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A falsificação do Sudário de Turim

A farsa

O Sudário de Turim foi aberto para uma rara visitação pública de dois meses no sábado, 12 de agosto, em Turim, Itália. O arcebispo Severino Poletto assegurou aos repórteres que “a igreja não está com medo da ciência.” Ele e os outros guardiões do sudário disseram que estão abertos a um reexame científico do tecido. Mas algum teste colocará um fim à disputa sobre a história do sudário? A maioria dos pesquisadores estão ansiosos para testar hipóteses que se concentram em um aspecto limitado do sudário. Uma delas promove a evidência do pólen, outras questionam a datação com o radiocarbono, uma terceira procura por provas na tecelagem do tecido.

Joe Nickell, Pesquisador Sênior do Committee for the Scientific Investigation of Claims of the Paranormal (CSICOP) [Comitê para Investigação Científica das Alegações do Paranormal] aponta que mesmo testes definitivos são vulneráveis a disputas sectárias. Os cientistas insistem que a datação com radiocarbono de 1988 — realizada em três laboratórios independentes — demonstrou de uma vez por todas que o sudário é uma farsa do século XIV. Entretanto, aqueles que têm a esperança de reforçar a alegação de autenticidade do tecido têm sugerido que bactérias ou que queimaduras do incêndio de 1532 podem ter contaminado a amostra.

Nickell acredita que examinar a preponderância da evidência e demonstrar como cada peça sustenta a outra torna o caso mais sólido. Ele empregou este método em sua pesquisa e está convencido que o sudário é realmente uma falsificação medieval. Nickell é autor de Inquest on the Shroud of Turin [Investigação do Sudário de Turim] (Prometheus, 1998) — um estudo que se baseia na evidência dos próprios documentos da Igreja Católica e da narrativa do evangelho de São João, além da evidência científica “forte” da análise química, microscópica e do radiocarbono. Para Nickell, os achados documentais e forenses corroboram um ao outro e apontam para uma resposta. “A preponderância da evidência”, disse Nickell “leva a conclusão de que o sudário é o trabalho de um artesão medieval.”

Os registros do sudário de Turim começaram abruptamente no século XIV A.D. O documento mais antigo é o relato de um bispo ao Papa Clemente VII, datado de 1389. O relato declarava que o tecido fora criado como parte de um esquema de cura pela fé, “a verdade sendo confirmada pelo artista que o tinha pintado.”

Amostras do que era alegado ser sangue falharam em uma bateria de testes em 1973. No final dos anos 70, o microanalista forense Walter McCrone, um especialista em examinar a autenticidade de documentos e quadros [pinturas], identificou o “sangue” do sudário como as tintas vermelho ocre e vermelhão tempera, e concluiu que toda a imagem fora pintada.

A datação do sudário com carbono em 1988 — conduzida por laboratórios em Zuriquee, Suíça; Oxford, Inglaterra e pela Universidade do Arizona, EUA — trouxe resultados próximos, dando uma data limite de 1260-1390 A.D. Este limite coincide com a confissão de falsificação no relato ao Papa Clemente. Alegações de que a datação com carbono foi imperfeita ignora o fato de que o sudário teria que ser contaminado com duas vezes o seu próprio peso com material contaminante para retroceder a idade do tecido para o primeiro século A.D.

Finalmente, o sudário de Turim contradiz a narrativa do sepultamento de Jesus no Evangelho de João. No Novo Testamento grego, é dito que Jesus teria sido envolto em faixas de othonia de linho, não um lençol de linho bruto (João 19:40 e 20:6-7). João também diz que o corpo de Jesus foi sepultado em uma grande quantidade de aloés e mirra: nenhum traço destas plantas foi encontrado no sudário.

“Os defensores do sudário tipicamente iniciam com sua conclusão desejada e trabalham retrogradamente à evidência; a ciência começa com a evidência e avança em direção a uma conclusão,” disse Nickell. Juntos, os fatos corroboram um ao outro em rejeitar a alegação de que o sudário data à época de Jesus.


Leitura adicional

Damon, P.E., et al. (1989). Radiocarbon dating of the Shroud of Turin. Nature 337 (fevereiro): 611–615.

McCrone, Walter. Judgment Day for the Shroud of Turin (Buffalo, N.Y.: Prometheus Books, 1999).

Nickell, Joe. (1998). Inquest On The Shroud Of Turin: Latest Scientific Findings. Prometheus Books.

Nickell, Joe. (1993). Looking For A Miracle: Weeping Icons, Relics, Stigmata, Visions and Healing Cures. Prometheus Books.

Nickell, Joe. (1994). “Pollens on the ‘Shroud’: A study in deception,” Skeptical Inquirer, verão de 1994.

Nickell, Joe. (2005). Claims of Invalid “Shroud” Radiocarbon Date Cut from Whole Cloth. CSICOP On-line.

Rogers, Raymond N. (2005). Studies on the radiocarbon sample from the Shroud of Turin. Thermochimica Acta 425: 189–194.

Schafersman, Steven D. (1998). “Unraveling the Shroud of Turin,” Approfondimento Sindone, Ano II, vol. 2.

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

Pages: 1 2

  • Knight

    @André,

    Vc sabe qual é a energia do sol na superfície terrestre?
    1 % e 2%.

    Administrador André respondeu:

    Calcula aí a quantidade de energia emanada do Sol e calcula 1% dela, geniozinho.

  • Emanuel11

    André,

    Vc está de parabéns!!!Admiro que ainda existam pessoas que raciocinem,que não sejam iludidos pelas bobagens impostas pela igreja.

  • Reinaldo

    Desintegrar? Mas ele não ressuscitou?

  • Reinaldo

    Se houve falsificação, foi a igreja católica que fez a encomenda!

