Fim da letra cursiva nos colégios: Analfabetos agradecem

Dando uma repassada no insano submundo imundo de Hades chamado Twitter, vi um comentário da @fatimatardelli que mencionava uma reportagem tosca (como é de praxe no meio jornalístico) sobre o fim da obrigatoriedade do uso da letra cursiva nos colégios. Em resumo, isso se deve ao fato (?) de todos os quase 7 bilhões de pessoas usarem computadores, celulares e trecos informáticos em geral. Não que se cogite, ainda, uma idiotice dessas no Brasil, mas com o histórico imbecil que o MEC tem, não duvido nada que alguma psicopedarretardada veja que isso ajudará ao educando a… bem, não sei, mas ela achará que ajudará em algo.

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Tratando da imundície que nós não vemos

Meu primeiro computador era um 586 — 133MHz, com 8MB de memória e HD de 1 GB. Veio junto um monitor CRT de 14 polegadas (aspas são símbolos normatizados para segundos de arco), um teclado (101 teclas) e um mouse de bolinha (não, não tinha kit multimídia, pois a grana não deu). Depois comprei uma impressora HP 680. Hoje, eles não estão mais comigo. O que aconteceu com eles? Eu sinceramente não me lembro mais. A melhor alternativa é o lixo mesmo. A impressora eu sei que graças à Light, uma sobrecarga deu fim a ela, junto com uma geladeira, 2 radio-relógios e meu video-cassete. Estou esperando pela indenização até hoje, mas naquela época eu não tinha dinheiro para pagar advogado. Que fim levou tudo aquilo? A geladeira eu consertei e o vídeo eu dei para um técnico amigo meu, em troca de um pichulé, e os rádio-relógios foram ofertados num ritual cármico junto à COMLURB. O que aconteceu com o micro, com monitor, teclado etc? Não deve ter sido diferente dos rádio-relógios.

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Deputados pobres de Goiás ganharão smartphones do erário público

Estamos no mundo 2.0, com uma política do século X. Enquanto os sans culottes trabalha dia e noite, a aristocracia precisa estar antenada aos novos modismos. E que modismo melhor seria do que ficar com a bunda pendurada nas malditas redes sociais, falando besteiras? Sendo assim, nada mais natural que os expressivos representantes da massa ignara quererem estar conectados 24/7 no mundo digital; e, para isso, precisam acessar seus Facebooks da vida e seus Twitters. Como são pobres, coitados, precisam ser subsidiados. Resultado? A Assembleia Legislativa de Goiás entrou com uma ordem de licitação para compra de smartphones para dar de presente aos digníssimos deputados.

Today is gatuno’s day. It’s Gaturday, Gaturday! Cry! Cry! Cry!

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Como a TV pode fazer a diferença no Ensino

Eu não gosto de televisão. Nada contra, eu só não aprecio o que é apresentado em maioria. No máximo, eu curto filmes e documentários. Eu ADORO documentários. Vejo de tudo, nem que seja para falar mal depois, frente ao monte de besteiras que são apresentadas (estou olhando para você, Zeitgeist!) Nunca pensei em computadores como ferramentas para aprendizado, apenas. Eu, particularmente, acho que eles mais atrapalham do que ajudam, e isso é devido à mentalidade de alunos e de alguns professores. Como toda ferramenta, o PC pode ter dois usos, e se você acha que ferramentas não inspiram usos errôneos, pergunte ao macaco que descobriu que usar um osso da perna para baixar a porrada nos seus coleguinhas o que ele acha.

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Cristais de memória do Super-Homem podem se tornar realidade

Uma das coisas que eu mais gostava nas histórias do Super-Homem (apesar de eu achá-lo um herói totalmente sem graça, a ponto do Batman ter que meter a porrada no manezão afim de mostrar quem manda na parada) eram os cristais de memória, que serviam como um "pendrive mais estiloso". Eu mesmo queria ter um treco daqueles e achava, em minha tola crendice infantil, que o futuro traria bibliotecas com aquele formato. Tempo passou e o futuro que imaginei não veio… Ou quase.

