Quando os romanos comiam pizza quando pizza nem existia

Pompeia é uma cidade famosa, mas principalmente por causa do que aconteceu com ela. Em 79 da Era Comum, deu muito ruim para a população de Pompeia, quando o vulcão Vesúvio acordou de MUITO mal humor de arrasou com a cidade. Passados muitas centenas de anos, Pompeia é um tesouro arqueológico no que podemos ter um vislumbre do modo de vida de uma cidade romana. Dá até para saber o que eles comiam, e entre os pratos estava… pizza? Continuar lendo “Quando os romanos comiam pizza quando pizza nem existia”

A reconstrução de um portal romano para contar uma história inglesa

Os visitantes do forte romano de Richborough, perto de Sandwich, no leste de Kent, encontrarão agora uma nova e importante adição ao local: um portal de forte romano reconstruído em madeira, ladeado por trechos de uma muralha de terraplanagem.

O portão foi construído no local de um portal romano real, pensado para regstrar a invasão da Grã-Bretanha em 43 E.C. sob o imperador Cláudio. Uma reescavação recente revelou a colocação dos postes que abrigam as verticalidades do portão, dentro de um par de valas defensivas norte-sul. Continuar lendo “A reconstrução de um portal romano para contar uma história inglesa”

Quando a comida torna-se mortal: a história de Locusta da Gália

O silencioso farfalhar do vestido não traduz o que acontecerá dali a instantes. O som do couro da sandália contra o piso de mosaico não ecoa, pois não era alto o suficiente. A desenvoltura com que anda pelos corredores, salas, aposentos, solaria e todo o restante do palácio não reflete o perigo iminente trazido por mãos pecaminosas que seguram a ameaça sob a forma de um cálice, um cálice ornamentado e belo. Um cálice que trazia nada mais do que um produto orgânico, natural, de origem vegetal… e totalmente letal. Passo após passo, volitando na calada da noite, no silêncio sepulcral da escuridão, sendo vigiada por olhos que nada fazem, bocas fechadas na discrição juramentada de não intervir, o fim encontrará a sua última linha escrita na vida de alguém. Em instantes, o conteúdo da taça será sorvido e nada mais aquele que saboreará o letal doce/amargo sabor da morte verá em sua vida que já estará finda.

E esta foi mais uma vítima de Locusta da Gália. Continuar lendo “Quando a comida torna-se mortal: a história de Locusta da Gália”

A Verdadeira História da Destruição da Biblioteca de Alexandria

As chamas irrompem pelas construções. Séculos e séculos de sabedoria, cultura e conhecimento são gradativamente destruídos, enquanto lágrimas escorrem pelo rosto da Rainha. O horror chocante pela perda de saberes antigos corrói a alma de Cleópatra enquanto vê sua tão amada biblioteca arder em chamas e todos os documentos sendo devorados pelo fogo implacável, com o crepitar que mais parece um grito por socorro para depois toda construção sucumbir às chamas e tudo se perder definitivamente. Continuar lendo “A Verdadeira História da Destruição da Biblioteca de Alexandria”

A moderna invenção para captar água que já existia antes

Como sempre, políticos aproveitam-se da ignorância das pessoas (eu prefiro achar que esses políticos não são débeis mentais, já que político não se confia). Recentemente, um desses idiotas mostrou uma grande inovação do povo simples do interior e altamente sustentável: cisternas. Quanta inovação, teria pensado um mesopotâmio. Continuar lendo “A moderna invenção para captar água que já existia antes”

O estupendo Túmulo dos Vinhedos

Você está acostumado com as Grandes Pirâmides de Gizé, túmulos dos reis Khufu (em grego, Quéops), Khafre (em grego, Quéfren) e Menkaure (em grego, Miquerinos). O problema é que os grandes reis viram que construir pirâmides daquele tamanho monumental era dispendioso e não ajudava em nada a proteger os pertences dos reis de ladrões. Então, tiveram a ideia de construir túmulos bem longe dali, no chamado Vale dos Reis, perto da capital do Império Egípcios, Tebas, hoje chamado Luxor. Foi lá que foi feita uma das maiores descobertas arqueológicas de todos os tempos: o túmulo de Tutancâmon.

Mas não eram apenas os reis que tinham seu vale de descanso eterno. Continuar lendo “O estupendo Túmulo dos Vinhedos”

Só os antigos atenienses mais ricos pagavam impostos; e eles se gabavam disso!

Por Thomas Martin
Professor de Clássicos, College of the Holy Cross

Na antiga Atenas, apenas as pessoas muito ricas pagavam impostos diretos, e estes iam para financiar as despesas nacionais mais importantes da cidade-estado: a Marinha e as honras dos deuses. Embora hoje possa parecer surpreendente, a maioria desses principais contribuintes não apenas pagou alegremente, mas se gabou de quanto pagou.

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A Verdadeira História da Idade Média

Você pensa que sabe algo sobre a Idade Média. O caos sem sentido, os belos castelos, a imundície, os garbosos cavaleiros, a ignorância exacerbada, as Cruzadas, as iluminuras, as pestes devastadoras, os monastérios, a influência da religião, a Queda de Roma, a ascensão do Islã, o período do retrocesso, a tão-chamada Idade das Trevas. De início posso dizer: você apenas tem fragmentos, mas História não é feita de fragmentos. Fragmentos de informações são como pedras; você pode construir conhecimento com eles, como um castelo é feito de pedras. Mas um amontoado de fragmentos não são a História propriamente dita como um amontoado de pedras não é um castelo. Continuar lendo “A Verdadeira História da Idade Média”

A Verdadeira História da Pedra da Roseta

O homem de uniforme azul para, em meio ao sol escaldante. Tira o chapéu e enxuga o suor naquele lugar que ele desdenhava por achar ser um recanto miserável, inculto, esquecido por Deus e o mundo. Aquele não era o seu conceito de civilização, ele queria ir para casa. Ele acompanha os seus soldados para mais um dia de serviço por ordem do Imperador. Ao chegar no ponto que tinha que estar e preparar para destruir tudo, ele viu algo inusitado. Uma pedra. Um pedregulhão, mas não era uma pedra comum. Era algo… diferente. Uma rocha trabalhada, um granito escuro que serviria para mudar o mundo, mas ninguém sabia. Para o homem, ainda era uma pedra, mesmo assim, mas o homem era curioso e o que ele viu quando chegou mais perto.

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Grandes Nomes da Ciência: o Homem Velho de Croghan

O Irlandês levantou cedo, como era de seu costume. Tomou um modesto café da manhã, embora estivesse acostumado a boas refeições, ergueu seu corpanzil, ajeitou a tira de couro trançado em seu braço – um símbolo de status que lhe era digno – e saiu de casa; para fazer o que, ninguém sabe, mas saiu. Saiu e era aguardado. Sorrateiramente aguardado.

O Irlandês foi atacado. De surpresa! Ele tenta se defender, se machuca até que uma facada em seu peito é fatal e ele cai, vencido. Seus algozes não terminaram aí. Cortam-lhe fora a cabeça, como se por ordem da Rainha de Copas, partem seu corpo ao meio e jogam o corpo do Irlandês vencido no pântano. O motivo do crime? Ninguém sabe. O Irlandês lá ficará por anos, décadas, séculos, milênios… até ser descoberto. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: o Homem Velho de Croghan”