Artigos da Semana 318

Hoje é dia dos pais e vocês deveriam me dar presentes, já que eu sou como um pai pra vocês: estou profundamente desapontado, tenho a certeza que falhei seriamente em ensinar algo, acho que vocês deveriam pedir coisas pras mães de vocês, que acho que são gostosas. Já que expliquei bem o caso, vamos ver o que foi postado ao longo da semana.

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Professor tosco que faz plágio usando IA toma pé na bunda e escreve renúncia com auxílio de IA

O artigo de hoje não tem nada a ver com a série sobre o Apocalipse Tecnológico Moderno, mas é divertido mesmo assim, quando o feitiço vira contra o lacrador trapaceiro. Em tempos de IA generativa, com geral usando Gepeto, Cláudio, Gemini-Man e aquela tosqueira da Microsoft, tem gente que dobra aposta e e resolve apostar algo que nunca irá ser pego. É pego, apela para perseguição e se desculpa com uma cartinha, também gerada por IA, comprovando que além de trapaceiro é estúpido, como foi o caso do professor laureado de Cambridge que foi pego com a IA na botija, a boca no Gepeto, ou use lá a expressão que quiser.

Mas sempre tem uma IA catando as cagadas que você faz com outras IA.

Passando a perna robótica nos incautos, esta é a sua QUINTA INSANA! (não quis esperar) Continuar lendo “Professor tosco que faz plágio usando IA toma pé na bunda e escreve renúncia com auxílio de IA”

Da numerologia ao algoritmo: mesmos videntes, roupagem nova

Há um pânico circulando pelo mercado de trabalho brasileiro, e ele tem nome técnico, PowerPoint corporativo (ok, atualmente é feito naquela merda do Canva) e até fala em inglês: dizem que a Inteligência Artificial vai decidir quem é contratado, promovido ou despedido, e que ninguém mais entenderá os critérios por trás disso.

Executivos de inovação concedem entrevistas graves alertando que a “revisão humana” nesses processos costuma se resumir a um recrutador carimbando a lista que o algoritmo já organizou, e que empresas raramente sabem explicar como o sistema chegou a determinada classificação. Tudo isso é verdade, é seríssimo, e merece ser dito. Só tem um pequeno detalhe incômodo: nada disso é novidade. O RH brasileiro só trocou de vidente.

Jogando o búzio no algoritmo, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Da numerologia ao algoritmo: mesmos videntes, roupagem nova”

O amor proibido nos tempos do algoritmo

O ser humano passou milênios escrevendo poemas para explicar por que o amor é irracional, um fogo que arde sem se ver, uma ferida que dói e não se sente. Então, inventou computadores capazes de conversar, decidiu transformá-los em namorados e, agora, chegou ao ponto em que um governo precisou publicar uma regulamentação para lembrar que, em princípio, pessoas deveriam se apaixonar por outras pessoas. Se algum arqueólogo do futuro encontrar apenas essa manchete, provavelmente concluirá que nossa civilização morreu de vergonha logo depois.

Foi exatamente isso que aconteceu na China. Entraram em vigor regras que proíbem sistemas de inteligência artificial de estimular dependência emocional ou funcionar como companheiros românticos da maneira como vinham fazendo.

Romanceando pelo algoritmo chatboteano, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “O amor proibido nos tempos do algoritmo”

A IA que vai ensinar seus filhos… e apagar o que eles realmente precisam aprender

Uma criança de onze anos senta-se à mesa depois da escola. Abre o notebook, digita o enunciado da redação ou do problema de matemática no ChatGPT, no Gemini, no Claude ou, na falta de coisa melhor, no tosco do Copilot. O robozinho cospe o resultado e o estudante feliz copia a resposta, troca duas ou três palavras para “parecer dela” (ou nem isso) e chuta pra frente. O professor, quando muito, passa o texto por um detector de IA, e o ciclo se fecha. A nota sai, todo mundo está satisfeito e ninguém pergunta se a criança aprendeu alguma coisa além de formular um prompt decente. Questionar é algo visto como perigoso, danoso e odioso em várias fases da História da Humanidade.

