Convenhamos, a população média dos Estados Unidos está num grau de desinformação tão grande quanto o Brasil. Estamos exportando nossa burrice ou até isso nós copiamos dos yankees? É o Paradoxo Tostines revisitado. Uma pesquisa feita recentemente com alunos de diversos cursos de graduação, perguntando coisas como se eles acreditavam que ETs vinham nos visitar (não necessariamente em Ipuaçu) e ajudar na construção das pirâmides. A resposta foi que em alguns cursos a resposta foi sim, ETs sem ter o mínimo do que fazer foram ao Egito, construíram as pirâmides e ralaram peito sabe-se lá para onde o Stargate levou. Com questões sobre astrologia e outras pseudociências o resultado não foi diferente. Difícil não associar com o filme Idiocracia, que eu já considero como uma obra profética.
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Para quem tem mais de 40 anos, seu nome foi um paradigma no ensino. Para quem tem 30 anos, seu nome é conhecido. Para quem tem menos de 15… bem, só deve conhecer o Justin Bieber, mesmo. Suas histórias (não estou falando do Justin Bieber) maravilharam gerações, muito anos antes que o lixo editorial como a saga do Crepúsculo pulasse de alguma fossa e invadisse livrarias. Malba Tahan nos deu a fantasia de um mundo e época distantes, tão alienígena a nós como estas bandas emos de agora.
Os militares andam aprontando novamente. Os membros integrantes do Projeto Flecha Quebrada andaram mexendo em átomos diferentes e abriram mais um portal dimensional. Dessa vez não foi nenhum polvo com tentáculos carnívoros, pois não estamos falando de japoneses. O que saiu do portal foi a insânia e total loucura que só o pior dos mundos, o sistema educacional público do Brasil, poderia prover. Em livros de inglês distribuídos pela Secretaria de Educação de São Paulo, voltados para o 1º ano do Ensino Médio, veio um link para notícias via Internet. O problema é que o site em questão é apresentado por beldades nuas, peladas, totalmente despidas, sem roupa e com as vergonhas de fora. Garanto como este livro está fazendo sucesso entre a gurizada.
Depois, quando eu falo, externo, opino e demonstro que existem muitas categorias inúteis, idiotas vêm me xingar por email. Quando eu falo mal é por estar bem embasado e nunca conseguem provar que estou sendo leviano ou falando besteiras. É fato consumado que Pedagogia está para Ensino da mesma forma que Homeopatia está para Medicina. Apesar de serem duas (pseudo)categorias totalmente inúteis, onde um bando de iletrados conseguem um diproma numa Uniesquina, ambas gozam de reconhecimento como profissões, sendo que não passam de pura pseudociência. O troféu “Sim, sou Idiota” é disputadíssimo. No entanto, o destaque desta semana vai para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva. Para a “distinta”, escolas não salvam o mundo e temos que parar de delegar à Educação o caráter salvacionista, seja lá o que for isso.
A Itália sempre foi um país meio doido, onde prefeitos completamente malucos criam leis insanas. Lá, até pouquíssimo tempo, era considerado quintal do Vaticano, o qual mandava e desmandava. A Itália só conseguiu sua independência política no início do século XX, relegando o Império do mal a um cubículo territorial, mas de grande dinheiro e poder, não só temporal, mas político também.
Hoje é dia do professor. Aquela figura que todos dizem que é importante, mas que é vilipendiado, exorcizado, desprestigiado, ridicularizado, odiado, pisado, xingado, ofendido, mas que um simples “puxa, professor, agora eu entendi” compensa tudo.
Podemos pensar que só o Brasil possui péssimos índices educacionais,
O que significa a expressão “todos são iguais perante à lei”? Ao meu ver, seria de esperar que um Estado proveria condições iguais a todos os seus cidadãos. Não é o caso do Brasil, onde há inúmeros favorecimentos a diversos grupos de pessoas, em detrimento de outras. Mas se os direitos são iguais, por força de lei, então temos algo que não deveria haver num sistema de leis: contradições.
Quando desci do avião, uma pessoa me esperava, tendo nas mãos um papel com o meu nome. Era o motorista que os organizadores da conferência de cientistas na TV amavelmente haviam me providenciado. “Permite que lhe faça uma pergunta?” ele disse, enquanto esperávamos minha bagagem. “Não dá confusão você ter o mesmo nome do daquele cientista?” Eu não entendi. Estaria ele me gozando? “Sou eu o cientista”, respondi. Ele sorriu: “Desculpe. Pensei que você tinha o mesmo problema que eu”. Estendeu a mão e se apresentou: “Meu nome é William F. Buckley”. O nome era muito parecido com o de um polêmico entrevistador de televisão. Já no carro, me confessou que estava encantado por saber que eu era “aquele cientista” e indagou se havia algum inconveniente em que me fizesse algumas perguntas sobre ciência; mas não foi sobre ciência sobre o que falamos.