Falta de louça pra lavar faz evangélicos ficarem orando nos locais do ENEM

Eu creio que vocês devem se lembrar da tosquinha que, no ano passado, perdeu a hora estando EM FRENTE ao portão de entrada da UFPR, ficando impossibilitada de prestar o vestibular. Galdalf encarnou no segurança e este disse YOU SHALL NOT PASS!

Ontem não teve vestibular, mas teve ENEM, onde nossos briosos estudantes foram colocar seus dejetos cerebrais na prova (favor NÃO perderem tempo enviando aquele e-mail fake com as "pérolas do ENEM"). Como nada é tão maluco que um bando de crente tosco não faça ficar mais insano, um bando de desocupados foram orar pelos "feras" se saírem bem na prova. Ahã. Sei.

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Voz dos Alienados 42

O mundo da imbecilidade não para de surpreender. Se bem que nem é tanta surpresa quando algum idiota posta besteiras aqui ou me envia pelo e-mail. Creio que foi a única maneira de conseguir levar suas palavras a todas as criaturas da Terra, como manda o Evangelho. Mas do jeito que estes imbecis são, eu fico pensando que o Cristianismo não teria durado 1 ano se dependesse deles nos inúmeros embates teológicos que aconteceram. Pena que isso não aconteceu e o Cristianismo está aí, dando-nos trabalho.

Esta é mais uma edição da Voz dos Alienados, pois hoje é sexta-feira, dia de SEXTA INSANA!

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Cientistas pesquisam genoma da bactéria causadora da Peste Negra

As pessoas têm uma ideia romanticamente errada sob a Idade Média. Não havia cavaleiros garbosos em cavalos brancos salvando belas donzelas de dragões. Os dragões só existem na Bíblia (e são mais parecidos com a sua sogra), as donzelas não eram tão donzelas assim, além de terem poucos dentes na boca, feridas, vários partos (muitos abortados) e cabelo desgrenhado, os cavaleiros normalmente era um bando de filho bastardo dos ricos senhores feudais (cujos castelos não tinham a aparência do castelo do Rei Arthur) e os cavalos não passavam de pangarés. A expectativa de vida não passava dos 30 anos (com sorte ou nem tanta assim) e o cardápio consistia no que você quis caçar (ou que estava te caçando no dia anterior). Um lugar lindo e maravilhoso, perto da Natureza e rodeado de verde.

Na maravilha que se tornou a Idade Média, lá pelos idos do século XIV, a querida, complacente, misericórdia e gentil Natureza começou a varrer todos os toscos humanos da área, através de uma coisinha linda que ficou conhecida como a Peste Negra, que ceifou mais vidas, mandando 1/4 da população europeia direto para vala, na paz do Nosso Senhor Deus que ama os justos. Hoje, no século XXI, cientistas conseguiram sequenciar o genoma do monstro causador desta doença terrível: a bactéria Yersinia pestis.

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Grandes Nomes da Ciência: Harry Harlow

Dois arregalados olhos castanhos circulam pelo ambiente, aterrorizados. O medo chega até a garganta, mas nenhum som sai dela. Uma cabeça gira e vasculha todos os pontos do ambiente, até que uma porta desliza suavemente para cima. Silêncio. O ser monstruoso do outro lado da porta começa a se agitar; o movimento de suas garras e ruído horrível aterroriza o dono dos doces olhos castanhos, e este correrá em busca da única coisa que sua mente acha que garantirá a segurança: sua mãe. O macaquinho corre e se agarra a uma boneca feita de arame e com "pele" felpuda e é tudo isso que o coitado precisa para se sentir seguro.

Esta é a história do dr. Harry Harlow, que com dois bonecos de arame e alguns macacos rhesus estudou os mecanismos psicológicos do amor e do afeto.

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Pesquisadores melhoram a vida de cegos com o uso de smartphones

Uma das coisas mais maneiras que eu vi (e isso faz tempo) foi uma impressora matricial modificada para imprimir em Braille, juntamente com o DOSVOX, desenvolvido pelo pessoal do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ. Perto do SIRI do iPhone 4S, isso pode soar um grande "Meh!", mas pensem no que se conseguiu com isso? Se tais pesquisas chegam à população, é outra história (enquanto esperamos o governo acabar com o maldito de um mosquito que transmite o vírus da dengue). Agora, outras pesquisas trazem capacidade de cegos interagirem mais e melhor com o mundo.

