Venter e os caçadores do DNA perdido

Sempre sonhamos com a vida em Marte. Só para vocês terem uma ideia de como Marte é presente em nosso imaginário, até a exibição do filme E.T. – O Extraterrestre, a maioria das formas de vida alienígena era chamada de "marciano" (a única exceção que eu conheço é o National Kid, que criou o termo "Inca", que é um termo totalmente sem sentido no Japão, mas os tradutores preferiram colocar Inca Venuziano por causa do conhecido Império Inca. Hoje em dia, podiam chamar de Inca, Maia, Asteca etc. que 90% nunca ouviu falar). Uma das missões da Curiosity é buscar algum indício de vida, de encontrar marcianos, mesmo sem ser idiota o bastante para esperar ver algum homenzinho verde.

Afinal, o que se precisa para encontrar DNA alienígena?

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Daqui a pouco teremos backup no DNA. Ratinho tá de olho

Carregar informações sempre é trabalhoso. Eu me lembro quando estava na faculdade e tinha que levar cadernos, livros, tabelas, régua, calculadora (sim, já existiam e a minha era uma Cassio FX 82D, que tenho até hoje e funciona) etc. Hoje seria muito mais simples, bastando levar um iPad ou mesmo um smartphone, se bem que ler livros nele é uma porcaria. Informação ocupa espaço, pesa e se você faz backup de tudo o que você tem (e que deveria fazer sempre), sabe a como as coisas vão se acumulando.

Pesquisadores da Universidade Harvard estão trabalhando num modo de armazenar dados (como texto, imagens e até vídeos) no mais simples, que nem a Natureza pensou: no DNA.

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Time Tree: Descubra a diferença evolutiva entre você e seu vizinho

Muitas vezes, quando se escreve sobre elos entre as espécies e ancestrais comuns, acabamos dando informações que parece mágica, já que pela Lei de Clarke, qualquer tecnologia avançada é indistinguível de magia.Quando me fazem uma pergunta do tipo "Alguém consegue me dizer se o DNA humano tem alguma semelhança com o DNA de uma planta? E de quanto é essa semelhança?", basta saber quando o ancestral se dividiu (já que ninguém seria tão idiota em querer saber o percentual de diferença exato entre um ser humano e uma planta). Para isso, faço uso do Time Tree.

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O elo perdido entre o DNA e o formato das proteínas

Estamos em dezembro e todos estão escrevendo cartinhas pro velho tarado de vermelho (me refiro ao Papai Noel, aquele pedófilo comunista). Fico imaginando as pobres criaturinhas que acreditam em cobras falantes e pedem em tudo que é site por provas (mais?) da Evolução, pedindo trocentos elos perdidos. Papai Noel ainda não voa a jato pelo céu, e precisa alegrar os amados seres que puxam sua carroça, digo, trenó. Assim, o que temos? Temos, escondido no sapatinho, que pesquisadores da Faculdade de Medicina de Harvard (ou Harvard Medical School – HMS) desenvolveram uma técnica onde podem prever a estrutura de uma determinada proteína que será codificada por um trecho do DNA. Qual o processo que usaram para isso? Adivinhe!

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Pesquisa indica que DNA Lixo ajudou a separar humanos de chimpanzés

O DNA Lixo é, ao meu ver, um dos piores nomes que alguém num laboratório empoeirado poderia inventar. Ele dá a entender que… bem, é um lixo de DNA, algo que só serve para ir pro esgoto (não que algumas vezes nosso DNA não vá parar lá; e eu estou falando de quando escovamos os dentes. Comprenez vous?). O DNA Lixo — ou Junk DNA, in Shakespeare language — sempre foi visto com um pé atrás pois, ao que se sabia, ele não servia para nada, pois não codificava nenhuma proteína.

Hoje sabemos que ele foi responsável por muitas coisas e, pelo visto, ele é o que nos separa dos nossos "primos" primatas: os chimpanzés. (como sempre digo: Evolução nunca quis dizer melhoria)

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Morcegos vampiros podem captar radiação infra-vermelha em busca de sangue

Convenhamos, ninguém gosta de morcegos. Aquilo que parece ser o anjo da guarda dos ratos mete medo até em criminoso de Gotham (salvo algumas espécies que proliferaram nos anos 1960). Os filhotes de Lúcifer são tudo o que não queremos ter por perto, ainda mais os pertencentes à família Phyllostomidae, subfamília Desmodontinae. Como qualquer um dos seus primos quirópteros, morcegos-vampiros despertam medo, aversão e sói serve de tira-gosto para roqueiros mais radicais.

