“Era uma vez um homem que teve um sonho: Ir até alua, colocar os pés lá e voltar em segurança”. Isso até podia ser início de algum seriado dos anos 80 (bem, quase isso), mas foi Kennedy, não por amor à Ciência ou ao espírito aventureiro, mas para mostrar pros soviéticos que se eles podiam mandar o Homem à Lua, eles podiam meter um ICBM no meio do Kremlin quando quisesse.
Assim começou o Projeto Apollo, mas nada é como nos filmes. Ninguém tem um insight genial que salva tudo de uma hora para outra. Às vezes merdas acontecem, e a tribulação da Apollo 1 foi testemunha disso.
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Eu já fui uma criança um dia. Não pegava gatinhos para sacrificar em honra a Satã (eram lagartos e em homenagem a Dagon). Diferente das crianças de hoje, que leem estas merdas de Percy Jackson, Dive-detergente e outras coisas toscas e mal-escritas. Eu vivi num tempo em que a gente se aventurava, não pelos profiles dos "amiguinhos" no Facebook para xingá-los ou escrevia besteira no Secret. Líamos clássicos como o Médico e o Monstro, O Último dos Moicanos entre outros títulos. Mas, claro, em termos de aventura, poucos se comparam e ele: o Pai da Ficção Científica Moderna: Júlio Verne.
Em tempos de mandarmos sondas, rovers e satélites para Marte, enquanto o Brasil investe em um satélite que mais serviu de míssil balístico, estamos apenas esperando o momento em que pudermos mandar um astronauta para o Planeta Vermelho. O problema está que a viagem é longa e o máximo que se puder tornar a vida dos tripulantes o mais confortável possível, mais garantida será o sucesso da missão, pois se comida de hospital já é uma bosta, imaginem aqueles trecos que são servidos na Estação Espacial Internacional.
Eu sou um admirador do Universo. Todo ele, como uma coisa única,. um sistema único, algo incomparável, até que me mostrem outro universo. Seu tamanho é absoluto, suas dimensões causam um nó no nosso pensamento primitivo, incapaz de racionalizar com perfeitção algo que escape do alcance de nossos olhos.
Não conheço um autor de ficção científica que não use o método de hibernação para astronautas em suas histórias. Desde Alien – o 8º Passageiro até Eclipse Mortal, passando pelo Fim da Infância, de Arthur Clarke, entre muitas outras obras, usam esse artifício. Mas por quê?