Desculpem aí, mas ainda não.
Em outubro, eu noticiei o experimento feito pelo pessoal do OPERA que demonstrou que neutrinos viajaram mais rápidos que a luz, ganhando dela por 60 nanossegundos de vantagem (a velocidade NÃO É 60 nanossegundos mais rápido, seus divulgadores sebosos que não sabem Física!). Neste mesmo artigo, eu demonstrei meu ceticismo (ho-ho-ho) juntamente com os comentários de cientistas alegando o porque haveria tido algum erro de medição.
O experimento foi refeito pelos mesmos cientistas, nas mesmas condições e tiveram os mesmos resultados. Isso comprova o quê? Não muita coisa, para desespero da Fox News, que já chapou logo no seu site que havia dúvida se Einstein estava errado. (não que devamos levar a Fox muito a sério.)
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Uma dica rápida. Dando uma olhada neste mundo hadeano internético, encontrei o
Ciência no Brasil sempre foi motivo de piada. A única piada que ninguém ri. Enquanto o governador passeia pra lá e pra cá, mediante benesses de empresários, a sede do Instituto de Arqueologia Brasileira tomou como reconhecimento uma ordem de despejo de forma que seu Centro de Estudes rale peito da Casa da Fazenda Capão do Bispo, depois de 37 anos.
Divulgadores de ciência sempre temos nossas personalidades favoritas. Nunca escondi que Carl Sagan é o modelo que todos os que escrevem sobre Ciência deveriam ser. É injusto, no mais das vezes, termos que escolher um ou outro como preferido, mas isso vai de nossa opinião, onde sabemos que isso em nada desmerece o trabalho de outros. Entretanto, posso escolher mais um, na categoria "Ainda Vivos".
Se antes achávamos que as canetas Bic iriam dominar o mundo, vemos agora que não é bem assim. As lindas bactérias Escherichia coli escondem um segredo sinistro: elas são capazes de gerar ondas de rádio. Ou será que não? O que se sabe é mais uma das peripécias do jornalismo "científico" brasileiro, onde até mesmo o ET Bilu os manda buscar conhecimento.
Sim, pois é isso que a reportagem da Folha, cujos competentíssimos repórteres, em matéria cedida pela Reuters, nos trouxeram. Segundo eles, um cientista do Centro de Pesquisa em Ciência Aplicada de Taiwan, apresentou à imprensa o resultado de um experimento que mistura nanopartículas de ouro e água a plantas. O resultado? A planta começa a emitir luz. Sim! Isso mesmo: sem nenhum custo ou consumo de energia.
Antes que fiquem de palhaçada, começo dizendo uma coisa e de maneira clara: Eu sou FÃ de Isaac Asimov, tanto quanto sou fã de Carl Sagan. Aliás, Asimov admirava Carl Sagan pois, segundo suas próprias palavras, era uma das poucas pessoas tão inteligentes quanto ele mesmo. Tenho uma identificação com o bielorrusso, pois somos irmãos, na ficção científica e na pesquisa científica, já que Asimov era químico, como doutorado em Bioquímica. Respeito MUITO Arthur Clarke e tenho grande carinho por este e sua obra, mas segundo
Volta e meia sempre acontece de nos lembrarmos de algo e ficarmos com um gosto amargo de não poder ter este algo novamente. Entretanto, ainda conseguimos resgatar pérolas, nem que seja de ostras bem escondidas. Foi mais ou menos o que aconteceu esta semana. Estava conversando com uma amiga minha e mencionei sobre uma série que assisti lá pro final dos anos 90 (o que para a maioria das pessoas significa a pré-história), que era apresentada às segundas-feira, na TV Educativa do Rio, vulgarmente conhecida como TVE. Era uma série apresentada pelo historiador James Burke. O nome do programa era Conexões (
Seu nome é paradigma entre os que prezam a Ciência. Ele é aquele que todos os divulgadores científicos gostariam de ser… que EU gostaria de ser. Carl Sagan foi aquele que divulgou a Ciência de modo nunca antes feito, com uma abrangência sem precedentes e ainda hoje é tido como uma referência. Hoje, dia 28 de setembro de 2010, é o dia que sua mais famosa obra, a série Cosmos, faz trinta anos e esta é a homenagem àquele que cativou tantas pessoas, as quais perceberam como o Universo é ao mesmo tempo lindo, mas ardiloso e selvagem ao mesmo tempo.