O seu cérebro tem duas certidões de nascimento

Você aprendeu na escola que a célula é a menor unidade estrutural e funcional dos seres vivos. Aprendeu também que células especializadas se reúnem em tecidos e que tecidos diferentes se combinam para formar órgãos. Coração, fígado, pâncreas, cérebro: cada um sendo uma peça só, singular, simples, sem complicação (salvo quando bate um câncer ou alguma outra doença que estraga tudo). Com o avanço dos estudos, você descobriu que o cérebro tem dois hemisférios que trabalham em parceria, conectados pelo corpo caloso, e que, em boa parte, o direito comanda o lado esquerdo do corpo e o esquerdo comanda o direito. Simples, não? Só que a Ciência avança e adora complicar as coisas!

Um grupo de especialistas em desenvolvimento embrionário resolveu mexer na certidão de nascimento do órgão mais badalado do corpo, aquele que escreve poemas, resolve equações e ainda esquece onde deixou a chave do carro. E a divisão que eles encontraram não tem nada a ver com direita ou esquerda (não estou falando de política, seus retardados que chegaram aqui pelo Google). Continuar lendo “O seu cérebro tem duas certidões de nascimento” →

Cientistas invocam o MAL para salvar paciente

A maioria das pessoas sabe o próprio tipo sanguíneo de cor, como o número do calçado, e dá o assunto por encerrado. Só que a superfície de um glóbulo vermelho lembra mais um condomínio lotado do que uma ficha de cadastro, e é nesse território, cheio de marcadores moleculares que quase ninguém conhece, que a história de hoje se passa.

Pois um grupo de cientistas britânicos resolveu um enigma que durava meio século. O antígeno AnWj foi identificado em 1972, ano de O Poderoso Chefão e da última missão Apollo à Lua, e desde então ninguém sabia qual gene o fabricava nem qual proteína o carregava. A resposta veio com brinde: um sistema sanguíneo inédito, batizado de MAL. Continuar lendo “Cientistas invocam o MAL para salvar paciente” →

O surpreendente Homem de Cheddar

Em 1903, alguns trabalhadores escavavam tranquilamente dentro de uma caverna no desfiladeiro de Cheddar, em Somerset, quando encontraram algo que não deveria estar ali, pelo menos não à vista. Um corpo. Não enterrado com cuidado, não acompanhado de objetos, não transformado em memória. Apenas um esqueleto, encolhido, esquecido, preservado pelo acaso e pela pedra durante cerca de dez mil anos.

Ele já estava ali antes de qualquer coisa que hoje chamamos de civilização europeia. Antes da invenção da escrita, antes das pirâmides, antes de Stonehenge. Ainda assim, quando o encontraram, fizeram o que sempre se faz: deram um nome e encaixaram numa narrativa confortável. Chamaram-no de Homem de Cheddar e decidiram, sem muito debate, que ele era o “primeiro britânico”. Continuar lendo “O surpreendente Homem de Cheddar” →

Pesquisadores dão gás nos genes de ratinhos e os deixam prestes a dominar o mundo

No filme Sem Limites, o loser toma uma pilulinha que o deixa bem mais inteligente, fazendo com que preste mais atenção nas coisas e seu cérebro comece a trabalhar a mil por hora. Claro, parte disso é ficção. O melhor mesmo seria uma mutação genética induzida para lhe deixar que nem o Líder, né?

Bem, pesquisadores descobriram em ratos o que eles acreditam ser a primeira mutação genética conhecida a melhorar a flexibilidade cognitiva. Estamos praticamente esperando algum deles ficar cabeçudo e querer dominar o mundo.

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A incrível família de pessoas azuis

Imagine que você é um médico e chama o próximo paciente. Ele chega trazendo a esposa, que não está passando bem, mas você não consegue tirar os olhos do marido. Motivo? Ele tem pele azul. Como isso aconteceu? Invasão alienígena? Papai Smurf safadeenho andou aprontando das suas? Não, nada disso, apenas um exemplo de como Evolução acontece, selecionando indivíduos, e fazendo-os sumir.

