O problema nº 1 de fazer o nº 2 no Espaço

A corrida espacial nos deixou imagens gloriosas: marcas de botas no solo lunar, bandeiras fincadas e frases para a posteridade. O que não entrou nos cartazes foi a logística do outro extremo do corpo humano. Nos tempos do programa Apollo, o banheiro era um saquinho preso com adesivo, e a tripulação da Apollo 10 teve a companhia inesperada de um visitante flutuante que ninguém quis assumir. Meio século depois, a engenharia evoluiu: existe vaso sanitário em órbita, e o problema de fundo segue ali, teimoso como boleto de condomínio: a prisão de ventre no Espaço.

Sabia-se que o intestino de quem deixa o planeta fica preguiçoso, mas faltava uma explicação sólida. Pesquisadores da Universidade de Copenhague, em colaboração com a NASA, foram buscá-la onde ela estava escrita em letras químicas miúdas: no sangue de 52 astronautas: 488 amostras, em missões de dois a nove meses a bordo da Estação Espacial Internacional. O achado sugere que, poucas semanas depois de sair da Terra, as bactérias intestinais mudam de cardápio, e não para melhor. Continuar lendo “O problema nº 1 de fazer o nº 2 no Espaço” →

Cientistas estudam cocô antigo e descobrem que pessoal andava cheio de parasitas, fora o cunhado

Normalmente temos a impressão que gente rica cuida melhor de si. Não é que seja uma mentira, mas devemos ter em mente que preocupações com higiene não é algo que sempre esteve presente em todas as sociedades. Romanos, por exemplo, davam muito valor à higiene, com seus imensos banhos e privadas coletivas, com um sistema de esgoto que carregava tudo embora, enquanto você ficava lá sentado no troninho, colocando a fofoca em dia.

Mas e como ficava o uso privado da privada na vida privada? No caso de judeus ricaços no 6º século Antes da Era Comum pode-se dizer que a saúde era uma merda. Continuar lendo “Cientistas estudam cocô antigo e descobrem que pessoal andava cheio de parasitas, fora o cunhado” →

Privada tecnológica examina o seu cocô, o seu xixi e fica de olho no seu olho

Estamos no moderno mundo tecnológico 2.0, internet das coisas e outras bobagens modernoides, reinventando coisas que já existiam, mas de forma menos eficiente; mas aí é só colocar uns leds RGB e vender como “gamer”. Se você acha que chegamos nas maravilhas tecnológicas de uma casa hiperconectada, pense que ainda falta muito, ou, pelo menos, uma coisa: a sua privada.

Sim, amiguinho, seu querido troninho, onde muito provavelmente onde você está sentado agora, lendo o meu blog no celular. Pois saiba enquanto você está aí sentado, seu vaso está analisando suas fezes e sua urina. Capaz de saber até que sua mulher está lhe traindo, sua filha está grávida, seu cachorro tem vermes e o motor do seu carro está batido.

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Transplante de fezes ajuda a combater o câncer

Eu gosto da paranoia estúpida de gente que berra aos quatro ventos que não existe a cura do câncer pois a Big Pharma impede, de forma que viva lucrando às custas das pessoas doentes. O fato de não haver “O” câncer, mas quase 200 tipos de doenças que recebem esta classificação, e 80% delas serem curáveis, nunca entra na conta. Agora, temos mais um tratamento promissor contra o câncer: transplante autólogo de microbiota fecal. Gostou do nome? Pois é. Basicamente, é transplante de cocô.

Eu espero você parar de fazer cara de nojinho.

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Pílula do cocô usada para combater infecções intestinais

Nenhuma doença é legal, mas com certeza as que acometem o intestino estão entre as mais infames, desconfortáveis e muitas vezes fatal. Há muitos tratamentos, inclusive em que cocô é transplantado de um intestino pro outro, mas será que não poderíamos simplificar isso? Bem, se simplificação que você quer, simplificação é o que a Ciência te dará. Que tal uma pilulinha de cocô?

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Corais são ameaçados por bactérias de fezes humanas

Pois, é. Mais uma daquelas notícias em que uma interjeição da linha "que merda!" é mais do que acertada. Você pode sequer desconfiar, mas o ato de fazer o "número 2" pode ser um ato assassino, onde os defensores dos animais – os éticos vegans – gritam (O Horror! O Horror!) até que são silenciados subitamente. E tudo isso por causa de uma coisa que não existe: a Evolução por Seleção Natural, onde micro-organismos que estavam felizes e plenamente adaptados ao seu habitat preferido (no saco, o seu cocô), acabam adquirindo a capacidade de viver em outro ambiente. E nem sempre isso é legal com os moradores antigos.

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