Os segredos genéticos dos cananeus

Você deve conhecer algo sobre os cananeus, aquele povo que Jeová mandou que os israelitas aniquilassem, já que o deusão achou uma boa ideia dar a terra dos caras pra hebreuzada, com quilômetros e quilômetros de terras vazias. Obviamente, isso e mito, historinha pra boi dormir. Mas o que realmente se sabe do povo que viveu lá pelas bandas da Palestina até a Jordânia?

Agora, Arqueologia e Genética procuram responder a perguntas como “quem diabos, eram aqueles caras?”. Nem me preocupo em responder a coisas tipo “eles foram mesmo massacrados pelos israelitas?”, pois a resposta é óbvia.

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Diversidade genética deu de presente várias doenças. Obrigado, Evil Darwin

Genes são uma maravilha. Por isso temos zilhões deles. O problema é que esses safadeeenhos insistem em carregar coisas malvadinhas com eles, como doenças hereditárias, câncer e trechos do DNA do vizinho do 804. E não, não são poucos. Estima-se que metade de nossos genes irão fazer alguma coisa de muito ruim conosco, bastando serem expressados uma hora dessas. Podem ficar inertes a vida toda, ou pode ~ PLOFF ~ lhe dar uma surpresa bem desagradável. Uma espécie de Kinder Ovo from Hell.

Temos um problema aí. Se esses genes do mal são tão do mal assim, como é que eles ainda estão no nosso DNA? Como eles ainda não nos liquidaram e como não os liquidamos ainda?

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Pesquisadores criam bactéria com menor genoma do mundo

venter_god.jpgA vida ainda é, por enquanto, um mistério a ser desvendado. Sabemos os´processos químicos e bioquímicos. A grande questão enquanto se estuda isso é “seremos capazes de criar vida?” Craig Venter e sua equipe já conseguiram fazer um bactéria com genoma totalmente sintético. Não criaram totalmente uma bactéria do nada, o que pode parecer pouco, mas não é, se levarmos em conta que o DNA foi descoberto na década de 1950.

A equipe de Venter conseguiu outra proeza agora: criar uma bactéria com menor código genético jamais apresentado. E sim, ela está viva.

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Cientistas analisam genoma do tardígrado e ele é mais esquisito ainda

Existem várias coisas esquisitas na Natureza. Boa parte delas vive na Austrália, outras em Brasília (mas só quando efetivamente vão trabalhar). Mas acho que poucas coisas são mais esquisitas que os tardígrados, também conhecidos como ursos d’água, por algum motivo que eu ainda não entendi, já que esta porcaria não se parece nada com um urso.

Estas coisas são sobreviventes. Não passando de 0,5 milímetro de comprimento, essa coisa feia consegue sobreviver nos ambientes mais inóspitos. Pode ser “cozido” a uma temperatura de cerca de 150ºC ou resfriado até quase o zero absoluto, ele estará ali, firme e forte. Até no Espaço eles conseguem sobreviver, mesmo naquelas condições de vácuo, temperatura congelante e bombardeio de radiação cósmica, e isso graças à sua estrutura simples. Aliás, falando em estrutura simples, uma nova pesquisa mostrou o que é um tardígrado: ele é praticamente uma cabeça com pernas.

Eu falei que ele era esquisito!

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Evolução pega no ato: Cientistas medem a rapidez da evolução no genoma

arabidopsis_thaliana.jpgSe me perguntarem como pode-se resumir Evolução Biológica em apenas três coisas, eu responderia com muita facilidade: Mutação, Seleção Natural e Tempo.

As mutações são a base de tudo e serve de mola mestra para o processo evolutivo. Tio Darwin sabia disso, hoje nós sabemos disso, criaBURRIcionistas negar-se-ão até a morte em saber disso. Não faz mal, o processo ainda está lá.