Enquanto cientistas usam tablets para ajudar na leitura em Braille, outros pesquisadores criam teclados virtuais que pode ser usado em qualquer smartphone, seja de plataforma iOS ou Android.

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Macacos, robôs e a Copa do Mundo

Em Aliens, o Resgate, Sigourney Weaver entra em campo para sair na porrada com o bicho-feio-babão. Como "na mão" ela não seria idiota de fazer, ela vem com um exoesqueleto imenso. Isso é recorrente em várias obras de ficção científica e nem é mais tão ficção assim, já que engenheiros japoneses mostraram em 2009 que apetrechos assim são plenamente viáveis (vídeo AQUI).

Isso, por si só, já é algo e tanto, mas sempre queremos coisas melhores. É o natural em termos de evolução do conhecimento. Um exoesqueleto assim é muito útil, mas tem problemas por ser grande e desajeitado. Muito bom para serviço pesado, mas deficiente em termos de sensibilidade. Não seria legal se pudéssemos mover máquinas e sentir o mundo através delas, através do mais importante dos sentidos? Sim, seria e é no que o pesquisador Miguel Nicolelis está avançando, conseguindo que macacos tivessem uma real sensação tátil ao manipular objetos que em fato não existem. Mas hein?

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Como nossos cérebros reagem aos erros

Assimilar a informação que você fez besteiras não é agradável. Ninguém gosta de estar errado. Eu mesmo não gostaria caso algum dia alguém finalmente conseguisse demonstrar que eu errei algum dia da minha vida. De qualquer forma, os antigos já diziam que é errando que a gente aprende, o tipo de coisa que pensamos quando um médico corta a sua perna direita fora quando deveria cortar a esquerda. O importante é saber como o cérebro reage frente ao erro e como se prepara para lidar com a situação.

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O preconceito pode não ser culpa do preconceituoso. Ou pode?

Não adianta tentar negar: todos nós somos — em maior ou menor grau — detentores de algum tipo de preconceito. Desde coisas que chamam de música, como funk ou os baby, baby, baby da vida, até o modo como nosso vizinha anda vestido, passando por preferências sexuais, cor de pele ou times de futebol, o ser humano mostra que não está muito familiarizado com a vida em companhia de outras pessoas que julgam não fazer parte de um determinado grupo.

Pesquisadores britânicos estudam até que ponto isso é algo particularmente vindo de uma decisão consciente de nossa gambiarra evolutiva chamada "cérebro" ou por simples pressão social.

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Voz dos Alienados 41

Ê-lerê. Chegou a sexta-feira (FRIDAY! FRIDAY! FUN! FUN! FUN!) e o mundo de Hades… bem, o mundo de Hades continua a lesma lerda. Entre as sandices nossas de cada dia e o trânsito ridículo do Rio de Janeiro, com este amaldiçoado Rock in Rio pairando sobre nossas cabeças, vemos que o peçoau continua com suas tosqueiras. Não adianta tentar entender, deve ser alguma tetrassomia no cromossomo 21 ou em algum outro. De qualquer forma, nós aqui jamais deixaríamos de contribuir para com a sua diversão do fim-de-semana. Com vocês: VOZ DOS ALIENADOS!

Cientistas desmistificam relação entre dislexia e QI

A dislexia é um dos maiores problemas a serem enfrentados em sala de aula. Ainda mais porque ela é mais comum do que parece e os pseudocientistas do curso de Psicologia achavam que ela era decorrente de problemas comportamentais, como coisa que eles falem algo diferente disso. Bem capaz de dizer que dengue é apenas um problema comportamental e com terapia passa.

Como a dislexia afeta exatamente a leitura e compreensão das palavras, ela afeta o aprendizado conjuntamente e nem sempre os professores identificam o problema logo de cara. Entretanto, cientistas estão desvendando os mecanismos pelos quais se dá a dislexia, o que acarretará em descobertas para – senão curar – minimizar seus efeitos.

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