Vamos ser sinceros: o Ensino está uma bosta. E tudo por causa de uma questão conceitual: para que mandar as crianças para o colégio? O que eu espero de um colégio para meu filho? O que efetivamente meu filho aprenderá num colégio? O que ele fará com o conhecimento adquirido no colégio? A verdade é que o atual modelo educacional serve unicamente para meter o aluno no colégio. Por um lado, os pais se veem livre daquilo que puseram no mundo, pelo outro, colégios arrumaram uma incrível fonte de renda, baseada na total incompetência paterna e materna de educar.
Afinal, o que deveríamos ensinar aos nossos alunos?
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Sejamos sinceros, a Evolução teve mais de 4 bilhões de anos para testar protótipos. Tudo o que você puder imaginar em termos de mecânica, a Natureza provavelmente já experimentou e descartou 99% delas (não que a Natureza não faça as suas gambiarras). Agora, uma empresa alemã resolveu reinventar o voo, criando um protótipo que voa batendo asas.
Japa que é japa não vive sem testar coisas onde nenhum ser humano (normal) jamais esteve. Em termos de robótica, eles sempre andam surpreendendo (ou surpreendendo de forma negativa,
Vocês devem se lembrar do Aibo, o cão-robô desenvolvido pela Sony e produzido entre 1999 e 2006. Mas seu foco era ficar dentro de casa. Ter que se deslocar por terrenos acidentados era um sacrifício para ele. A Boston Dynamics, entretanto, está indo por outra direção. Seu robô-canino é focado por se deslocar em qualquer tipo de terreno, avaliando o ambiente em volta e decidindo como andar pelo local em questão.
Desde que começamos a nos aventurar pelo Espaço, levamos o melhor e mais abundante que podemos produzir: lixo. Desde uma ferramenta até restos de foguetes e satélites, vários corpos estão orbitando a Terra, além da Lua e a ISS. É o chamado “lixo espacial”. Você pode achar que um parafuso não é nada demais, mas quando ele está sendo acelerado a velocidades de milhares de quilômetros por hora, vemos que ali não é um lugar muito legal para dar mole, nem pros astronautas, nem pros satélites artificiais. Ali é um grande estande de tiro, mas a solução parece estar vindo, pontual e certeira como um relógio.
3 anos de pesquisa são muita coisa e nada ao mesmo tempo. Pensamos que que a Ciência caminha a passos lentos, e até não estaríamos errados ao pensarmos que modelos cosmológicos começaram nos tempos de filósofos pré-socráticos, para depois os pós-socráticos até que seu vizinho resolveu apontar a luneta pro céu, já que a vizinha estava com frio e fechou as cortinas. Mas também a Ciência é rápida. Desde a confirmação da existência do átomo por Albert Einstein, analisando o movimento browniano até uma bomba atômica cair em Hiroshima demorou cerca de 40 anos.
Em qualquer obra decente de ficção científica, é clichê ter robôs-cuidadores, seja como enfermeiros, seja como diaristas, ajudando em tarefas domésticas. O problema é que pessoas mais velhas têm certa reserva (e até mesmo aversão) a este pensamento, preferindo ao invés disso, pessoas reais, de carne e osso.
Quando eu vejo certas coisas, eu acho que as pessoas andam lendo, ou melhor vendo, ficção científica demais. Como cientista de uma disciplina puramente experimental, olho atravessado pesquisas de campo puramente teóricas E, não. Não existe Química Teórica. Pesquisar um novo composto baseado em propriedades físicas e químicas não é química até comprovar que este composto pode existir. Mendeleyev fez um bom trabalho prevendo elementos que ainda não tinham sido descobertos, mas isso ainda não era Química.
Imagine você descansando placidamente numa praia, observando as partes hipodérmicas alheias, quando de repente o futuro do passado do fim da humanidade tem início: o Apocalipse Robótico, onde várias criaturas se erguem do mar, com cascos de um brilho baço, murmurando "Morte aos humanos! Morte aos humanos! Morte aos humanos!". Imaginou? Então, vá tomar seu gardenal, essa palhaçada de apocalipse robótico é coisa de gente tosca sem imaginação
Ensinar não é pra qualquer um. Por mais que você saiba a matéria, a questão é se você sabe transmiti-la, fazendo-a o mais compressível que puder. A ficção científica nos deu muitos exemplos de professores-robôs, mas isso está longe da realidade. Asimov nos deu exemplos de professores-robôs, mas estes eram apenas gravadores que replicavam a matéria. Bem, se é pra fazer isso, não se precisa estudar nem desenvolver nenhuma tecnologia própria. Pedagogos e professorzinho formado a 3 tapas em facurdadi de esquina fazem isso quando tentam ensinar algo que está nos livros, mas qualquer pergunta de modo não-previsto pelos livros, eles engasgam. Esse tipo de gente está para o Ensino, assim como operador de telemarketing está para um atendimento decente. Mas e se fosse o contrário? E se ao invés de ensinar, o robô estivesse aprendendo junto com as crianças? É o que uma dupla de dois pesquisadores japoneses nascidos no Japão pesquisam.