Publicado o primeiro volume da Enciclopédia Microbiológica

Cientistas adoram bactérias. Não porque elas podem ser patogênicas ou ajudar no nosso trato digestivo; mas porque são seres vivos simples e nos fornecem dados importantes, onde podemos mapear muito facilmente seu código genético. Alguns cientistas separam as classificações Archaea e Bacteria como dois reinos independentes, mas a maioria ainda classifica ambas como pertencentes ao mesmo reino: o Monera, embora este esteja caindo em desuso.

Archaeas são organismos procariotas (seu material genético não está protegido por uma membrana nuclear, e sim disperso como pedaços de macarrão numa sopa), sobrevivendo em ambientes extremos, como fontes de água quente, lagos ou mares muito salinos, pântanos (onde produzem metano) e ambientes ricos em gás sulfídrico e com altas temperaturas; por isso, são também chamados de Extremófilos. Como são seres muito rudimentares, qualquer deriva genética incapacitará sua aptidão de sobreviver nesses locais. Por isso, sua variância é quase nenhuma, pois as espécies derivadas desses extremófilos não estavam aptos para sobreviver e morreram sem deixar descendentes. A Seleção Natural dá, a Seleção Natural toma.

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Conflitos sexuais e evolução moldam a morfologia genital dos patos

Pela foto aí ao lado, você pode até estar pensando que o pobre patinho está morrendo à míngua, com suas tripas expostas ao vento, morrendo de uma forma brutal. Na verdade, não. Aquilo que você está vendo ali esticado não tem nada a ver com os intestinos, é o pênis do dito pato.

Não, você não leu errado, logo, pare de ficar se admirando no espelho achando que é o tal. Aquele pato tem um pinto (irônico, não?) maior que o seu em todos os sentidos. O pior é que, como divulgador de Ciência, acabo tendo que compartilhar histórias assim. A vida não é fácil. A dita realmente é dura… Continuar lendo “Conflitos sexuais e evolução moldam a morfologia genital dos patos”

Cientistas pesquisam a origem dos nematódeos

Cientistas da Universidade de Wageningen publicaram a maior árvore filogenética de nematóides, em cooperação com o Dutch Plant Protection Service e da Universidade da Califórnia na edição de novembro da revista Nematology. Ele contém mais de 1.200 espécies e é inteiramente baseado na análise de dados da seqüência do DNA.

As diferenças na apreciação dos nematóides têm resultado em inúmeras classificações e isso confunde muito a comunicação científica. Uma vantagem da utilização de dados moleculares é que ela permite uma enorme expansão do número de caracteres. Os autores apresentaram então, uma árvore filogenética baseada em 1215 pequenas subunidades de sequências de DNA ribossomial, abrangendo uma vasta gama de táxons de nematóides. Continuar lendo “Cientistas pesquisam a origem dos nematódeos”

Pesquisa afirma que dinossauros tinham sangue quente

Dinossauros sempre atraíram a atenção das pessoas. Se formos parar para pensar, realmente deveriam ser algo ímpar de se ver, tirando o fato que um T-Rex com fome não seria algo tão legal de se ter por perto. Ainda assim, foram criaturas maravilhosas, quase saída de um livro de contos-de-fadas, que nem unicórnios, dragões voadores, monstros marinhos, áspides e baleias capazes de engolir gente.

O biólogo inglês Richard Owen trabalhou com anatomia comparada e paleontologia, e foi ganhador de várias medalhas e comendas por seus trabalhos. Foi ele quem cunhou o termo “dinossauro”, para indicar os repteis de ossos gigantes que encontrara no sul da Inglaterra. Tal termo significa “lagarto terrível”; mas, infelizmente, Owen cometeu um pequeno erro aqui, posto que os dinossauros não tinham muito a ver com lagartos e sim com aves e mamíferos, como pôde comprovar uma pesquisa recente, demonstrando que dinos tinham sangue quente, ou seja, eram endotérmicos e não ectotérmicos. Continuar lendo “Pesquisa afirma que dinossauros tinham sangue quente”

Pesquisa mostra conflito de biólogos evangélicos

Fé e Ciência. Duas proposições que muitos alegam ser excludentes mutuamente. Pessoas com baixa capacidade cognitiva (aka idiotas) acham que a crença numa religião faz com que tudo o que aprendemos até hoje não passa de mentiras, ainda mais se isso vai de encontro à sua religião. Alguns religiosos, quando ingressam numa faculdade, são apresentados a um mundo novo. Obviamente, estou me referindo a cursos universitários de verdade e não tosqueiras como Teatro, Dança ou Filosofia. assim, quando um religioso presta vestibular pro curso de Biologia, ele vai de encontro ao que sua crença diz. O que acontece então?

Um pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostra os conflitos vividos por estudantes evangélicos que querem se tornar professores de ciências. A maioria deles duvida da veracidade da teoria da evolução, de Charles Darwin, mas garante que não vai ensinar nas escolas que Deus criou o homem e o mundo. Sinceramente, eu considero isso como hipocrisia. Vejamos: o cara vai ensinar uma coisa que foi provada milhares de vezes, mas ele não acredita. Torna-se professor de algo que ele duvida, mas não consegue (nem nunca conseguirá) provar que é falso, mediante a simples dogmas que ele crê que sejam verdadeiros, mas que a Ciência provou serem falsos). Seria mais honesto alguém assim seguir profissão de pastor, o que é muito mais rentável. Continuar lendo “Pesquisa mostra conflito de biólogos evangélicos”

Fóssil encontrado nos traz mais informações sobre os antepassados dos seres humanos

