O mundo da informática moderna não seria o que é sem os transístores. Sua invenção foi tão importante que deu de presente aos seus inventores — John Bardeen, Walter Houser Brattain e o egocêntrico William Bradford Shockley – o prêmio Nobel de 1956. Ele é uma das poucas coisas que consegue ser melhor que a Natureza, ainda mais que ter um não ter um transístor não faz nenhuma diferença no mundo biológico.
Entretanto, não seria legal se tecidos biológicos pudessem emular as funções de um transístor? O que você chama de ficção´, eu chamo de Ciência!
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Bem,
Esta é uma postagem atípica. Eu não mantenho o Cet.net para reclamações pessoais nem pra ficar mimizando sobre as vicissitudes da vida. É muito raro eu fazer isso, que nem quando eu postei a “maravilha” que é o serviço da UOL. Mas as pessoas, assim como todas as coisas, têm seu ponto de ruptura. O ponto de fulgor em que você simplesmente se recusa a aceitar como normal uma coisa disparatada. E um dos principais motivos de minha úlcera estar dançando polca é a maldita empresa Oi, que fornece um dos péssimos serviços do universo: o Velox, o serviço de (dizem) Internet Banda Larga.
Eu tenho uma gama imensa de acontecimentos guardados em minha memória. Uma delas é a respeito do concurso de redação que o colégio onde eu estudava propunha. Os alunos cada série de cada segmento tinham que entregar suas composições e esperar o resultado. Fui agraciado 2 vezes com o primeiro lugar. Só não ganhei o terceiro ano consecutivo, pois começaram a reclamar que eu sempre ganhava. Fui considerado hors concours, que no vocabulário de uma criança significa "você foi garfado, loser". Aquilo me deixou bem irritado, pois eu tinha deixado de ganhar o prêmio máximo: um livro.
Enquanto você está aí, ainda tentando entender como se programa seu vetusto vídeo cassete, tratadores de orangotangos do Zoollógico Nacional Smithsonian trabalham com iPads. Não para que eles tomem anotações ou xinguem no Twitter. Os iPads são para que os orangotangos (e não os macacos pelados), e não é para jogar Angry Birds.
Bem-vindos! Aqui é um sistema automatizado. Enquanto vocês estão lendo este artigo, eu estou de férias, de pés pro ar, tomando daiquiri enquanto contemplo o mar do Caribe. Como muitos de vocês chegaram aqui há pouco tempo, não devem ter lido muitos de nossos artigos. Se leram, é legal recordar-los. Não há um critério perfeitinho, eu apenas peguei os que eu me lembrei e mais gostei. Então, sentem-se e divirtam-se:
Vocês devem se lembrar do Aibo, o cão-robô desenvolvido pela Sony e produzido entre 1999 e 2006. Mas seu foco era ficar dentro de casa. Ter que se deslocar por terrenos acidentados era um sacrifício para ele. A Boston Dynamics, entretanto, está indo por outra direção. Seu robô-canino é focado por se deslocar em qualquer tipo de terreno, avaliando o ambiente em volta e decidindo como andar pelo local em questão.
Aplicativos médicos abundam na App Store. Não necessariamente sobre a região glútea. Vendo a necessidade que muitos médicos nos cafundó do Judas precisam de uma consulta rápida sobre os males que estão aparecendo e ceifarão a humanidade em 21 de dezembro (isso se a praga de gafanhotos e rios se transformando em sangue não chegarem primeiro), pesquisadores da Universidade de Liverpool lançaram o ClickClinica, um aplicativo gratuito para médicos. Ela reúne orientações vinculativas para lidar com questões de saúde, a partir de organismos como a Organização Mundial de Saúde (OMS), por exemplo.
3 anos de pesquisa são muita coisa e nada ao mesmo tempo. Pensamos que que a Ciência caminha a passos lentos, e até não estaríamos errados ao pensarmos que modelos cosmológicos começaram nos tempos de filósofos pré-socráticos, para depois os pós-socráticos até que seu vizinho resolveu apontar a luneta pro céu, já que a vizinha estava com frio e fechou as cortinas. Mas também a Ciência é rápida. Desde a confirmação da existência do átomo por Albert Einstein, analisando o movimento browniano até uma bomba atômica cair em Hiroshima demorou cerca de 40 anos.
Quando eu vejo certas coisas, eu acho que as pessoas andam lendo, ou melhor vendo, ficção científica demais. Como cientista de uma disciplina puramente experimental, olho atravessado pesquisas de campo puramente teóricas E, não. Não existe Química Teórica. Pesquisar um novo composto baseado em propriedades físicas e químicas não é química até comprovar que este composto pode existir. Mendeleyev fez um bom trabalho prevendo elementos que ainda não tinham sido descobertos, mas isso ainda não era Química.