Genética prega sempre umas peças, não é mesmo?

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Pesquisadores estudam mutantes para melhorar a vida do Homo sapiens

A vida de mutantes não é fácil. Os Homo sapiens estão de frente para pessoas (podemos dizer que mutante é gente?) com diferentes características, capacidades e habilidades. Muitos deles só querem viver em paz com os chamados “normais”, mas quando seus genes mutantes se apresentam, e fica evidente a sua diferença, muitas pessoas chegam a ficar com medo. Alguns acham que uma simples cirurgia resolve a parte diferente. Será mesmo? Eu acho que podemos aprender muito com nossos irmãos mutantes.

Como os que possuem polidactilia.

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Como o gene ORAl1 pode dar ruim e detonar com seus dentes

Dê um sorrisão. Gosta dos seus dentões, hein? Esses grandes amigos ajudam a mastigar, triturar, esmagar, rasgar e transformar sua comida, junto com a saliva, numa massa disforme inrreconhecível, embora ainda apetitosa, pronta para ser engolida. Legal, né? Dentão saudável este seu, né? Bem, agradeça aos seus genes por estarem lá em perfeito estado, principalmente o ORAI1. Uma mutação neste sem-vergonha não vai te dar poderes x-men. A não ser que você considere um poder x-men a perda de cálcio nas células do esmalte e mineralização defeituosa do esmalte dentário.

Em outras palavras. O projetão inteligente poide derrapar, ocorrer uma mutação e você ter grandes chances de ficar banguela.

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Pesquisadores mapeiam de genes que datam das Cruzadas. Jornaleiro se preocupou com a cabeça

Guerras hoje são muito o do sem-graça. Segundo historiador militar e filósofo capitão Rodrigo Cambará, guerras existem para dar diversão aos homens. Ficar numa salinha com ar-condicionado e um whey do lado apertando botões para que um Predator mande umas democracias do outro lado do mundo é algo que qualquer mané faço. Isso nem dá mais terror, só faz pessoal ficar bolado. Bom mesmo era antigamente, quando nossos ancestrais saíam na porrada no mano-a-mano, esmagando os seus inimigos, vendo-os fugindo diante de você e ouvindo o lamento de suas mulheres. Isso sim era maneiro. O cara tá lá escondido numa fortificação, aquele covarde? Manda-se um recado. Como? Catapultando a cabeça de alguém com aquele recadinho silencioso “saca só o que eu vou fazer contigo!”.

Mas calma lá. isso você acha hardcore demais? Pois melhora (ou piora, dependendo de qual lado você está lutando): há evidências que pessoal juntou o insulto à injúria e mandou a cabeça de um camarada não só para espalhar terror, mas doenças também, comprovando mais uma vez que guerra biológica não é coisa recente.

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Células-tronco viram neurônios. Já sabemos o que você tem na cabeça (fora isso)

Teve época que se acreditou que as pessoas nasciam com determinada quantidade de neurônios, eles se reproduziam até certa idade e ba-bau. Já era. Eles só aumentavam de tamanho e só. Se você perdesse, problema seu. Sim, se acreditou nisso, mas Ciência não se baseia em crenças. Ciência se baseia em análise e revisão contínua do que se sabe. Ciência não é uma religião. Se alguém não prova algo em contrário, não é problema do conhecimento vigente.

O que se sabe agora é que, pelo menos, duas regiões do cérebro (os centros que processam o olfato e o hipocampo, responsável pela aprendizagem e memória) desenvolvem novos neurônios ao longo da vida.

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Ratos dentuços por encomenda

Você, como todo humano (você é humano, né?) é um tosco em termos de dentição. No máximo, tem uns dentinhos de leite até chegar a dentição definitiva. Perdeu um da dentição definitiva? Ha! Ha! SE FERROU, IRMÃOZINHO! Em compensação, répteis e peixes em sua maioria não têm este problema. Vários deles têm múltiplos conjuntos de dentes durante a sua vida. Fica a pergunta: em que ponto a Seleção Natural agiu para haver esta disparidade de formas de dentição??

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