Bem-vindos a mais um capítulo da história da humanidade. Há muito tempo, há cerca de 4,4 milhões, numa galáxia que trata-se da nossa mesma, um hominídeo caminhava pela Terra, mas não na cidade de Tóquio. Este indivíduo recebeu o nome de Ardipithecus ramidus (retratado artisticamente na ilustração ao lado: clique para ampliar), o qual vivia nas florestas na Etiópia pré-histórica. Quinze anos atrás, o Dr. Tim White, da Universidade de Berkeley, chefiando uma equipe de cientistas etíopes e norte-americanos, publicou o primeiro relato do Ardipithecus, que acabara de descobrir. Mas era apenas um relatório preliminar, e White prometeu mais detalhes mais tarde, uma vez que ele e seus colegas tinham cuidadosamente preparado e analisado todos os fósseis que haviam descoberto. Esse “mais tarde” foram esses 15 anos, mas a Ciência não tem pressa. Continuar lendo “Fóssil encontrado nos traz mais informações sobre os antepassados dos seres humanos”

Descoberto o mais antigo fóssil intermediário entre dinossauros e aves

Adoro boas notícias para o fim-de-semana. Ainda mais quando uma dessas notícias vai deixar um bocado de gente com uma azia atômica! Quem traz esta notícia são nossos amigos de olhinhos puxados, que apresentaram o fóssil mais antigo que de um dinossauro com penas, fazendo com que o Archaeopteryx se torne um menininho, pois o fóssil do Anchiornis huxleyi foi datado como 150 milhões de anos.

Em resumo: SENTEM E CHOREM, CRIAS!

(mas não existem fósseis transitórios, o Anchiornis huxleyi não é pássaro, Jesus é o Senhor, vocês vão pro Inferno… #mimimimi) Continuar lendo “Descoberto o mais antigo fóssil intermediário entre dinossauros e aves”

Máquina molecular mostra como não existe complexidade irredutível

O doce aroma de cafezinho quente está vindo até mim. O dia está ligeiramente frio, uma chuvinha cai e, melhor de tudo, posso ouvir daqui mais um grito de agonia de pobres criaturinhas criaBURRIcionistas em face da verdade. A verdade não está simplesmente lá fora, mas em todo lugar, atendendo pelo nome de (morram em perversa agonia, buaahahahaha) EVOLUÇÃO! (mais um pouco de risada macabra)

Uma equipe internacional de cientistas – incluindo os bioquímicos da Universidade Monash, na Austrália – descobriu provas em nível molecular de apoio a um dos princípios fundamentais da Teoria da Evolução. Por favor, sentem-se a saboreiem comigo o café. Continuar lendo “Máquina molecular mostra como não existe complexidade irredutível”

A incrível eficiência energética dos neurônios

Neurônios são uma das famosas “células nervosas”, mas não são chamados assim porque vivem de TPM. Eles, assim como as células gliais, são responsáveis por todo o nosso sistema nervoso, responsável por detectar estímulos externos e internos, tanto físicos quanto químicos, desencadeando as respostas musculares e glandulares. Assim, é responsável pela integração do organismo com o seu meio ambiente.

Apesar da sua massa ser relativamente uma simples fração do corpo (coisa de cercade 2%), o cérebro humano consome cerca de 20% de toda energia que gastamos diariamente. Isso significa dizer que 1/5 de toda energia que você ingere vai pra sua cabeça, nem que seja para escrever tolices no Orkut ou dar aquela cantada ridícula em alguma garota num baile funk. No entanto, pesquisadores sondaram a dinâmica de um impulso nervoso que percorre um axônio – que é justamente o responsável pela transmissão dos impulsos elétricos, servindo de “mensageiros” até a parte do corpo a ser comandada –, e determinou que o processo de queima através de uma quantidade surpreendentemente pequena de energia, apenas 1,3 vezes o mínimo teórico. Continuar lendo “A incrível eficiência energética dos neurônios”

Pesquisadores determinam variabilidade genética entre dois homens

Eu gosto das reportagens sobre ciência da BBC. O Terra e o G1, também (a bem da verdade, o Terra é mestra em sair kibando todo mundo e o G1 kiba o Terra). Mas jornalistas, salvo raríssimas exceções – e o Sabino não é uma delas – jornalistas entendem tanto de ciência quanto meu hamster entende de combustíveis de foguetes (se bem que meu hamster com síndrome de Down consegue entender mais de ciência que criaBURRIcionistas). Tudo bem, eu aceito que traduzir uma linguagem, de cientistas pouco afeitos a falar com o público leigo é uma tarefa hercúlea; daí temos uma ocorrência inusitada: um cientista que não sabe se expressar para com o público leigo, e o jornalista que sabe, mas não entende do que diabos aquele “louco de jaleco” está falando. Nem todos podem ser Carl Sagan e nem todos podem ser Carl Zimmer. C’est la vie.

O Sábio Senhor do Ceticismo.net responsável pelo setor de Ciência e Assuntos Religiosos (eu, prazer) acha que as notícias sobre ciência devem passar por uma averiguação, checar fontes, postar os links das publicações indexadas e tecer maiores explicações sobre o assunto em questão. Assim, evitamos o caso do Peixe Highlander.

De acordo com notícia da BBC, Um estudo sugere que cada ser humano possui pelo menos 100 mutações genéticas no DNA, fazendo de nós mutantes. O problema é que SOMOS mutantes, mas não é de hoje. Se nosso código genético não tivesse mutações ao longo de nossa história evolutiva, ainda seríamos uma ameba (apesar que muitas pessoas pensem como uma ameba). Continuar lendo “Pesquisadores determinam variabilidade genética entre dois homens”