Em setembro deste ano aconteceu o festival de humor negro da Internet brasileira (não que isso não aconteça todos os dias). Uma distinta senhorita que assina como Cah Nabis postou no Twitter dando boa noite a todos depois de ter perdido uma perna, pois estava lindamente com a cabeça voada no jererê, fazia surf ferroviário, e quando foi pular do trem, fez alguma caca tão grande que teve que amputar a perna.
O presente artigo não tem nada a ver diretamente com a Cah, mas uma explicação do que aconteceu: Uma pesquisa mostra que o uso da maconha cada vez mais precoce resulta em função anormal do cérebro, baixo QI e, segundo informações paralelas não confirmadas, uma louca vontade de comentar em portais de notícia.
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Vamos ser honestos: não éramos para, naturalmente, vivermos tanto assim. Graças à Ciência, conseguimos uma bela longevidade, mesmo entre camadas mais pobres. O problema é que morrendo cedo não percebíamos o declínio da qualidade de vida e saúde., viver mais tempo é correr mais riscos de demência e Alzheimer, por exemplo.
Você curte um vinhozinho nas refeições, né? Ouviu aquela história do seu tatatatataravô que sempre tomou uns vinhos e por isso viveu até os 166 anos, certo? Daí você mete a cara na manguaça e ainda tem a páchorra de dizer “é pra fins medicinais”. Pois bem, você se ferrou!
Bactérias são um sucesso evolutivo. Demandam poucos recursos, alta taxa de reprodução e mutação e são capazes de resistir às provas determinadas por Darwin. Se uma cai, sempre sobra uma mais forte, que se multiplicará rapidamente, formando novas colônias e prontas para lhe ajudar ou ferrar seu dia de vez.
Células-tronco vieram para ficar. Uma nova promessa para os desesperançados. Novos tratamentos de vários tipos, muitos dos quais já tratamos aqui. Uma das pesquisas mais recentes é na hora de reconstruir ossos, em que células-tronco são muito bem-vindas (bem, de qualquer forma, elas SEMPRE são bem-vindas!)
Você já conhece a mitocôndria. Ela é sua companheira, apesar de não ser sua propriamente dita, pois é uma bactéria que vive em simbiose. Diferente do político que você ajudou a eleger, ela pega recursos e dá algo em troca: energia. Isso você aprendeu no colégio, só não aprendeu como.
O bom de sermos um projeto divinamente planejado é a inexistência de doenças, principalmente as que são causadas por algum surto celular, em que células acabam se dividindo de maneira totalmente zoadas. Infelizmente, o mundo real não funciona assim. Essas mutações existem, câncer existe e se bobear você ainda contrai furúnculo na bunda.
A moderna medicina intensiva faz milagres que há coisa de alguns anos parecia algo bizarro, digno de ficção científica. Ainda assim, lesões cerebrais são um problema sério e o coma um espectro que ronda as UTI do mundo todo. Eu não quero estar em coma, você não quer, ninguém quer. Quando um paciente está em coma, uma garra gelada segura nossa espinha. Morte? Vida? Viver como um vegetal e acabar sendo comida de vegans? Há uma série de variáveis. Será que médicos conseguiriam dar reboot no cérebro e fazê-lo pegar no tranco?
Tem coisas que são fáceis de entender em essência, como capitalismo e desespero. Isso leva a dois princípios: burrice e esperteza. Primeiramente, as pessoas estão doentes, precisam de tratamento e o colapso que a Saúde Pública vem enfrentando piora mais ainda, com postos de saúde hiperlotados, agendamentos para o ano que vem (sério!), falta de remédios etc. já me disseram que no posto de saúde que fica no Instituto Oswaldo Cruz, com o Farmanguinhos ali do lado, falta remédios simples, como analgésicos. Isso leva pessoas a caírem nas garras de espertões, que seguem a boa receita do capitalismo: supra uma necessidade e você terá lucro. Se o socialismo de distribuir remédios não deu certo, vender curas vai muito bem, obrigado.
Deu ruim na piscina onde seria feito as provas de salto ornamental. A água estava totalmente verde. Qualquer um que entenda um mínimo de piscina sabe que o cloro foi pro espaço e houve proliferação de algas. O comitê Rio 2016 não sabia o que fazer e veio com uma desculpa idiota que “a Química não é uma ciência exata”.