Poucas belezas naturais se comparam ao Grand Canyon, no estado norte-americano do Arizona. Sua beleza e imponência mostram como somos ridículos perante escalas geológicas e só mesmo um imbecil acha que aquilo foi feito para agradar a estúpidas amebas de duas pernas. É chocante saber que seus 446 km de extensão (maior que a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo), sua largura máxima de 29 km e quase 2 km de profundidade nada mais são que o efeito da água. Sim, água, pois o Grand Canyon foi esculpido durante bilhões de anos de erosão, tendo como principal agente erosivo o rio Colorado. Maiores informações poderão ser encontradas no site da UNESCO.
Nada na Terra se compara ao Grand Canyon, mas o universo não é apenas o pálido ponto azul. Há algo similar… não, MAIOR que o Grand Canyon. É o Valles Marineris, localizado no planeta Marte.
Continuar lendo “Valles Marineris, um passeio por uma imensa rachadura”

Quando somos apresentados às maravilhas do Sistema Solar, a primeira coisa sobre a qual nos falam é a Lua. Claro, não poderia ser diferente. Ela é o corpo celeste mais próximo a nós, orbitando de sua distância fria e indiferente se estamos vivos ou mortos. Nós a Vemos todo0s os dias (salvo noites nubladas e de Lua Nova, obviamente), e mesmo assim ela pouco se dá aos pobres primatas largados por aqui. Somos apenas meros (quase) 7 bilhões de indivíduos, ridículos em comparação aos insetos. A Lua realmente deve dar mais importância aos insetos, mas o amor não é correspondido, pois os insetos também não se importam com a Lua. Mas ela está lá, girando por milhões de anos e ainda continuará girando ao nosso redor por outros (longos) pares de anos. Vemos a calma luz branca refletida pela sua superfície, iluminando nosso caminho, nossos pensamentos. Erguemos a mão tentando alcançá-la, mas Jaci é caprichosa e não se deixa pegar tão facilmente, em sua posição muito longe de nossos dedos. Como poderíamos saber a qual distância ela está? E o seu tamanho? Talvez possamos encontrar no Livro dos Por quês.
Atacama, no Chile, é um lugar desolado. É considerado o deserto mais alto e mais árido do mundo, onde em algumas partes não chove há centenas de anos e a baixíssima umidade torna-o não só um lugar completamente inóspito, como o paraíso dos astrônomos. Um dos maiores pesadelos para alguém que vasculha o firmamento, em busca de corpos celestes é a umidade, que causa distorções ópticas nas imagens trazidas pelos caríssimos telescópios. Dessa forma, cientistas preferem um lugar onde haja pouca umidade atmosférica e o Atacama é um verdadeiro Nirvana para isso.
Indiscutivelmente, Carl Sagan foi um dos maiores– senão o mais famoso – divulgador científico da Era Contemporânea. Sua inesquecível série Cosmos (disponível na sua rede P2P favorita) foi responsável por muitos jovens quererem seguir a carreira científica, como este que vos escreve. Sua frase mais emblemática talvez tenha sido “Para se fazer uma torta de maçã, é necessário que se crie o Universo”, seguido de “Estamos na praia do Oceano Cósmico(…) e a água parece convidativa”.
Não conheço um autor de ficção científica que não use o método de hibernação para astronautas em suas histórias. Desde Alien – o 8º Passageiro até Eclipse Mortal, passando pelo Fim da Infância, de Arthur Clarke, entre muitas outras obras, usam esse artifício. Mas por quê?
O Universo é maravilhoso. Tudo certinho, nos seus lugares, onde nada de ruim acontece. Isso só pode ser uma obra magnânima, de um Projetista Inteligente; afinal, quem seria o Projetista que faria algo ruim, pérfido e capaz de devastar qualquer coisa que esteja por perto?
Antes que os astronautas ponham os pés em Marte uma infinidade de desafios técnicos precisa ser superada. Proteger os viajantes espaciais do bombardeio de partículas energéticas não é certamente o último entre eles. Fora da atmosfera e do campo magnético que protegem a Terra partículas supersônicas geradas no interior de estrelas investem furiosamente zunindo pelo espaço e bombardeando violentamente tudo o que encontram pelo caminho ? inclusive astronautas. Nos seres vivos, podem causar destruição de material genético.
Antes que os astronautas ponham os pés em Marte uma infinidade de desafios técnicos precisa ser superada. Proteger os viajantes espaciais do bombardeio de partículas energéticas não é certamente o último entre eles. Fora da atmosfera e do campo magnético que protegem a Terra partículas supersônicas geradas no interior de estrelas investem furiosamente zunindo pelo espaço e bombardeando violentamente tudo o que encontram pelo caminho ? inclusive astronautas. Nos seres vivos, podem causar destruição de material genético.