seu meio ambiente.
Continuando a semana das insanidades, eu fico cá pensando se as pessoas têm razão quando dizem que orações espantam os males e, acima de tudo, devemos agradecer a Deus pelas graças alcançadas. Não sou um cara ruim, sempre dou um voto de confiança no que falam pra mim, mas depois que eu leio o caso do austríaco azarado, eu reafirmo em dizer que orações ajudam muito, menos quando se precisa delas.
A jornalista sudanesa Lubna Ahmed al-Hussein foi condenada a um mês de prisão após se recusar a pagar uma multa por “se vestir de forma indecente” porque estava usando calças, segundo informações divulgadas pelos advogados nesta segunda-feira (07/09). Ela recusou-se a pagar a multa de US$ 200 “para não dar nenhuma legitimidade ao veredicto”, informou o advogado Nabil Adib.
Você, meu caro amigo, é daqueles que quando vai falar com alguma
Por séculos, contos de fadas vêm sendo contadas geração após geração. Os mais famosos autores são os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm (não percam tempo vendo o filme sobre eles). Histórias de aventuras, heroísmo, sangue (sim, sangue e violência; basta prestar atenção), terminando sempre com um fundo moral. Pode a ciência determinar a origem desses contos e tradições? Sim, pode.
O Brasil tem um problema sério com seu jornalismo. Eles deveriam ser um veículo de informação, mas agem no sentido inverso. Quando o
É lamentável quando vemos a degradação do ser humano. Não que, de uma maneira geral, sejam ou foram éticos, uma boa parcela não é, e a história humana é pontilhada de atos de barbarismo. O problema da Ética é que ela é baseada em conceitos subjetivos e, como eu costumo dizer, qualquer conceito inexiste no mundo real (em breve, um artigo sobre isso). Mas quando vemos dois adolescentes da Inglaterra – que deveriam estar jogando vídeo-game ou lendo revistas educativas no banheiro – cometendo atos de extrema violência, a ponto de agredir outras crianças, a ponto de causar a morte de uma delas, é para deixarmos de lado a visão Pollyana da vida e encararmos o mundo real, Neo. Esta é a segunda edição da SEXTA INSANA.
Eu fico felicíssimo quando vagabundos entram pelo cano. Podem acreditar, só tem uma coisa que me dá mais prazer (tá, muitas outras coisas me dão mais prazer, mas é um recurso poético): uma desclassificada tomar pela cara uma punição para deixar de ser metida a experta e arrumar dinheiro às custas dos outros. E quando fica patente que a dita cuja não passa de uma enganadora, o Céu é o Limite! Esta é a história de uma vidente que previa muitas coisas, só não previu que a prefeitura de Sampa iria radicalizar e meteu-lhe uma multa de 70 mil lulinhas pela goela adentro. Será que a “distinta” não previra isso? Senhoras, senhores e outros! Com vocês, SEXTA INSANA!