
Planeta Terra, cidade Tóquio. Como todas as grandes metrópoles em sua época, Tóquio tinha um grande problema: a Segunda Guerra Mundial. No amanhecer de 1943, o rugido de um avião irrompe o ar frio da manhã, cruza o céu e larga um container que parece uma bomba comum. Só que não é. A uns 300 metros de altitude, o troço se abre e liberta milhares de morcegos. Silenciosos, rápidos, quase invisíveis, eles se espalham pela cidade procurando um cantinho escuro para descansar. Infiltram-se sob telhados, em casas e prédios, sem critério especial. Mas esses não são morcegos comuns.
Cada um carrega uma pequena bomba incendiária amarrada ao corpo. Quando o sol nasce, o temporizador dispara. Milhares de ignições simultâneas incendeiam as construções de madeira do Japão. Em minutos, a cidade inteira está em chamas. Continuar lendo “A insana Bomba de Morcegos”


Morcegos são animais mucho lokos. E nem é só nisso: o bicho é um mamífero, voa, usa eco-localização e ainda por cima aguenta e sobrevive a vírus potencialmente mortais, bactérias filhas da puta e micróbios do caralho! Achou muito? Pois fique sabendo que eles ainda resistem ao envelhecimento e ao câncer.
Os filhotes de dinossauros estão por aqui há milhões de anos. São descendentes daqueles que dominaram o planeta, mas, por causa de um pedregulho, perderam tudo. Morcegos são mamíferos, apesar de não serem tão esquisitos quanto um
Se você não fugiu correndo de um colégio e aos berros (ainda mais se foi meu aluno), você sabe que morcegos possuem um sonar nato que o ajuda a se guiar durante o voo. Não que morcegos sejam cegos, mas que de noite é realmente bem difícil poder enxergar. Seu sistema de ecolocalização é o responsável por isso, coisa que toda criança de Ensino Fundamental sabe. O que não se sabia até agora é como é feita esta ecolocalização, isto é, se a intensidade do som emitido pelo filhote do Batman tem alguma influência no modo de voar, desviando dos obstáculos.
A expressão “cego como um morcego” nunca foi cientificamente certa, já que morcegos não são cegos, e sim, eles podem ver muito bem de dia, apesar de seu comportamento noturno. Cientistas do Max Planck Institute for Brain Research, em Frankfurt, e da Universidade de Oldenburg analisaram a sensibilidade das retinas de algumas espécies morcegos e detectaram células cones e pigmentos visuais neles, por meio de análise eletrorretinográfica. A pesquisa foi publicada na
Malditos cientistas! Olha só o que arrumaram desta vez: descobriram que morcegos nem sempre tiveram a capacidade de usar seu sonar, porque a sua morfologia (a forma de seu corpo) impedia tal coisa. Tal descoberta foi feita graças ao achado de um fóssil de um morcego primitivo, que por sinal, deve estar fazendo muito criaburricionista se rasgar de raiva.