
Nas profundas profundezas, ocorre um tipo de tragédia que acontece em câmera lenta e que quase ninguém vê com o drama que merece: o branqueamento dos corais. Quando a água esquenta além do que o bicho aguenta, ele expulsa as microalgas que moram em seus tecidos e que lhe fornecem a maior parte da energia. Sem elas, o coral fica branco como um fantasma e passa fome. Muitas vezes morre, soterrado por algas oportunistas que aparecem para o velório e ficam com o imóvel.
Recuperar-se disso é possível, mas lento. Os sobreviventes dependem de algumas algas remanescentes que se multipliquem, ou de captar as que flutuam pela água e pelos sedimentos, em quantidades minúsculas. Tudo isso leva meses. Para um coral em crise, é como esperar o Bolsa Família chegar de pombo-correio. Pois, bem, cientistas acabam de descrever um atalho tão simples que quase soa como piada: encostar o coral doente num saudável. Continuar lendo “O coral branquinho que apelou para o colorido”








Um dos grandes problemas da quantidade enorme de dióxido de carbono no ar é que ele vai pros oceanos. A boa notícia é que CO2 é pouco solúvel em água, e o pouco que se dissolve gera um ácido bem fraco. A má notícia é que isso é totalmente irrelevante dada a imensa quantidade de CO2 emitido, o que efetivamente causa acidez nos oceanos. Ok, seria pior se fosse SO3, mas a parte pior é que a poluição atmosférica também conta com óxidos de enxofre e nitrogênio.
Plásticos são uma solução que se tornou um problema. Seus fragmentos, chamados “microplásticos” estão zanzando pelo oceano e, ao que parece, proibir sacolas de supermercado, canudinhos de refrigerante e copos plásticos não fez a menor diferença. Provavelmente, que a fonte de plásticos não é isso, mas todo mundo ficou com consciência tranquila de “fizemalgumacoisa”. Só que a quantidade de plásticos não para de crescer e já está formando um solo oceano por cima do solo oceânico, e isso vai dar muito, mas muito ruim!