Pesquisadores ingleses estudam como a interação com lasers com átomos de vidro poderiam servir para gravar informações e serem usadas em nossos computadores. Por favor, deixe a regra 34 do lado de fora antes de continuar a ler. Obrigado.

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As estrelas que passam por nossas vidas

Eu tenho uma visão romântica sobre o mundo. Acho-o fantástico pelo paradoxo que é sua simplicidade e complexidade que coexistem. A complexidade são as diferentes forças atuantes no planeta, moldando-o sem parar, onde sua topologia muda, ainda que beeeeeem lentamente. A simplicidade é que se trata de apenas um reles planeta terrestre, jogado num canto irrelevante de uma galáxia irrelevante. Se nosso planeta fosse especial de alguma forma, sua destruição seria uma perda para o universo, só que o universo sequer se daria conta disso. Qual importância tem uma coisa que ninguém sentirá falta? Ainda assim, vemos o amanhecer raiar do dia e o crepúsculo cair da noite. Vemos as fases da Lua, vemos até o eclipse ato da sombra da Terra impedir a luz do sol ser refletida pelo satélite.

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Pesquisadores estudam novas interações entre deficientes e máquinas

O Kinect da Microsoft é uma revolução no mundo dos jogos eletrônicos (no Cet.net não usamos anglicismos desnecessários. Se tu usas, és um idiota!). Se antes usávamos teclados, joysticks (este não tem uma tradução à altura e eu sugiro aportuguesá-lo para jóistique), alavancas e outros tipos de controle, hoje usamos a nós mesmos, coisa que nossos pais, avós e bisavós já faziam em termos de diversão. O próximo passo é facilmente imaginável, mas meio difícil de implantar: usar interfaces homem-máquina, onde nossas mentes se fundiriam a computadores e as ordens seriam transmitidas diretamente aos processadores e os softwares fariam o resto.

Arthur Clarke já tinha elaborado isso em seus romances da série 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Mas até que ponto isso fica no terreno da ficção?

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Viaje por uma maquete digital da Roma Antiga

Roma pode não ter sido o maior dos impérios, mas foi o mais fantásticos, em minha opinião. Sua sociedade, sua política e até sua religião (e não as da Grécia) são peças que ainda hoje podem ser encontradas na cultura ocidental de hoje. Todo o sistema judiciário brasileiro foi baseado no Direito Romano e não aquela babaquice de não cobiçar a mulher do próximo, como se ela fosse mais um utensílio como gado, terras, casa etc.

Em 1911, um arquiteto francês maravilhou o mundo com uma maquete de gesso de como seria a cidade de Roma na época de Constantino, no início do século IV. Um feito admirável, belo e muito importante. Hoje, podemos preservar isso através de tecnologia digital, mas tudo começou da forma um tanto quanto artesanal.

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Rapaz cai do 7º andar por causa de jogo no Facebook. Darwin faz outra marquinha.

Enquanto algumas débeis mentais encharcam absorventes do tipo OB de vodka, afim de deixar suas perseguidas doidonas e marmanjos mostram que são machos bagarai colocando a mardita no olho (não é este olho), imbecis em todo o mundo adotam o passatempo imbecilóide do planking, onde ficam posando para fotos posando deitados de barriga pra baixo. Um mané achou que era muito esperto e resolveu fazer isso no parapeito do seu apartamento. Resultado? Ele caiu 7 andares, se esborracha no chão, Darwin grita "BINGO!!" comemorando a 7ª vertical e os genes do retardado não serão mais passados adiante.

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Decifra-me ou te devoro: A Mensagem de Arecibo

A comunicação é uma arte. Foi através dela que formamos famílias, tribos, cidades e impérios, mas pouco usada em comentários de blogs. Fazer-se entender não é tarefa simples. Se fosse, teríamos algo decente nos escritos religiosos e não coisas toscas "abertas à interpretação".

Quando pensamos em milhões de quilômetros (ou, quiçá, anos-luz) de distância, perdemos a noção de como alguém conseguirá nos entender aqui, pobres macacos pelados. Quer saber como mandar uma mensagem para as estrelas? Perguntem ao pessoal de Arecibo. Eles sabem.

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