
Imagine a cena: é agosto de 1904, você é um fazendeiro norueguês cavoucando o próprio quintal porque… sei lá. Parece que isso é comum por lá. Cartas para a Redação. Bem, o cara lá fuçando o quintal bate a enxada em algo que claramente não era raiz teimosa, nem pedra, nem papel ou tesoura. Era madeira! Madeira muito, muito antiga. Knut Rom, nosso protagonista involuntário desta história, provavelmente teve o mesmo sentimento de quem encontra uma pasta perdida no computador e descobre que ela contém todos os memes raros dos últimos dez anos. Só que, no caso dele, a pasta continha mil anos de história viking condensados em 22 metros de carvalho esculpido que faria qualquer cenógrafo de Game of Thrones ter um ataque de inveja.
Rom havia acabado de descobrir o navio de Oseberg. Continuar lendo “Quando um fazendeiro Norueguês tropeçou na Netflix da Era Viking”






A Península de Yucatán, no México, é bem famosa pelo pedregulhão do mal que caiu lá, mandando bela quantidade de seres vivos para a vala, com os dinossauros liderando a fila da extinção. Mas nem só por meteoros a península de Yucatán é famosa. Ela guarda muitos tesouros, como rios subterrâneos e cavernas inundadas. Um mundo só dela, com bactérias que se se alimentam de metano nas frias cavernas esquecidas, que só verdadeiros aventureiros têm coragem de ir para explorar um mundo que parece que parou no tempo.
Nossos tatatatataravós, diferente de você, seu sedentário preguiçoso, eram aventureiros. Ou, como diria meu avô: “a barriga comanda as pernas”. eles saíram da África em busca de uma vida melhor e para escapar da fome. Infelizmente, eles não tinham bolsa-família, então tinham que ralar peito do local onde estavam o mais rápido possível, porque os bacuris estavam com fome. nessa empreitada, eles cruzaram o Mar Vermelho, foram parar na Ásia, e de lá rumaram para o mar, indo parar na Polinésia, enfrentando o Pacífico e seus temporais e tufões de vez em quando.
Ele foi atropelado nos EUA, atacado por um crocodilo na Austrália, detido como suspeito de espionagem no Egito e teve o seu barco virado no Atlântico. Neste sábado o aventureiro britânico Jason Lewis finalmente chegou em casa, completando a volta ao globo de 74 mil km, utilizando apenas propulsão humana.