Focas e leões-marinhos têm de fato um ancestral terrestre, conforme sugeriu Charles Darwin há 150 anos. A confirmação veio com a descoberta no Canadá de grande parte do esqueleto de um animal que viveu há cerca de 24 milhões de anos. A espécie, batizada de Puijila darwini, representa provavelmente uma transição dos mamíferos terrestres para o mar.
Os fósseis desse animal foram descobertos em uma cratera na ilha Devon, no distrito de Nunavut, extremo norte canadense. A descrição da nova espécie, feita por pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos, foi publicada na revista Nature. Continuar lendo “Descoberto ancestrais das lontras”

Em 1859, Charles Darwin, um dos idealizadores da teoria da evolução por seleção natural, publicou seu livro mais famoso, A origem das espécies. Para esse naturalista inglês, explicar a multiplicação das espécies – segundo ele, “o mistério dos mistérios” – era um desafio.
Pesquisadores do Museu de História Natural de Londres (NHM, em inglês) descobriram um peixe com presas feitas de osso. A criatura, apelidada de “peixe-drácula”, tem cerca de 17 milímetros de comprimento e foi encontrada em um único córrego em Myanmar. Os cientistas acreditam que um processo evolucionário levou o peixe a perder os dentes e, mais tarde, fez com que ele desenvolvesse presas de ossos.
Um estudo realizado pelo Instituto Butantan, em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, pode ajudar, no futuro, no desenvolvimento de uma vacina humana contra leptospirose, provocada pelo contato com água contaminada. A pesquisa revela como as bactérias do gênero Leptospira, causadoras da doença, escapam das defesas imunológicas do organismo.
Pesquisadores encontraram em Ileret, Quênia, pegadas de cerca de 1,5 milhões de anos, pertencentes a hominídios e publicaram na revista Science um artigo descrevendo a descoberta dessas antigas pegadas. O resumo você pode ler
Um estudo brasileiro acaba de contestar uma ideia largamente aceita desde o século XIX: a de que a maior capacidade cognitiva do ser humano se deve a seu cérebro relativamente avantajado. Os resultados mostram que o tamanho e o número de neurônios do cérebro humano são compatíveis com os de um primata de nosso porte – nem maiores, nem menores do que o esperado.
A pareidolia é o fenômenos de ver e ouvir coisas que não estão lá. Trata-se meramente de nossa capacidade de reconhecimento que entra em curto e queremos ver coisas que, em princípio, não estão lá. Mas, as semelhanças fazem com que façamos ligações mediante nossa vivência. Assim, pessoas vêem Jesus em torradas, monstros em explosões e santas em vidraças.
Spore é um jogo idealizado pelo mesmo criador do
Pesquisa analisou misterioso osso da coxa do hominídeo africano Orrorin tugenensis. Conclusão é que criatura andava ereta, tal como australopitecos, bem mais recentes. Uma dupla de pesquisadores americanos pode ter conseguido um feito raro nos estudos sobre a evolução humana: simplificar um pouco as coisas, em vez de complicá-las. Analisando a anatomia de um dos mais antigos ancestrais do homem, o Orrorin tugenensis, de 6 milhões de anos, eles concluíram que ele era bípede, com um andar muito parecido com o dos australopitecos, velhos conhecidos dos antropólogos.
Uma espécie de minhoca de 30 cm de comprimento, que vivia no fundo do mar, pode ter sido o primeiro ser vivo a praticar sexo, há pelo menos 565 milhões de anos, segundo descoberta da paleontóloga Mary Droser, da Universidade da Califórnia Riverside. A paleontóloga e sua equipe argumentam que o ecossistema da Terra já era complexo muito antes do que se pensava, ainda na Era Neoproterozóica, quando começaram a aparecer os primeiros organismos multicelulares.