É exatamente nesse momento, quieto e doméstico, que o Apocalipse Tecnológico Moderno deixa de ser abstração e se instala dentro da própria formação cognitiva da próxima geração. Não com explosões nem com robôs assassinos. Com algo muito mais eficiente: a substituição sistemática do esforço intelectual por respostas prontas, personalizadas e sem atrito. Continuar lendo “A IA que vai ensinar seus filhos… e apagar o que eles realmente precisam aprender”

Artigos da Semana 308

Enquanto pessoal anda se matando por causa de bobagens como se o Neymar vai pra Copa do Mundo, o que está gerando muito debate idiota e ótimos memes em vídeo, estou aqui no meu canto vendo o que o Papa andou falando da IA, como big techs odeiam privacidade, mulheres tocaram negócios e se tornaram comerciantes poderosas e até como pessoal anda sendo investigado para verem se tem DNA de alienígenas.

Tudo mais interessante que o tosco do Neymar.

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Babel, Jerusalém e os algoritmos: A IA sob a lente do Vaticano

O Papa Leão XIV publicou sua primeira encíclica social, Magnifica Humanitas, em 15 de maio de 2026, e o mundo intelectual tratou de fazer o que sempre faz nessas ocasiões: uns aplaudiram com devoção, outros ignoraram com elegância e uma terceira categoria – da qual me considero humilde representante em toda minha proverbial grandeza e infinita sabedoria – leu o documento com atenção genuína e uma sobrancelha erguida em posição permanente.

O texto é longo, erudito à moda vaticana – citações em latim, referências ao Concílio Vaticano II, a Leão XIII e a toda a linhagem de encíclicas sociais da Igreja – e dedica uma atenção incomum à Inteligência Artificial, ao ponto de colocar o tema no próprio subtítulo: “Sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da Inteligência Artificial”. Leão XIV, aliás, é matemático de formação, o que garantiu ao documento pelo menos a vantagem de não confundir algoritmo com feitiçaria. Continuar lendo “Babel, Jerusalém e os algoritmos: A IA sob a lente do Vaticano”

Artigos da Semana 307

O dia começou uma merda. Na verdade, começou no fim do dia de ontem quando eu fiz uma cagada e alguns arquivos PUF, desapareceram. Por sorte, corri pras IA e as IA me ajudaram a resolver. Não resolveu 100%, mas 95%, o que já tá ótimo, e isso a um custo de 2 centavos de dólar. De repente, eu conto como foi, se vocês quiserem saber, com todo caminho das pedras. Enquanto isso, vejam o que eu postei durante a semana.

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Google cafetizando produtor de conteúdo não-adulto

Há muito tempo eu tinha percebido algo interessante: o crescimento de gente que chegou aqui no site vindo e link do ChatGPT. Os do Google estão diminuindo. Uma coisa que eu já tinha percebido antes disso é como buscando no Google coisas que eu tenho aqui no blog, mesmo com citações imensas e textuais do que tenho aqui, o Google… não encontra. Isso refletiu na queda de visitações que, agora, está lentamente subindo.

Então, um vídeo do Tubo me deu um outro vislumbre. Continuar lendo “Google cafetizando produtor de conteúdo não-adulto”

Autor escreve livro com citações inventadas pelo robô que ele dizia odiar

Existe uma categoria especial de tragédia humana que nem os gregos antigos previram: o sujeito que passa anos alertando a civilização sobre os perigos de uma tecnologia, usa essa mesma tecnologia às escondidas para escrever o livro de alerta, não verifica absolutamente nada do que ela produz, publica com grande alarde, recebe elogios de jornalistas premiados, aparece na Wired, e então é detonado pelo New York Times porque as citações são inventadas. Os gregos tinham Édipo. Nós temos Steven Rosenbaum. Continuar lendo “Autor escreve livro com citações inventadas pelo robô que ele dizia odiar”