  • Lucas André Stein

    Quanto mais leio estes comentários infelizes, mais a minha fé se fortalece. Não dependo do Sudário para crer. Uma coisa é ser cético, outra é ir contra para ser do contra. Deus não é para os fracos, pois é muito mais difícil acreditar do que não acreditar e eu acredito, nunca negando, porém, a importância da ciência para o desenvolvimento da humanidade.

    Pryderi respondeu:

    Muito pelo contrário. É muito mais fácil acreditar que um pano de chão tem origem divina, quando nem mesmo o chefe da religião que vc segue atestou isso. Eles colocam lá pq um bando de manés acreditam, mas me dá o parecer oficial do Vaticano reconhecendo aquilo.

    Se nem a ICAR reconheceu, filhote, não serei eu.

  • Alcleir

    Uma pergunta: quantas cópias de Santo Sudário idênticas à peça de Turim os senhores Walter Mc Crone e Joe Nickell já conseguiram reproduzir?

    Pryderi respondeu:

    Quantas vezes o Vaticano reconheceu que o sudário é autêntico?

    Alcleir respondeu:

    Respondendo a sua pergunta: NENHUMA VEZ.
    A propósito. Pensei que quem deveria dar a palavra final sobre o Santo Sudário seria a CIÊNCIA e não o Vaticano. Jamais poderia pensar que um cético fosse se importar com a opinião da “opressiva instituição inimiga da ciência”.
    Ainda aguardo a resposta a minha pergunta (se é que existe)….

    Pryderi respondeu:

    Se a própria dona da religião não falou nada, porque vocês, retardadinhos, insistem?

    E a Ciência já demonstrou: esse pano de chão é da Idade Média. Deal with it

    Alcleir respondeu:

    “retardadinhos”, “pano de chão”…
    Santo Dawkins! São Voltaire! Que argumentos científicos precisos e convincentes!!!
    Estou impressionado com a sua objetividade científica!
    Pronto! Você me convenceu! Virei ateu!

    Pryderi respondeu:

    Não precisa virar ateu. A própria igreja católica não é ateísta e não acredita naquela bosta de pano.

    Por que insistem? “MIMIMI eu preciso acreditar no meu paninho imundo ou minha fé não vale nada MIMIMI”

    Vocês são patéticos. Seja bem-vindo ao limbo do ostracismo, crentinho.

  • Filho

    Para dar cor ao texto, segue o documentário: https://goo.gl/pcCDy9

    ””1> ausência de pigmentos pictóricos sobre o pano.

    2> é insustentável, à luz das análises feitas diretamente sobre a mortalha, o fabrico da imagem do Sudário com um baixo-relevo aquecido e carregado de pigmentos ácidos.

    3> A imagem resulta de uma desidratação e oxidação do pano, sem o contributo de outras substâncias. A imagem ficou impressa no Sudário de maneira extremamente superficial: penetra só 200 nanômetros nas fibras.

    4>Diante do Sudário, tenta imaginar qual foi o engenhoso método de fabricação por meio do qual o falsificador conseguiu imprimir sobre o linho a imagem de um crucificado. Como é que a imagem do Sudário foi criada por uma mudança na estrutura das fibras têxteis?

    5> Sudário foi estudado mais do que qualquer outro objeto no mundo. O texto não cita nem o começo.

    6> Dr. Orozco: “a imagem do Sudário não se formou por contacto. Há partes do tecido que tem imagem e nunca estiveram em contato com o corpo. Analises “demonstraram que os coágulos não foram semeados, mas são clinica e patologicamente corretos com detalhes desconhecidos no século XIII”

    Ainda constata-se que as “imagens” agora fabricadas “não têm as propriedades TRIDIMENSIONAIS” típicas do Sudário”. Esta ausência desqualifica a tentativa de reprodução.

    O Dr. Jackson criticou a falta de técnica de Garlaschelli e explicou que o sangue do Sudário não é sangue inteiro, mas já separado do soro, proveniente de verdadeiras feridas.

    Além do mais, o sangue que há neles é próprio “de um fluxo post mortem””.

    Textos no site http://goo.gl/VtD3ir

    Pryderi respondeu:

    Me esclarece uma coisa: se é tudo tão óbvio, por que a própria Igreja Católica, dona do pano de chão santo, nunca reconheceu a autenticidade da peça?

    Só me responde isso, sem rodeios.

  • A própria ICAR admite que não é de Jesus.

    Chora, pq esses papers só tratam de exames no sudário, e não que ele seja realmente a foto do carpinteiro mágico.

  • Carlos H Skraba

    Acho que não, escrever certo é para os fracos…

  • Gustavo Araújo

    Uma pessoa se deita toda pintada e se salpica com outro pigmento em partes do corpo que “coincidentemente” batem com as partes do corpo feridas durante a paixão de Cristo, e que “coincidentemente” batem também com relatos de místicas com Santa Brígida e Ana Catarina Emmerick para que pareça sangue…

    Pryderi respondeu:

    Pois é. Se eu pegasse esses relatos e… sei lá…. reproduzisse, né?

  • Gustavo Araújo

    Nem com uma pessoa com o corpo pintado sendo envolta num manto daria para reproduzir uma imagem em 3D como aquela… Tanto que a ciência como um todo ainda não chegou a um consenso.

    Pryderi respondeu:

    Nem o Vaticano, QUE NUNCA RECONHECEU a autenticidade do Sudário. 😀

  • Gustavo Araújo

    Até hoje ninguém conseguiu reproduzir uma imagem exata como o sudário, nem com a tecnologia atual…

    Pryderi respondeu:

    Também ninguém reproduziu a Capela Sistina.

    E?