Kaijus galácticos se enfrentam e foram pegos em vídeo… ou quase

Buracos negros são aqueles corpos celestes tão foda que a gente pode chamá-lo de Gojira (prefiro o nome original japa. Me processe) das galáxias. Já estrelas de nêutrons são estrelas extremamente densas. Uma colher de material de uma estrela de nêutrons chega a pesar muitos e muitos quilos. É praticamente um King Kong estelar, não que eu esteja chamando o King Kong de gordo, veja bem.

Já pensou quando um buraco negro pega uma estrela de nêutrons? Pois é. Não vai ter nenhum Gojira robótico de tamanho absurdamente grande, então, sai um pega pra capar, com o buraco negro ganhando, obviamente. Continuar lendo “Kaijus galácticos se enfrentam e foram pegos em vídeo… ou quase”

Apollo 14 e um passeio pela cratera Cone

Depois de pousar na Lua em fevereiro de 1971, os astronautas da Apollo 14 partiram em uma caminhada em direção à cratera Cone. Andar por este terreno provou ser uma tarefa difícil, e eles não chegaram à borda da cratera, mas conseguiram cumprir seus objetivos científicos ao longo do caminho.

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Sonda fofoqueira prestes a visitar pedregulhão espacial

O 101955 Bennu é um asteroide, um pedregulhão com um diâmetro médio de 490 metros e classificado como asteroide carbonáceo por ter grande quantidade de carbono. Não, não tem vida lá e carbono não é raro no Universo. Ele possui a classificação de objeto potencialmente perigoso, já que tem 1 chance em 2.700 de cair aqui na Terra entre 2175 e 2199. Sim, eu sei, parece uma probabilidade pequena, mas em termos de universo é bem alta. Minha sorte que eu já estarei confortavelmente morto por esta época. Vocês que se danem!

Você já pensou em dar um rolé por ele? Seus problemas acabaram!

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O segredo triplo do guerreiro

Você deve gostar das Três Marias. Ela é um conjunto de três estrelas (duh!) bem distinguível no céu noturno. Na verdade, aquela é a constelação de Órion, o Caçador, e aqui no hemisfério sul aparece de cabeça pra baixo. Órion é uma constelação fascinante, e para se estudar melhor, é dividida em partes, por assim dizer. O GW Orionis está associada à região de formação estelar Lambda Orionis e possui um disco protoplanetário circuntrinário estendido.

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Asteroides e outros Objetos Próximos

Objetos Próximos da Terra são corpos celestes cuja órbita intercepta a órbita da Terra. Eles podem ser asteroides, cometas e grandes meteoroides, tendo grande risco de colisão. Se você acha que isso não é nada demais, pergunte a qualquer dinossauro o que ele acha de um asteroide caindo na Terra .

Os NEOs (oriundo do acrônimo do nome em inglês) são um risco para naves espaciais, astronautas e satélites, além de, claro, cair na Terra e causar estragos. Estudá-los é, portanto, uma necessidade.

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Pesquisa aponta que astronautas também sofrem com sérios problemas de coluna

O Espaço Sideral é maravilhoso. Ou seria, se não fosse a falta de oxigênio e pressão atmosférica, microgravidade, temperaturas próximas ao zero absoluto ou muito quentes, dependendo se você está virado pro Sol ou não, raios cósmicos que farão muita coisa com o seu DNA, menos lhe dar poderes fantásticos, meteoritos do tamanho de um grão de areia “voando” a 30 mil km/h… enfim, o Espaço te odeia e fará tudo para acabar com o seu dia. Podiam chamar de “Sogra Sideral” que seria a mesma coisa.

Se desgraça pouca é bobagem e queijo, em francês, é fromage, pesquisadores mostram como astronautas são extremamente sujeitos a terem problemas de coluna. Show, né?

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Proxima Centauri mais próxima de você do que você imagina

Se você não mora numa ostra, sabe da descoberta de Proxima Centauri, uma estrela do tipo anã vermelha, que dista da Terra a ridícula distância de 4,22 anos-luz. A luz demora pouco mais de 4 anos para chegar até lá, o que é praticamente a mesma coisa que levantar do sofá e ir ajeitar o quadro pendurado na parede em frente, em termos astronômicos. Essa estrelinha que brilha, brilha, mas ninguém a vê por ser pequenininha, foi descoberta em 1915 por Robert Innes, sem a ajuda de um astrólogo, já que eles nunca conseguem perceber a ação de corpos celestes que não foram descobertos ainda.

A estrela possui um exoplaneta chamado Proxima Centauri b, que foi anunciado em 24 de agosto de 2016. Estima-se que como ele está em algo semelhante como a Goldlock Zone, possa ter vida lá, embora que ache que é muito cedo para afirmar isso.

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De outro mundo, nossa filha acordou, e mandou dizer que está bem

A engenhosidade humana é algo sem precedentes. A mola mestra que nos fez descer de árvores e subir aos Céus. Dane-se o especismo citado pelos vegans. Marmotas não constroem foguetes, sondas ou um velocípede. A única coisa que marmotas fazem de mais extraordinário é comentar no YouTube. A cada dia fazemos feitos notáveis, como mandar uma sonda viajar pelo Espaço sideral por anos a fio, de forma que uma sonda pousasse num cometa feio e sujo, mas brilhante ao seu jeito. Lá, a sonda deixou sua sonda-da-sonda, ou sonda-filha como eu chamo.

Nas frias condições, longe do Sol, nosso amigo Sol, a filha dormiu seu sono de beleza, mas hoje acordou e mandou recado que está viva e bem. Qual pai não ficaria orgulhoso?

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Resultados da Rosetta sugerem que a água não veio de cometas, mas de asteroides

A Sonda Rosetta tem muito pouco a ver com a pedra decifrada por Champollion. É uma sonda que tem como missão estudar o cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, carinhosamente conhecido por 67P. A Rosetta foi lançada em 2 de março de 2004, e como usar combustível o tempo todo só existe em filmes, demos um balão na Natureza e usamos as forças da Natureza contra ela mesma, em especial a Gravidade. Ela ficou sendo chutada através da atração gravitacional de todo mundo por quem passou[1], até ter impulso suficiente para ir em direção ao 67P. Não é feitiçaria! É Matemática que até Isaac Newton entenderia (mesmo porque, foi ele quem inventou a bagaça).

Agora, dados da Rosetta trazem muitas informações. Não só sobre o cometa, mas sobre a própria Terra, e é bem provável que a água daqui tenha vindo de lugares que nunca pensamos antes.

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Errantes: Navegando por mares proibidos e adorando

Estou agora de pé, olhando para fora, pela janela de minha sala. Eu vejo um bonito céu azul, algumas nuvens e o vento balançando as folhas das árvores. Eu sei que está calor lá fora, mas estou com ar-condicionado ligado. Por causa das Leis da Física, a camada de ar que envolve a Terra refrata a luz do Sol. O ângulo de inclinação dos raios e absorção de energia faz com que o céu azul seja visto agora, ao invés do escuro firmamento, salpicado de estrelas. A luz do Sol, tão forte, me impede de ver essas mesmas estrelas. O Sol é um astro muito ciumento.

Fecho meus olhos e viajo pelos mundos, através de minha imaginação. Mas chega um ponto que imaginação não basta. Imaginação nunca foi melhor que o conhecimento. O conhecimento de viajarmos, de sermos criaturas errantes por todo o Universo.

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