Mas o que é feio para Narciso, posto que não é espelho, pode ser a chave para muitas informações. Pesquisadores da Universidade da Califórnia estudam o modo que os tão odiados morcegos vampiros captam o calor do sangue de suas vítimas, de forma a se orientar até seu alvo e poderem fazer o seu banquete. Mantenham as estacas e os crucifixos a postos, pois Nospheratu esta na sua cola, mortal idiota.

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Grandes Nomes da Ciência: Rosalind Franklin

Se existe uma cervejaria famosa na Inglaterra é a cervejaria Green King, em St. Edmunds, perto do laboratório Cavendish e em frente a Escola de Medicina em Downing Street, cujos moradores mais ilustres vivem no número 10. Dois rapazes entram lá; um é tipicamente inglês e o outro é americano. Ambos soltam a bomba: "Nós desvendamos o segredo da Vida!". James Watson e Francis Crick ficam imortalizados por uma das maiores descobertas do século XX: a estrutura da hélice dupla do DNA. O que pouca gente sabe é que a história não é bem assim. Uma história de competição que, por muito pouco, não conferiu mais um prêmio Nobel a um americano pacifista, de sorriso simpático, com mania de se encher de vitamina C: Linus Pauling, e por pura desonestidade não foi conferido no devido tempo à pessoa certa. Esta é a história de quem realmente descobriu o segredo escondido no DNA: Rosalind Franklin.

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Robô feito de DNA está à solta!

robo_dna.jpgAgora é o momento de entrarmos em pânico! Os malditos cientistas, na sanha de tentar reverter a ordem natural das coisas, criaram o prenúncio do Skynet. Nós, seres humanos, estamos ferrados, nossos senhores em breve dominarão a nossa vontade e ficaremos iguais a formigas, servindo aos nossos mestres-robôs. Isso porque os primeiros nanorrobôs feitos de tiras de DNA já deram o primeiro passo, selando o nosso destino. Ao longe, ouvimos o berro enlouquecido bradando: IT’S ALIVE! IT’S ALIVE! Santa Sarah Connors, rogai por nós, pecadores.

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DNA da maior ave já encontrada foi sequeciado através das cascas dos ovos

aepyornis.jpgAlgumas pessoas acreditam em milagres. Feitos ditos como impossíveis e atribuídos a entidades mágicas. Mas a Ciência é a arte de fazer o impossível tornar-se possível. Se antes não sabíamos o que era responsável por cada uma das características dos seres vivos, hoje sabemos que é o DNA. Se antes não sabíamos como ordenar este DNA, hoje sabemos. Se antes não tínhamos como extrair o DNA de criaturas mortas há séculos ou mesmo milênios, hoje já podemos.

Não só isso, mas cientistas executam coisas que é impossível mesmo no ramo do impossível: a extração do DNA do pássaro pertencente ao gênero Aepyornis da família Aepyornithidae, família de aves extintas conhecidas por pássaros-elefante, aves-elefante ou vorompatras. Onde está o impossível? Os pesquisadores extraíram a informação genética de cascas de ovos do referido pássaro!

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Cientistas estudam o processo infeccioso do Ebola

ebola.jpgSe você curte cinema, deve ter se lembrado do filme Epidemia, onde Dustin Hoffman estava com uma enorme batata quente na mão, tentando descobrir uma vacina para conter o contágio em níveis apocalípticos numa cidade dos Estados Unidos. Como todo filme, o mocinho resolve o problema no final, pegando o macaco que serviu de hospedeiro (o filme é velho, se você ainda não tinha visto, problema seu) e usando seu sangue para fazer a vacina.

Deixando as atrocidades científicas que o filme comete (a única coisa verdadeira lá são os laboratórios do CDC), talvez agora saibamos como age o Ebola, já que pesquisadores da Universidade Estadual de Iowa, Estados Unidos, descobriram como o mortal vírus do Ebola é… bem… é mortal.

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