Mendell sabia que caracteres eram hereditários e passavam de pais para filhos. Quando ele fez suas experiências, ele propiciou mudanças no código genético de algumas plantas (como as ervilhas), modificando como os descentes seriam. Com isso, ele ia selecionando artificialmente as mudas. Preciso dizer o nome desse processo? Bem, como as mudanças que Mendell fez não afetava na capacidade da planta de sobreviver, os espécimes continuavam gerando descendentes, levando adiante as alterações genéticas em seu genoma, embora Mendell sequer imaginasse o que viria a ser descoberto e batizado com a sigla DNA.

Muitos anos mais tarde, colegas conterrâneos de Mendell, que trabalham no Instituto Max Planck de Biologia do Desenvolvimento em Tübingen, na Alemanha, juntamente com pesquisadores da Universidade de Indiana, em Bloomington, já foram capazes de medir pela primeira vez, diretamente a velocidade com que novas mutações ocorrem nas plantas. Suas descobertas lançam uma nova luz sobre um processo fundamental da Evolução. Eles explicam, por exemplo, por que a resistência a herbicidas pode aparecer dentro de poucos anos. A pesquisa foi publicada na edição de 1º de janeiro deste ano que se inicia da revistaScience. Eu até faria alguma piadinha sarcástica sobre ciraBURRIcionistas e sua visãozinha estreita do mundo, levando mais uma marretada no quengo, mas estou bondoso. Direi apenas: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH BANG!! Mais um tiro de canhão no barquinho feito de papel-bíblia.

Continuemos com a programação normal após o break.

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Pesquisadores determinam variabilidade genética entre dois homens

Eu gosto das reportagens sobre ciência da BBC. O Terra e o G1, também (a bem da verdade, o Terra é mestra em sair kibando todo mundo e o G1 kiba o Terra). Mas jornalistas, salvo raríssimas exceções – e o Sabino não é uma delas – jornalistas entendem tanto de ciência quanto meu hamster entende de combustíveis de foguetes (se bem que meu hamster com síndrome de Down consegue entender mais de ciência que criaBURRIcionistas). Tudo bem, eu aceito que traduzir uma linguagem, de cientistas pouco afeitos a falar com o público leigo é uma tarefa hercúlea; daí temos uma ocorrência inusitada: um cientista que não sabe se expressar para com o público leigo, e o jornalista que sabe, mas não entende do que diabos aquele “louco de jaleco” está falando. Nem todos podem ser Carl Sagan e nem todos podem ser Carl Zimmer. C’est la vie.

O Sábio Senhor do Ceticismo.net responsável pelo setor de Ciência e Assuntos Religiosos (eu, prazer) acha que as notícias sobre ciência devem passar por uma averiguação, checar fontes, postar os links das publicações indexadas e tecer maiores explicações sobre o assunto em questão. Assim, evitamos o caso do Peixe Highlander.

De acordo com notícia da BBC, Um estudo sugere que cada ser humano possui pelo menos 100 mutações genéticas no DNA, fazendo de nós mutantes. O problema é que SOMOS mutantes, mas não é de hoje. Se nosso código genético não tivesse mutações ao longo de nossa história evolutiva, ainda seríamos uma ameba (apesar que muitas pessoas pensem como uma ameba). Continuar lendo “Pesquisadores determinam variabilidade genética entre dois homens”

Acaso geográfico explica diferenças étnicas

Por Reinaldo José Lopes

Se você precisa de alguém para jogar quantidades monumentais de esterco no ventilador, James “Honest Jim” Watson costuma ser o homem ideal para o serviço. Na semana que passou (18/10) voltamos a ter abundantes motivos para assim classificar esse vencedor do Nobel e co-descobridor da estrutura do DNA, com seus 79 aninhos (mas corpinho de 78 e cabecinha de, bem, uns 150). A não ser que você tenha passado os últimos dias em Marte, deve ter ficado sabendo do bafafá (Leia sobre isso aqui).

O americano Watson foi manchete no mundo inteiro ao declarar a um jornal britânico que os problemas sociais e econômicos da África poderiam ser explicados, em parte, por uma possível diferença inata de inteligência entre os africanos e o resto da população mundial, e que qualquer um que já tivesse lidado com empregados negros sabe que eles não são lá muito espertos. Continuar lendo “Acaso geográfico explica diferenças étnicas”