A recente tentativa de suicídio do ator Owen Wilson chocou muitas pessoas. Ele é uma estrela da comédia que inclui filmes como “Zoolander” e “Starsky e Hutch”, é rico, famoso e foi honrado com uma indicação ao Oscar. Ele também esteve deprimido por meses.
Sua tentativa pode ser inesperada, mas não é tão incomum. Em geral as pessoas subestimam demais a incidência de suicídio.
Aproximadamente 30 mil pessoas morrem nos EUA a cada ano através de suicídio. É a nona maior causa de morte naquele país e é mais comum para homens do que para mulheres.
E não é apenas um problema dos EUA. O suicídio é a segunda maior causa de falecimento para os adolescentes canadenses e jovens adultos. No mundo todo estima-se que haja entre 10 e 20 milhões de tentativas de suicídio a cada ano.
O suicídio, em realidade, é maior que a taxa de homicídio: aproximadamente um terço a mais de pessoas se suicida do que morre pelas mãos de outros.
Portanto para cada dois homicídios que você ouve, três pessoas se suicidaram.
Uma das causas pelas quais as pessoas acreditam que o homicídio é mais comum é por causa da seletiva cobertura da mídia.
A maior parte das pessoas fica sabendo das mortes (como acidentes, homicídios e suicídios) não por experiências pessoais, mas da mídia. Enquanto os assassinatos aparecem nas manchetes todos os dias as tentativas de suicídio não são normalmente consideradas bom material à não ser que a vítima seja famosa (como Owen ou o músico Kurt Cobain) ou seja parte de um grupo (como a seita Heaven´s Gate).
Há outra razão pela qual jornalistas relutam em cobrir suicídios: Elas podem levar aos copiadores ou ao que é chamado de “contágio suicida”, em que outros que estavam considerando o suicídio ficam mais propensos a se matarem depois de verem as notícias. Mesmo que isso não seja comum, acontece, e ajuda a manter os verdadeiros custos do suicídio longe da mente pública.
Fonte: LiveScience
